
Comentário: Kaouther Ben Hania (1977) é uma cineasta e roteirista tunisiana. São dela os filmes "O Agressor de Túnis" (2014), "A Bela e os Cães" (2017) e o documentário "As 4 Filhas de Olfa" (2023) dentre outros. Assisti dela o excelente "O Homem Que Vendeu Sua Pele" (2020). Desta vez vou conferir "A Voz de Hind Rajab" (2025).
Gabriel Gameiro do site Geek Pop News publicou: "Poucos filmes recentes aproximam tanto cinema e realidade quanto 'A Voz de Hind Rajab'. O longa dirigido por Kaouther Ben Hania parte de uma história real ocorrida em janeiro de 2024, durante a guerra em Gaza. A narrativa acompanha a última ligação de Hind Rajab, menina palestina (...) que pediu ajuda por telefone enquanto estava presa em um carro sob fogo cruzado. A gravação real da criança se tornou o elemento central do filme.
Ao mesmo tempo, a história por trás da produção revela um paralelo inesperado. Enquanto o longa era produzido, a família de Hind ainda vivia em Gaza e enfrentava dificuldades para deixar o território. Com o avanço da guerra, integrantes da equipe do filme acabaram envolvidos na operação que permitiu a fuga dos parentes da menina. Assim, a obra indicada ao Oscar não apenas retrata uma tragédia. Ela também se conecta diretamente com os acontecimentos reais que marcaram a vida da família da criança.
Enquanto a história de Hind era transformada em filme, em 2025, sua família ainda enfrentava a realidade da guerra em Gaza. A mãe da menina, Wissam Hamada, vivia com parentes em meio à escassez de alimentos e às dificuldades de comunicação. Em determinado momento, ela chegou a pedir ajuda à equipe do filme para conseguir comida.
Foi nesse contexto que o produtor executivo Amed Khan passou a acompanhar de perto a situação da família. Khan é ativista humanitário e atua em operações de ajuda em zonas de conflito. Inicialmente, sua equipe conseguiu enviar alimentos para a família dentro de Gaza. No entanto, com o agravamento da guerra, a prioridade passou a ser retirar todos do território. A partir daí, começou uma operação complexa envolvendo contatos diplomáticos, negociações internacionais e autorizações militares.
O plano para retirar a família de Gaza enfrentou diversos desafios, assim como a operação para salvar Hind Rajab. A evacuação dependia de aprovações de diferentes autoridades e de uma logística delicada. Em determinado momento, parentes de Hind precisaram deixar a casa às pressas após relatos de bombardeios na região. Eles se deslocaram até a cidade de Deir al Balah enquanto aguardavam novas instruções.
Mesmo depois de obter autorização para sair do território, a operação continuou complicada. Voos comerciais não eram considerados seguros para esse tipo de evacuação. Assim, foi necessário organizar um avião particular com autorização especial. Após tentativas frustradas, a terceira operação finalmente conseguiu aprovação.
Em setembro de 2025, a família embarcou e conseguiu deixar a região. O destino foi Grécia, onde receberam asilo com apoio de organizações humanitárias.
A indicação de 'A Voz de Hind Rajab' ao Oscar ampliou a visibilidade da história. No entanto, parte das pessoas ligadas ao filme não pôde comparecer à cerimônia. O ator Motaz Malhees anunciou que não poderá viajar aos Estados Unidos. Ele afirma que a restrição ocorre devido à proibição de entrada para portadores de passaporte palestino imposta pelo presidente Donald Trump. A medida também impede a presença da mãe de Hind na premiação.
Nas redes sociais, Malhees afirmou que lamenta a ausência, mas destacou que a história da menina continua sendo ouvida. Segundo ele, 'é possível bloquear um passaporte, mas não uma voz'.
Em 'A Voz de Hind Rajab', a diretora opta por uma abordagem incomum. Em vez de reconstruir visualmente o ataque que matou a menina, o filme coloca no centro da narrativa a gravação original de sua ligação para os serviços de emergência. A voz de Hind aparece frágil e assustada. Durante a chamada, ela pede socorro e pergunta quando a ajuda chegará.
