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10.10.23

“Pulp Fiction – Tempo de Violência” – Quentin Tarantino (EUA, 1994)

Sinopse:
 
Vincent Vega (John Travolta) e Jules Winnfield (Samuel L. Jackson) são dois mafiosos com a missão de fazer uma cobrança a mando do chefe, Marsellus Wallace (Ving Rhames). Vincent deve levar Mia (Uma Thurman), mulher de seu chefe, para se divertir enquanto ele viaja. Em paralelo, Butch Coolidge (Bruce Willis), um pugilista que foi comprado por Marsellus para perder uma luta, não cumpre a sua parte no acordo e agora precisa fugir do mafioso. Enquanto isso um casal (Amanda Plummer e Tim Roth) assalta um restaurante.
Comentário: Trata-se do filme número 65 da lista dos 100 Essenciais elaborada pela Revista Bravo! em 2007. A matéria diz: “Grande sensação da indústria norte-americana do fim do século 20, Quentin Tarantino sempre chamou mais atenção pelo que representa do que pelo que é. Afinal, não se trata de nenhum gênio, e a ideia é exatamente essa. Ele é apenas um ex-atendente de videolocadora que resolveu fazer filmes, sem qualquer preparo técnico ou passagem por universidades de cinema, mas com muita paixão e um conhecimento enciclopédico de dados e informações sobre os clássicos do passado. Pegue esse background e jogue em um liquidificador com algumas de suas fixações pessoais e processe: quadrinhos, videogames, seriados de televisão, filmes obscuros de ação e orientais de kung-fu, westerns, revistas baratas de histórias policiais e referências à cultura pop. Graças a esse espírito diletante e à variedade de influências, Tarantino conseguiu a façanha de produzir uma das obras mais cultuadas e influentes dos últimos anos. De tanto misturar ingredientes distintos, o resultado acaba sendo original. ‘Pulp Fiction - Tempo de Violência’ é seu trabalho mais conhecido, lançado dois anos depois da promissora estreia com ‘Cães de Aluguel’ (1992). Logo saltam aos olhos o roteiro e a edição, ambos não-lineares, uma estrutura de cenas que se repetem sob pontos de vista diferentes e vai-e-vem temporal que remetem a ‘Rashomon’ (1950), de Akira Kurosawa, e ‘O Grande Golpe’ (1956), de Stanley Kubrick. O enredo é composto de várias tramas paralelas: dois matadores (John Travolta, num papel que ressuscitou sua carreira, e Samuel L. Jackson) cobram dívidas para um mafioso (e um deles se envolve com a esposa viciada do chefe, Uma Thurman); um ex-boxeador foge do compromisso de perder uma luta; dois assaltantes invadem um pequeno café (Tim Roth e Amanda Plummer). Preste atenção na maneira inteligente com que Tarantino cruza as histórias. E nos diálogos ágeis e surreais, como a conversa entre Travolta e Jackson, que começa com McDonald's e termina em massagem no pé. ‘Pulp Fiction’ gerou uma infinidade de imitadores, nenhum à altura do original. Foi indicado a sete Oscars e ganhou apenas um, de Roteiro Original. Também saiu premiado com a Palma de Ouro de Melhor Filme no Festival de Cannes”.
O que eu achei: O filme é bem interessante e exige muita atenção para não perder nada já que são três histórias entrelaçadas e que não são mostradas em ordem cronológica. O elenco é de primeira linha, tem John Travolta, Samuel L. Jackson, Uma Thurman, Bruce Willis, Christopher Walken, Rosanna Arquete e Harvey Keitel, além do próprio Tarantino. Como todo filme do diretor há muito tiro, muito sangue e muita violência. Então veja preparado. O título – “Pulp Fiction” - faz referência às revistas pulp, populares durante a metade do século XX e caracterizadas pela sua violência gráfica, seus diálogos ricos e ecléticos e a mistura irônica de humor e violência.

