
Comentário: O site The Hollywood Reporter publicou: "Embora nem sempre retratado de forma elogiosa no filme, os fãs do Grateful Dead encontrarão muito o que apreciar em 'The Other One: The Long Strange Trip of Bob Weir', o revelador documentário de Mike Fleiss sobre o lendário guitarrista rítmico da banda. Com imagens de arquivo fascinantes, inúmeras performances musicais e extensas entrevistas com Weir, seus contemporâneos e muitos dos músicos famosos que ele influenciou (...).
Weir, apelidado de 'galã' da banda - o baterista Mickey Hart descreve como ele e os outros membros costumavam desfrutar dos benefícios da abundância de groupies do belo guitarrista - oferece aqui um relato franco de sua vida e carreira musical. Nascido em 1947 e criado por pais adotivos em Atherton, Califórnia, ele sofreu de dislexia não diagnosticada na infância, o que prejudicou seu desempenho escolar. Sua vida mudou em 1964, quando, aos 16 anos, conheceu Jerry Garcia, com quem formou a banda The Warlocks, que também incluía Phil Lesh, Ron 'Pigpen' McKernan e Bill Kreutzman.
Após abandonar os estudos e se juntar brevemente aos Merry Pranksters de Ken Kesey, Weir aprimorou seu estilo único de guitarra em shows que variavam de festas 'Acid Test' com grandes quantidades de drogas a clubes de strip-tease onde a predileção da banda por longas jams fazia com que as strippers exaustas reclamassem.
Renomeada como Grateful Dead, a banda morou junta em uma casa no número 710 da Rua Ashbury, em São Francisco, onde Weir dividia um quarto com Neal Cassady, que inspirou o famoso romance 'On the Road', de Jack Kerouac. Um dos segmentos mais evocativos do filme mostra Weir revisitando a casa e dando um tour para sua esposa e filhos, descrevendo onde cada um dos membros morava.
Após o lançamento de seus álbuns seminais, 'American Beauty' e 'Workingman's Dead', em 1970, a banda alcançou novos patamares de fama, inspirando as crescentes legiões de fãs que os seguiam em turnê. Weir revela sentimentos ambivalentes em relação a seus seguidores, elogiando-os por sua lealdade fervorosa, ao mesmo tempo em que se pergunta se eles estavam arruinando suas vidas e professando não ter nenhuma simpatia por aqueles que vendiam drogas. 'As pessoas estavam nos celebrando muito além do que parecia razoável', diz ele.
O filme explora profundamente sua relação extremamente próxima com Garcia, a quem ele descreve como um irmão mais velho. Ele confessa abertamente que servia como o 'porta-volumes' do guitarrista, distribuindo suas drogas em doses cuidadosamente controladas. Isso, é claro, não impediu a morte de Garcia aos 53 anos, em 1995, o que efetivamente encerrou a banda. Weir, que afirma que as últimas palavras que Garcia lhe dirigiu foram o comentário casual 'sempre uma farra' após um show, diz que lidou com seu luto voltando quase imediatamente à estrada com seu projeto paralelo, 'RatDog'.
Entre os outros tópicos abordados estão a transição tardia de Weir para a vida de casado e a paternidade, e seu eventual reencontro com seus pais biológicos.
Além de seus companheiros de banda do Grateful Dead, Lesh, Hart e Kreutzman - o filho deste último, Justin, é um dos produtores executivos do filme - aqueles que testemunham o talento musical de Weir incluem músicos como Jorma Kaukonen, Lee Ranaldo, Sammy Hagar, Jerry Harrison e Mike Gordon, do Phish, a banda que indiscutivelmente herdou o legado do Grateful Dead de forma mais fiel.
Apresentando imagens de performances antigas do Grateful Dead, bem como shows acústicos recentes de Weir e uma interpretação da música 'Cassidy' na qual ele é acompanhado por membros do The National, 'The Other One: The Long Strange Trip of Bob Weir' serve como uma homenagem merecida a um músico cuja estatura supera o título do filme".
O que disse a crítica 1: Martin Hafer do site Influx Magazine avaliou com 4,75 estrelas, ou seja, excelente. Escreveu: "O que você encontra neste filme é basicamente o que se espera: muitas imagens de arquivo da banda, muitas entrevistas com membros e amigos, além de entrevistas com o próprio Weir. No entanto, o que eu realmente gostei, foi o acesso que o filme proporciona a Weir. Ele narra grande parte do filme e há muitas percepções e observações interessantes sobre si mesmo que tornam este um filme bastante revelador – especialmente quando ele fala sobre sua vida desde o fim do Grateful Death após a morte de Garcia".