Enquanto isso, a narrativa acompanha o trabalho do centro de atendimento da Sociedade do Crescente Vermelho Palestino. Operadores tentam localizar a criança e coordenar o envio de ambulâncias. No entanto, a situação se torna cada vez mais complexa. Autorizações militares, protocolos de segurança e a própria dinâmica do conflito dificultam o resgate. Dessa forma, o filme constrói uma tensão constante. O público acompanha uma corrida contra o tempo cujo desfecho já é conhecido.
Para sustentar essa narrativa, o filme apresenta personagens inspirados nos profissionais que participaram do atendimento. A atriz Saja Kilana interpreta Rana, operadora que conversa com a menina ao telefone. Sua atuação transmite calma e empatia, mesmo diante da gravidade da situação. Já Motaz Malhees interpreta Omar, operador que expressa indignação com a lentidão do processo de resgate. O personagem questiona protocolos e insiste em tentar salvar a criança.
Outro papel importante é o de Mahdi, interpretado por Amer Hlehel. Como chefe do centro, ele precisa equilibrar a urgência da situação com a segurança das equipes de socorro. Ao mesmo tempo, a personagem Nasreen, vivida por Clara Khoury, atua como mediadora e tenta manter o funcionamento do atendimento em meio ao caos. Assim, o filme revela o esforço de profissionais que tentam salvar vidas dentro de um cenário marcado por limitações e riscos constantes.
'A Voz de Hind Rajab' se tornou um dos filmes mais discutidos da temporada. Isso ocorre não apenas por sua linguagem cinematográfica, mas também pela conexão direta com acontecimentos reais. Ao contar a história da última ligação de Hind, o longa registra um episódio marcante da guerra em Gaza.
Ao mesmo tempo, a própria produção acabou participando de um capítulo posterior dessa história: a fuga da família da menina para fora do território. Assim, o filme estabelece um paralelo raro entre arte e realidade. A narrativa exibida na tela reflete acontecimentos que continuaram a se desenrolar longe das câmeras, e que ainda ecoam no debate internacional sobre o conflito".
O filme ganhou o Grande Prêmio do Júri no Festival de Veneza e concorreu ao Oscar na categoria Melhor Filme Internacional.
O que disse a crítica 1: Marcos Faria do Cine Set avaliou com 2,5 estrelas, algo entre ruim e regular. Disse: "O que fazemos com nossos mortos? Guardamos seu direito à privacidade respeitosamente? Ou projetamos seus suspiros finais em Dolby 5.1 numa sala de cinema? Qualquer pessoa em sã consciência escolheria a primeira opção; mas e se, ao escancararmos essa que talvez seja a mais íntima e particular das experiências, pudéssemos denunciar um regime genocida? A profanação estaria perdoada? (...) No fundo, trata-se de uma espécie de reconstituição com toda a cara de um episódio de 'Linha Direta' - o que pode trazer alguns questionamentos à tona: onde termina a denúncia corajosa das atrocidades e onde começa a exploração do sofrimento alheio? (...) Depois de um tempo, começa a parecer que a diretora tunisiana Kaouther Ben Hania quer mesmo esfregar nossa cara no sofrimento da menina para emprestar urgência ao seu filme, de forma bastante oportunista".
O que disse a crítica 2: Pablo Villaça do site Cinema em Cena avaliou com 5 estrelas, ou seja, obra-prima. Escreveu: "'A Voz de Hind Rajab' é um filme imprescindível não por sua imensa força dramática (e é uma obra formidável), mas por ser um tributo a Hind e às mais de 20 mil crianças mortas por Israel - além das outras 1.102 que passaram por amputações, dos 420 bebês natimortos e das quase 60 mil que se tornaram órfãs desde outubro de 2023 (e não devemos nos esquecer das mais de 900 mil que estão sendo privadas de educação, já que o cotidiano de fuga, fome e luto dificilmente viabiliza os estudos). Caso a humanidade tenha futuro - e neste momento não creio que tenha -, seremos todos julgados severamente por termos permitido que um genocídio transmitido em cores e em tempo real tenha se tornado parte de nosso cotidiano".