9.2.20

“Era Uma Vez... em Hollywood” - Quentin Tarantino (EUA, 2019)

Sinopse: Los Angeles, 1969. Rick Dalton (Leonardo DiCaprio) é um ator de TV que, juntamente com seu dublê (Brad Pitt), está decidido a fazer o nome em Hollywood. Para tanto, ele conhece muitas pessoas influentes na indústria cinematográfica, dentre elas seus vizinhos Roman Polanski (Rafal Zawierucha) e a atriz Sharon Tate (Margot Robbie), além dos hippies membros da seita de Charles Manson.
Comentário: O filme, apesar da violência típica dos filmes de Quentin Tarantino, é leve. Flui como se 2h41m de duração, nada fossem. A trilha sonora, como sempre, é ótima e embala toda a trama do começo ao fim. A história é fictícia mas inspirada em personagens reais. Rick Dalton é um astro de westerns, um mix de Chuck Connors, Burt Reynolds, Steve McQueen e Clint Eastwood. A inspiração para Cliff Booth, seu dublê, vem de Hal Needham. Polanski e Sharon Tate também estão no filme, porém Tarantino reescreve a história e seu assassinato não ocorre. Concorre hoje ao Oscar de Melhor Filme, Melhor Ator (Leonardo DiCaprio), Melhor Ator Coadjuvante (Brad Pitt), Melhor Fotografia, Melhor Figurino, Melhor Direção, Melhor Design de Produção, Melhor Edição de Som, Melhor Mixagem de Som e Melhor Roteiro Original.

14.2.16

"Os Oito Odiados" - Quentin Tarantino (EUA, 2015)

Sinopse: Durante uma nevasca, o carrasco John Ruth (Kurt Russell) está transportando uma prisioneira, a famosa Daisy Domergue (Jennifer Jason Leigh), que ele espera trocar por grande quantia de dinheiro. No caminho, os viajantes aceitam transportar o caçador de recompensas Marquis Warren (Samuel L. Jackson), que está de olho em outro tesouro, e o xerife Chris Mannix (Walton Goggins), prestes a ser empossado em sua cidade. Como as condições climáticas pioram, eles buscam abrigo no Armazém da Minnie, onde quatro outros desconhecidos estão abrigados. Aos poucos, os oito viajantes no local começam a descobrir os segredos sangrentos uns dos outros, levando a um inevitável confronto entre eles.
Comentário: Segundo Ritter Fan do site Plano Crítico, "'Os Oito Odiados' provavelmente é, mesmo considerando a filmografia quase que completamente experimental de Quentin Tarantino, seu filme menos palatável, menos apreciável automaticamente. As restrições a que o cineasta se auto impôs, transformando sua obra de quase três horas de duração (e mais de três horas no formato em 70mm) essencialmente em teatro filmado não só mostram coragem em tentar coisas novas, como também pouca preocupação em agradar o chamado gosto popular. Apesar de verborrágico, o longa, por ser um faroeste, vale-se muito pouco de linguagem pop e, por ser uma produção de caráter bem mais restrito do que 'Django Livre', não tem nem mesmo a pegada mitológica da saga do personagem de Jamie Foxx. Em poucas palavras, 'Os Oito Odiados' é um faroeste de suspense quase que integralmente passado dentro de um ambiente só, o Armazém da Minnie, localizado no meio do nada com coisa nenhuma, para onde todo o elenco aos poucos converge em razão de uma nevasca. (...) Longo, econômico em ação, mas cadenciado e esteticamente virtuoso, 'Os Oito Odiados' é um filme quase inclassificável. Quentin Tarantino colocou-se em uma sinuca de bico cinematográfica de onde saiu triunfante com uma obra diferente, mas ao mesmo tempo familiar em relação a tudo o que veio antes em sua cinematografia. Esse faroeste confinado de mistério em tempo quase real até pode ser odiado por muita gente e não faço julgamentos aqui, mas diria que a experimentação do cineasta pode ser igualmente fascinante do começo ao fim se formos além do que costumeiramente esperamos de Tarantino".