O que disse a crítica 2: Craig Jenkins do site Vulture publicou que esse é o documentário definitivo sobre o Grateful Dead. Disse: "O paradoxo central do filme é um que atormentou a banda por décadas: como algo que traz tanta alegria às pessoas pode ter causado tantos problemas para todos os que lhe são próximos? Em suas análises detalhadas de sucessos improváveis e destinos macabros, 'Long Strange Trip' oferece uma resposta: o preço do movimento constante é o desgaste. O corpo humano não foi feito para suportá-lo, embora a mente esteja disposta a tentar. O Grateful Dead passou 30 anos em uma elaborada dança com a morte e o estrelato, e descobriu métodos criativos para evitar ambos por anos. Mas quando os demônios da banda a encurralaram em meados dos anos 90, ela estava lamentavelmente despreparada para fazer a única coisa que poderia salvá-la: deixar de existir".
O que eu achei: Assistir esse documentário me fez perceber o quão pouco eu sabia sobre a famosa banda norte-americana Grateful Dead, que esteve em atividade basicamente de 1965 a 1995. Seu estilo fundia elementos do rock, folk, country, psicodelia, jazz, blues e música experimental, além das performances que se transformavam numa longa sessão de improvisações, caracterizando-os como uma 'jam band'. Só pra se ter uma ideia, os caras eram tão ativos, que fizeram em torno de 6 mil apresentações ao vivo. O foco nesse documentário é Bob Weir (1947–2026). É ele em pessoa que concede os depoimentos contando como foi sua vida e como ele alcançou a fama como guitarrista e vocalista da banda. Há entrevistas também com membros da banda e amigos, incluindo sua esposa Natascha, Mickey Hart, Bill Kreutzmann, Phil Lesh e John Perry Barlow, além de músicos como Mike Gordon, Perry Farrell, Lee Ranaldo, Jorma Kaukonen e Sammy Hagar. O filme ganhou o Prêmio do Público no Festival Internacional de Cinema de São Francisco de 2014 na categoria de Melhor Documentário e é uma excelente oportunidade de conhecer melhor o cara e a banda. Interessantíssimo.
Weir, apelidado de 'galã' da banda - o baterista Mickey Hart descreve como ele e os outros membros costumavam desfrutar dos benefícios da abundância de groupies do belo guitarrista - oferece aqui um relato franco de sua vida e carreira musical. Nascido em 1947 e criado por pais adotivos em Atherton, Califórnia, ele sofreu de dislexia não diagnosticada na infância, o que prejudicou seu desempenho escolar. Sua vida mudou em 1964, quando, aos 16 anos, conheceu Jerry Garcia, com quem formou a banda The Warlocks, que também incluía Phil Lesh, Ron 'Pigpen' McKernan e Bill Kreutzman.
Após abandonar os estudos e se juntar brevemente aos Merry Pranksters de Ken Kesey, Weir aprimorou seu estilo único de guitarra em shows que variavam de festas 'Acid Test' com grandes quantidades de drogas a clubes de strip-tease onde a predileção da banda por longas jams fazia com que as strippers exaustas reclamassem.
Renomeada como Grateful Dead, a banda morou junta em uma casa no número 710 da Rua Ashbury, em São Francisco, onde Weir dividia um quarto com Neal Cassady, que inspirou o famoso romance 'On the Road', de Jack Kerouac. Um dos segmentos mais evocativos do filme mostra Weir revisitando a casa e dando um tour para sua esposa e filhos, descrevendo onde cada um dos membros morava.
Após o lançamento de seus álbuns seminais, 'American Beauty' e 'Workingman's Dead', em 1970, a banda alcançou novos patamares de fama, inspirando as crescentes legiões de fãs que os seguiam em turnê. Weir revela sentimentos ambivalentes em relação a seus seguidores, elogiando-os por sua lealdade fervorosa, ao mesmo tempo em que se pergunta se eles estavam arruinando suas vidas e professando não ter nenhuma simpatia por aqueles que vendiam drogas. 'As pessoas estavam nos celebrando muito além do que parecia razoável', diz ele.