O que eu achei: Na tarde de 29 de janeiro de 2024, operadores de chamadas da organização humanitária Sociedade do Crescente Vermelho Palestino foram conectados a alguém em necessidade urgente de ajuda. Quem ligou foi Sarah, prima de 15 anos da pequena Hind Rajab Hamada. A prima morre já nos primeiros minutos de ligação e a pequena Hind, com apenas 6 anos de idade, assume a chamada. É por uma linha cheia de estalos nos fones de ouvido que a pequena, desesperada e confusa voz de uma criança implora para que alguém venha buscá-la. Ela e seis membros de sua família - tio, tia e quatro primos - estavam dirigindo por Gaza, por conta da ordem de evacuação do bairro Tel Al-Hawa por parte do exército israelense, quando seu carro foi atingido por tiros. Todos no carro já estavam mortos, menos ela. O filme é um soco no estômago. Ele mescla as falas reais da menina com o atendimento encenado por atores. Há pequenos trechos que mostram os reais atendentes falando com ela. A operação de socorro é desesperadora. O Crescente Vermelho Palestino já está basicamente sem equipes para fazer atendimentos. Um painel com as fotos das equipes mortas em atividade ilustram as paredes da sala da organização. Fazer esse resgate é colocar em risco os poucos membros em campo que ainda estão vivos. É preciso instruções de como chegar ao local com segurança bem como obter autorização, algo que chega a demorar horas. Ao final, como já foi amplamente noticiado, nada dá certo. Foi necessário esperar 12 dias até a retirada do exército israelense para descobrirem o fim trágico de todos: equipe e menina. 355 balas atingiram o carro da família Hamada. 355 balas contra um carro com 2 adultos civis e 4 crianças dentro. Devastador, dilacerante, impactante, pesado, necessário são adjetivos que se aplicam a esse longa. Você desliga com a certeza de que falhamos miseravelmente como humanidade.
Gabriel Gameiro do site Geek Pop News publicou: "Poucos filmes recentes aproximam tanto cinema e realidade quanto 'A Voz de Hind Rajab'. O longa dirigido por Kaouther Ben Hania parte de uma história real ocorrida em janeiro de 2024, durante a guerra em Gaza. A narrativa acompanha a última ligação de Hind Rajab, menina palestina (...) que pediu ajuda por telefone enquanto estava presa em um carro sob fogo cruzado. A gravação real da criança se tornou o elemento central do filme.
Ao mesmo tempo, a história por trás da produção revela um paralelo inesperado. Enquanto o longa era produzido, a família de Hind ainda vivia em Gaza e enfrentava dificuldades para deixar o território. Com o avanço da guerra, integrantes da equipe do filme acabaram envolvidos na operação que permitiu a fuga dos parentes da menina. Assim, a obra indicada ao Oscar não apenas retrata uma tragédia. Ela também se conecta diretamente com os acontecimentos reais que marcaram a vida da família da criança.
Enquanto a história de Hind era transformada em filme, em 2025, sua família ainda enfrentava a realidade da guerra em Gaza. A mãe da menina, Wissam Hamada, vivia com parentes em meio à escassez de alimentos e às dificuldades de comunicação. Em determinado momento, ela chegou a pedir ajuda à equipe do filme para conseguir comida.
Foi nesse contexto que o produtor executivo Amed Khan passou a acompanhar de perto a situação da família. Khan é ativista humanitário e atua em operações de ajuda em zonas de conflito. Inicialmente, sua equipe conseguiu enviar alimentos para a família dentro de Gaza. No entanto, com o agravamento da guerra, a prioridade passou a ser retirar todos do território. A partir daí, começou uma operação complexa envolvendo contatos diplomáticos, negociações internacionais e autorizações militares.