10.11.14

"À Prova de Morte". Quentin Tarantino (EUA, 2007)

Sinopse: Ao cair da noite, Jungle Julia (Sydney Tamiia Poitier), a DJ mais sexy de Austin, pode enfim se divertir com as suas duas melhores amigas. As três garotas saem noite adentro, atraindo a atenção de todos os frequentadores masculinos dos bares e boates do Texas. Mas nem toda a atenção é inocente. Cobrindo de perto seus movimentos está Stuntman Mike (Kurt Russell), um rebelde inquieto e temperamental que se esconde atrás do volante do seu carro indestrutível.
Comentário: Segundo Ritter Fan do site Plano Crítico, "Sem dúvida alguma, o trabalho de fotografia sem filtros e com uma câmera quase milagrosa, localizada estrategicamente em diversos pontos da produção, especialmente à frente do carro branco, é de se tirar o chapéu. Nenhuma computação gráfica, só fotografia e montagem old school, o que, por si só, é um refresco para os olhos e a razão de este crítico ter dado aquela meia estrela a mais na avaliação final. Fica evidente, porém, que a ideia do diretor e roteirista era suficiente, apenas, para um curta-metragem homenageando os saudosos filmes de muscle cars dos anos 70 e, claro, nostalgicamente nos fazer voltar a um tempo em que a arte de fazer cinema era a arte de imaginar efeitos que, hoje, são criados por programadores em frente a computadores. É uma volta no tempo que, porém, fica presa demais ao seu próprio tema para ser algo realmente significativo ou duradouro como as demais obras de Tarantino".

18.8.14

"Django Livre" - Quentin Tarantino (EUA, 2012)

Sinopse: Django (Jamie Foxx) é um escravo, comprado pelo caçador de recompensas alemão Dr. King Schultz (Christoph Waltz) para auxiliá-lo em uma missão. A dupla acaba fazendo amizade e, após resolver os problemas do caçador, parte em busca por Broomhilda (Kerry Washington), esposa de Django. Para isso, eles devem enfrentar o vilão Calvin Candie (Leonardo DiCaprio), proprietário da escrava.
Comentário: Segundo Pablo Villaça do Cinema em Cena, "Repleto de elementos que despertam sentimento de familiaridade nos admiradores da obra do diretor, 'Django Livre' não só traz nomes recorrentes em sua filmografia em papéis maiores ou menores (Bell, Jackson, Waltz, Parks) como ainda abusa de recursos narrativos clássicos em seus filmes, como a quebra de linearidade, travellings que acompanham conversas ao redor de uma mesa, explosões súbitas de violência, intervenções narrativas abruptas (como o letreiro que revela parte da trajetória da dupla principal) e fartos diálogos que contornam o assunto principal da discussão até alcançá-lo de forma frequentemente inesperada. No entanto, aqui Tarantino também oferece algo de novo, revelando uma inédita preocupação social e política através da raiva patente com que retrata o preconceito racial e o feio passado de seu país neste aspecto – e se a 'culpa branca' é verbalmente manifestada pelo Dr. King ('Sinto-me culpado'), a própria história de racismo dos Estados Unidos é apontada quando Django, explicando sua tolerância maior a um ato de crueldade, diz: 'Estou um pouco mais habituado à América do que (o Dr. King)' – talvez a fala mais política já escrita pelo cineasta. (...) Tão fantasioso, ao seu próprio modo, quanto o Lincoln hagiográfico de Steven Spielberg, que traz o ex-presidente como o grande – quase único! – responsável por colocar um fim à escravidão nos Estados Unidos, 'Django Livre' se apresenta, entre os dois, como o mais respeitoso com relação à cultura, à luta e ao papel dos negros no processo de sua própria libertação, já que aqui, ao menos, eles são mais do que figuras completamente passivas à espera de um branco heroico que possa salvá-los da própria apatia. E, neste sentido, é magnífico que o único branco com algum sinal de consciência racial traga o nome daquele que se atreveu a dizer uma frase simples, mas tão poderosa: 'Eu tenho um sonho'."

23.7.11

"Cães de Aluguel" - Quentin Tarantino (EUA, 1992)

