Sinopse: Situada num futuro distópico, a trama acompanha quatro jovens de subúrbio – Jun Seok (Lee Jehoon), Jang Ho (Jae-hong Ahn), Ki Hoon (Woo-sik Choi) e Sang Soo (Jung-min Park) -, que, assistindo à crise financeira que acomete o país e sem terem nada a perder, decidem pôr em prática um plano de roubo: assaltar uma casa ilegal de apostas e com o dinheiro fugir para uma ilha vizinha em busca de paz e tranquilidade. O crime dá certo, só que os donos do lugar entram em contato com o misterioso e cruel assassino Han (Hae-soo Park), que começa a perseguir os garotos e promete parar somente quando acabar com cada um deles.
Comentário: "Estreada em circuito popular no Festival de Berlim, a Netflix adquiriu os direitos dessa obra para preencher seu catálogo, uma vez que só tinha estreia prevista para o cinema coreano, fechado em virtude da atual pandemia. E que bom que o streaming recuperou esse longa, mais um exemplar digno da emancipação plurilateral que vem sendo o cinema coreano na última década. Bem como 'Parasita', 'Tempo de Caça' mistura gêneros diferentes a cada passo da narrativa, passeando entre unidades conhecidas, mas as executando com uma formalidade diferente e única, principalmente no modo como amontoa esses diferentes elementos". O filme começa mostrando um universo bem adolescente: um jovem, recém saído da prisão, reúne seus três amigos para fazer um novo assalto, mas o amadorismo é tanto que, apesar de conseguirem finalizar a empreitada, eles logo começam a ser caçados por um assassino profissional contratado pela vítima. O filme segue bem praticamente até os últimos 15 minutos onde ele literalmente desanda. Segundo Iann Jeliel do Plano Crítico, talvez isso se explique pois há boatos de que "se planeja fazer uma sequência e transformar esse universo em franquia, talvez por isso que ele [o final] não tenha exatamente sido explorado de forma sofisticada ou explicativa. Sendo verdade ou não essa informação, não prejudica tanto a experiência, mas talvez tenha estendido o filme em demasia numa espécie de prólogo de conclusões em aberto não tão coerentes com o que vinha desenhando. De qualquer forma é um baita exercício de gênero, esteticamente vistoso, plural e repleto de entrelinhas discursivas e sentimentais".