O plano para retirar a família de Gaza enfrentou diversos desafios, assim como a operação para salvar Hind Rajab. A evacuação dependia de aprovações de diferentes autoridades e de uma logística delicada. Em determinado momento, parentes de Hind precisaram deixar a casa às pressas após relatos de bombardeios na região. Eles se deslocaram até a cidade de Deir al Balah enquanto aguardavam novas instruções.
Mesmo depois de obter autorização para sair do território, a operação continuou complicada. Voos comerciais não eram considerados seguros para esse tipo de evacuação. Assim, foi necessário organizar um avião particular com autorização especial. Após tentativas frustradas, a terceira operação finalmente conseguiu aprovação.
Em setembro de 2025, a família embarcou e conseguiu deixar a região. O destino foi Grécia, onde receberam asilo com apoio de organizações humanitárias.
A indicação de 'A Voz de Hind Rajab' ao Oscar ampliou a visibilidade da história. No entanto, parte das pessoas ligadas ao filme não pôde comparecer à cerimônia. O ator Motaz Malhees anunciou que não poderá viajar aos Estados Unidos. Ele afirma que a restrição ocorre devido à proibição de entrada para portadores de passaporte palestino imposta pelo presidente Donald Trump. A medida também impede a presença da mãe de Hind na premiação.
Nas redes sociais, Malhees afirmou que lamenta a ausência, mas destacou que a história da menina continua sendo ouvida. Segundo ele, 'é possível bloquear um passaporte, mas não uma voz'.
Em 'A Voz de Hind Rajab', a diretora opta por uma abordagem incomum. Em vez de reconstruir visualmente o ataque que matou a menina, o filme coloca no centro da narrativa a gravação original de sua ligação para os serviços de emergência. A voz de Hind aparece frágil e assustada. Durante a chamada, ela pede socorro e pergunta quando a ajuda chegará.
Enquanto isso, a narrativa acompanha o trabalho do centro de atendimento da Sociedade do Crescente Vermelho Palestino. Operadores tentam localizar a criança e coordenar o envio de ambulâncias. No entanto, a situação se torna cada vez mais complexa. Autorizações militares, protocolos de segurança e a própria dinâmica do conflito dificultam o resgate. Dessa forma, o filme constrói uma tensão constante. O público acompanha uma corrida contra o tempo cujo desfecho já é conhecido.
Para sustentar essa narrativa, o filme apresenta personagens inspirados nos profissionais que participaram do atendimento. A atriz Saja Kilana interpreta Rana, operadora que conversa com a menina ao telefone. Sua atuação transmite calma e empatia, mesmo diante da gravidade da situação. Já Motaz Malhees interpreta Omar, operador que expressa indignação com a lentidão do processo de resgate. O personagem questiona protocolos e insiste em tentar salvar a criança.
Outro papel importante é o de Mahdi, interpretado por Amer Hlehel. Como chefe do centro, ele precisa equilibrar a urgência da situação com a segurança das equipes de socorro. Ao mesmo tempo, a personagem Nasreen, vivida por Clara Khoury, atua como mediadora e tenta manter o funcionamento do atendimento em meio ao caos. Assim, o filme revela o esforço de profissionais que tentam salvar vidas dentro de um cenário marcado por limitações e riscos constantes.
'A Voz de Hind Rajab' se tornou um dos filmes mais discutidos da temporada. Isso ocorre não apenas por sua linguagem cinematográfica, mas também pela conexão direta com acontecimentos reais. Ao contar a história da última ligação de Hind, o longa registra um episódio marcante da guerra em Gaza.
Ao mesmo tempo, a própria produção acabou participando de um capítulo posterior dessa história: a fuga da família da menina para fora do território. Assim, o filme estabelece um paralelo raro entre arte e realidade. A narrativa exibida na tela reflete acontecimentos que continuaram a se desenrolar longe das câmeras, e que ainda ecoam no debate internacional sobre o conflito".