Sinopse: Num assalto a uma joalheria, uma gangue com seis homens é surpreendida pela chegada da polícia, levantando a suspeita de que há um traidor entre eles. Como estes seis homens não sabem nada um sobre o outro, cada um utiliza uma cor como codinome. Mr. White (Harvey Keitel) leva Mr. Orange (Tim Roth) - que na fuga levou um tiro na barriga e morrerá se não tiver logo atendimento médico - para o armazém onde tinha sido combinado que todos se encontrariam após o assalto. Em seguida chega Mr. Pink (Steve Buscemi), que está certo que um deles é um policial disfarçado e eles precisam descobrir quem os traiu. Em um clima de acusações mútuas a situação fica cada vez mais insustentável.
Comentário: Segundo Cecilia Barroso, do site Cenas de Cinema, "Surgido em uma época criativa estagnada, ousado, barato e bem escrito, 'Cães de Aluguel' já nasceu marcado justamente por sua qualidade de reinvenção. A história de um roubo frustrado e a angústia psicológica pela descoberta daquele que teria traído o grupo estreia na vida dos espectadores com uma conversa sobre o significado de 'Like a Virgin', da cantora pop Madonna, em uma mesa cheia de homens bem vestidos, enquanto o mais velho deles repete nomes de uma agenda em voz alta. A escolha por uma montagem cheia de idas e vindas, com cortes temporais arriscados e o uso de elementos ultrapassados acaba dando ao filme um toque todo especial que passou a fazer parte da filmografia Tarantino e sempre ajuda a criar o suspense necessário para a manipulação da violência. (...) Apesar de toda a excelência, o filme tem pequenos deslizes e se a reação de um personagem é incoerente, como a de Joe ao final, outras são prejudicadas pela atuação vacilante, como a de Kirk Baltz. Músicas que somem também estão no pacote dos defeitos, mas tudo isso é insignificante no resultado. E é por isso tudo que 'Cães de Aluguel' é um filme fundamental para a compreensão da obra de um dos mais geniais diretores da atualidade. Merece ser visto mais de uma vez! Um grande momento? O final".

20.3.11

"Bastardos Inglórios" - Quentin Tarantino (EUA/Alemanha/França, 2009)

Sinopse: Estamos na Segunda Guerra Mundial, na França ocupada pelo exército alemão. A jovem Shosanna Dreyfus (Mélaine Laurent) testemunha a execução de sua família pelo coronel nazista Hans Landa (Christoph Waltz). Ela consegue escapar e passa a viver em Paris sob a identidade de uma proprietária de cinema. Também na Europa, o tenente Aldo Raine (Brad Pitt) lidera um grupo de soldados judeus que luta contra os nazistas. Seu grupo é conhecido como "Os Bastardos", cada nazista que eles encontram eles matam e escalpelam. Num dado momento, tanto os Bastardos quanto Shosanna terão a chance de se vingar.
Comentário: Segundo Érica Borgo do site Omelete, "nos videogames existem os chamados mod developers, sujeitos que pegam games existentes no mercado e interferem em seu funcionamento, dando aos jogos novas características, fundindo temas e franquias, mas quase sempre trabalhando dentro de uma estrutura funcional pré-estabelecida. De um clássico, portanto, pode surgir algo novo e que acaba tão - ou em alguns casos, mais - apreciado quanto o título original. Quando penso no cinema de Quentin Tarantino em 'Bastardos Inglórios' não consigo deixar de compará-lo a um mod developer - e um dos bons. Como é habitual na cinematografia do cineasta, ele mistura linguagens, épocas e escolas - que praticamente desaparecem no resultado, tornando-se algo só dele". Sensacional.

1.10.10

"Jackie Brown" - Quentin Tarantino (EUA, 1997)

Sinopse: Jackie (Pam Grier), uma comissária de bordo de uma pequena companhia mexicana, aumenta seu orçamento mensal trazendo dinheiro ilegal para dentro do país e entregando-o para o traficante de armas Ordell Robbie (Samuel Lee Jackson). Um dia um agente federal (Michael Keaton) e um policial (Michael Bowen) a abordam no aeroporto e lhes fazem uma proposta em troca da ajuda na captura do traficante, cuja identificação eles desconhecem.
Comentário: O filme é o terceiro de Tarantino. Vem depois de "Cães de Aluguel" e "Pulp Fiction". Baseado no romance "The Switch" de Elmore Leonard, o filme é ambientado na década de 90, mas evoca o clima dos anos 70. A trilha sonora é de primeira linha e o estilo geral do filme lembra os policiais estilo "Shaft".