O filme explora profundamente sua relação extremamente próxima com Garcia, a quem ele descreve como um irmão mais velho. Ele confessa abertamente que servia como o 'porta-volumes' do guitarrista, distribuindo suas drogas em doses cuidadosamente controladas. Isso, é claro, não impediu a morte de Garcia aos 53 anos, em 1995, o que efetivamente encerrou a banda. Weir, que afirma que as últimas palavras que Garcia lhe dirigiu foram o comentário casual 'sempre uma farra' após um show, diz que lidou com seu luto voltando quase imediatamente à estrada com seu projeto paralelo, 'RatDog'.
Entre os outros tópicos abordados estão a transição tardia de Weir para a vida de casado e a paternidade, e seu eventual reencontro com seus pais biológicos.
Além de seus companheiros de banda do Grateful Dead, Lesh, Hart e Kreutzman - o filho deste último, Justin, é um dos produtores executivos do filme - aqueles que testemunham o talento musical de Weir incluem músicos como Jorma Kaukonen, Lee Ranaldo, Sammy Hagar, Jerry Harrison e Mike Gordon, do Phish, a banda que indiscutivelmente herdou o legado do Grateful Dead de forma mais fiel.
Apresentando imagens de performances antigas do Grateful Dead, bem como shows acústicos recentes de Weir e uma interpretação da música 'Cassidy' na qual ele é acompanhado por membros do The National, 'The Other One: The Long Strange Trip of Bob Weir' serve como uma homenagem merecida a um músico cuja estatura supera o título do filme".
O que disse a crítica 1: Martin Hafer do site Influx Magazine avaliou com 4,75 estrelas, ou seja, excelente. Escreveu: "O que você encontra neste filme é basicamente o que se espera: muitas imagens de arquivo da banda, muitas entrevistas com membros e amigos, além de entrevistas com o próprio Weir. No entanto, o que eu realmente gostei, foi o acesso que o filme proporciona a Weir. Ele narra grande parte do filme e há muitas percepções e observações interessantes sobre si mesmo que tornam este um filme bastante revelador – especialmente quando ele fala sobre sua vida desde o fim do Grateful Death após a morte de Garcia".
O que disse a crítica 2: Craig Jenkins do site Vulture publicou que esse é o documentário definitivo sobre o Grateful Dead. Disse: "O paradoxo central do filme é um que atormentou a banda por décadas: como algo que traz tanta alegria às pessoas pode ter causado tantos problemas para todos os que lhe são próximos? Em suas análises detalhadas de sucessos improváveis e destinos macabros, 'Long Strange Trip' oferece uma resposta: o preço do movimento constante é o desgaste. O corpo humano não foi feito para suportá-lo, embora a mente esteja disposta a tentar. O Grateful Dead passou 30 anos em uma elaborada dança com a morte e o estrelato, e descobriu métodos criativos para evitar ambos por anos. Mas quando os demônios da banda a encurralaram em meados dos anos 90, ela estava lamentavelmente despreparada para fazer a única coisa que poderia salvá-la: deixar de existir".
O que eu achei: Assistir esse documentário me fez perceber o quão pouco eu sabia sobre a famosa banda norte-americana Grateful Dead, que esteve em atividade basicamente de 1965 a 1995. Seu estilo fundia elementos do rock, folk, country, psicodelia, jazz, blues e música experimental, além das performances que se transformavam numa longa sessão de improvisações, caracterizando-os como uma 'jam band'. Só pra se ter uma ideia, os caras eram tão ativos, que fizeram em torno de 6 mil apresentações ao vivo. O foco nesse documentário é Bob Weir (1947–2026). É ele em pessoa que concede os depoimentos contando como foi sua vida e como ele alcançou a fama como guitarrista e vocalista da banda. Há entrevistas também com membros da banda e amigos, incluindo sua esposa Natascha, Mickey Hart, Bill Kreutzmann, Phil Lesh e John Perry Barlow, além de músicos como Mike Gordon, Perry Farrell, Lee Ranaldo, Jorma Kaukonen e Sammy Hagar. O filme ganhou o Prêmio do Público no Festival Internacional de Cinema de São Francisco de 2014 na categoria de Melhor Documentário e é uma excelente oportunidade de conhecer melhor o cara e a banda. Interessantíssimo.