O filme ganhou o Grande Prêmio do Júri no Festival de Veneza e concorreu ao Oscar na categoria Melhor Filme Internacional.
O que disse a crítica 1: Marcos Faria do Cine Set avaliou com 2,5 estrelas, algo entre ruim e regular. Disse: "O que fazemos com nossos mortos? Guardamos seu direito à privacidade respeitosamente? Ou projetamos seus suspiros finais em Dolby 5.1 numa sala de cinema? Qualquer pessoa em sã consciência escolheria a primeira opção; mas e se, ao escancararmos essa que talvez seja a mais íntima e particular das experiências, pudéssemos denunciar um regime genocida? A profanação estaria perdoada? (...) No fundo, trata-se de uma espécie de reconstituição com toda a cara de um episódio de 'Linha Direta' - o que pode trazer alguns questionamentos à tona: onde termina a denúncia corajosa das atrocidades e onde começa a exploração do sofrimento alheio? (...) Depois de um tempo, começa a parecer que a diretora tunisiana Kaouther Ben Hania quer mesmo esfregar nossa cara no sofrimento da menina para emprestar urgência ao seu filme, de forma bastante oportunista".
O que disse a crítica 2: Pablo Villaça do site Cinema em Cena avaliou com 5 estrelas, ou seja, obra-prima. Escreveu: "'A Voz de Hind Rajab' é um filme imprescindível não por sua imensa força dramática (e é uma obra formidável), mas por ser um tributo a Hind e às mais de 20 mil crianças mortas por Israel - além das outras 1.102 que passaram por amputações, dos 420 bebês natimortos e das quase 60 mil que se tornaram órfãs desde outubro de 2023 (e não devemos nos esquecer das mais de 900 mil que estão sendo privadas de educação, já que o cotidiano de fuga, fome e luto dificilmente viabiliza os estudos). Caso a humanidade tenha futuro - e neste momento não creio que tenha -, seremos todos julgados severamente por termos permitido que um genocídio transmitido em cores e em tempo real tenha se tornado parte de nosso cotidiano".
O que eu achei: Na tarde de 29 de janeiro de 2024, operadores de chamadas da organização humanitária Sociedade do Crescente Vermelho Palestino foram conectados a alguém em necessidade urgente de ajuda. Quem ligou foi Sarah, prima de 15 anos da pequena Hind Rajab Hamada. A prima morre já nos primeiros minutos de ligação e a pequena Hind, com apenas 6 anos de idade, assume a chamada. É por uma linha cheia de estalos nos fones de ouvido que a pequena, desesperada e confusa voz de uma criança implora para que alguém venha buscá-la. Ela e seis membros de sua família - tio, tia e quatro primos - estavam dirigindo por Gaza, por conta da ordem de evacuação do bairro Tel Al-Hawa por parte do exército israelense, quando seu carro foi atingido por tiros. Todos no carro já estavam mortos, menos ela. O filme é um soco no estômago. Ele mescla as falas reais da menina com o atendimento encenado por atores. Há pequenos trechos que mostram os reais atendentes falando com ela. A operação de socorro é desesperadora. O Crescente Vermelho Palestino já está basicamente sem equipes para fazer atendimentos. Um painel com as fotos das equipes mortas em atividade ilustram as paredes da sala da organização. Fazer esse resgate é colocar em risco os poucos membros em campo que ainda estão vivos. É preciso instruções de como chegar ao local com segurança bem como obter autorização, algo que chega a demorar horas. Ao final, como já foi amplamente noticiado, nada dá certo. Foi necessário esperar 12 dias até a retirada do exército israelense para descobrirem o fim trágico de todos: equipe e menina. 355 balas atingiram o carro da família Hamada. 355 balas contra um carro com 2 adultos civis e 4 crianças dentro. Devastador, dilacerante, impactante, pesado, necessário são adjetivos que se aplicam a esse longa. Você desliga com a certeza de que falhamos miseravelmente como humanidade.