16.9.10

"Sin City - A Cidade do Pecado" - Robert Rodriguez e Quentin Tarantino (EUA, 2005)

Sinopse: Um policial chamado Hartigan (Bruce Willis) é um cara honesto que está prestes a se aposentar quando resolve pegar um maluco pedófilo que tem uma menina de onze anos em seu poder. Hartigan salva a menina, porém como o pedófilo é filho de um influente político da cidade, a história acaba se virando contra o policial, que termina preso, acusado de pedofilia. Hartigan pega oito anos de prisão e a garota (Jessica Alba), agora com dezenove anos, trabalha como dançarina em um bar.
Comentário: Para transpor ao cinema as graphic novels de Frank Miller, o diretor Robert Rodriguez rompeu com o sindicato dos diretores e financiou, do seu próprio bolso, esta que foi sua mais arriscada empreitada. Visualmente é incontestável a qualidade do filme, rodado em digital de alta definição, sempre em tela verde, os cenários foram depois inseridos em 3D, mas ao contrário de outros filmes que utilizam a técnica, o efeito passa imperceptível na maior parte do tempo, ajudado pela fotografia em preto e branco de forte contraste. Cada cena tenta reproduzir com fidelidade a arte de Miller - desde a composição dos elementos ao pouco uso de movimentos de câmera - exatamente como se fossem quadrinhos. Há um uso de cor em detalhes (sangue, olhares...) plasticamente bem resolvido. Na sua obsessão por se tornar absolutamente fiel à fonte, Rodriguez exagera na narração em off - nem tudo que serve para a literatura serve para o cinema. Em "Sin City" há longas sequências apenas com diálogos internos dos personagens e mesmo quando essas narrações poderiam ser traduzidas em imagens, os personagens continuam falando, descrevendo às vezes o que estamos vendo com nossos olhos. Pode-se dizer que por ter se inspirado em romances policiais noir baratos a narração seja aceitável, só que o que funciona bem em uma história se torna cansativo em três. Um detalhe que vai causar desconforto em muitos espectadores é o caráter um tanto niilista do universo de Frank Miller já que todas as histórias são protagonizadas por anti-heróis que salvam suas mulheres das garras de maníacos, pedófilos e canibais, mas eles são tão imorais e psicóticos quanto os vilões e não há muita preocupação com verossimilhança ou mensagens. Os diálogos e ações são exagerados, mas esse tom é estabelecido logo no começo e não fica a sensação de que o espectador foi subestimado, só depende de você entrar no clima.

24.8.10

"Kill Bill: Vol. 2" - Quentin Tarantino (EUA, 2004)

Sinopse: Continuação do filme "Kill Bill: Vol.1", no qual a noiva (Uma Thurman) continua a perseguir e a matar cada um dos membros da gangue de Bill (David Carradine).
Comentário: Segundo Ritter Fan do site Plano Crítico, "Se a saga de vingança 'Kill Bill' não tivesse sido dividida em duas fundamentalmente iguais, mas detalhadamente diferentes partes (afinal, o que importa são as pequenas diferenças, não é mesmo?), a conclusão de meus comentários seria provavelmente outra. Do jeito que foi feito, Tarantino nos entregou duas obras-primas, duas odes ao cinema de gênero que funcionam cada uma de seu jeito peculiar ao ponto de ser uma tarefa árdua escolher qual delas é a melhor".

"Kill Bill: Vol. 1" - Quentin Tarantino (EUA, 2003)

Sinopse: Uma gangue invade uma igreja e mata nove pessoas, dentre elas a noiva que está grávida (Uma Thurman), o noivo, o reverendo, a mulher do reverendo e o organista. Porém a noiva, dada como morta, se recupera e se apercebe que o futuro pai de seu filho, Bill (David Carradine), é que organizou a matança. Ela sai de coma após quatro anos e inicia sua vingança: matar Bill e toda sua gangue.
Comentário: Segundo Ritter Fan do Plano Crítico, "Uma coisa é certa: não há como ficar indiferente a 'Kill Bill: Volume 1', seja você um cinéfilo hardcore que listará todas as referências usadas por Tarantino ou uma 'pessoa normal' que gosta de cinema apenas. 'Kill Bill' é caricato e exagerado, mas nunca confuso e monótono. É uma ode a um tipo de cinema que não existe mais e um presente de Tarantino que, seis anos após 'Jackie Brown', volta às suas raízes, mas desta vez sem segurar nas rédeas, criando, no final das contas, uma catarse explosiva sem igual". A saga da noiva continua em "Kill Bill: Vol. 2.