
Comentário: Richard Fleischer (1916-2006) foi um cineasta norte-americano. Seu pai era Max Fleischer, também cineasta e criador de séries de desenhos animados. Estudou arte dramática e dirigiu o grupo teatral "Arena Players" entre 1937 e 1940. Iniciou-se no cinema a partir de 1940 com numerosos documentários para a RKO, recebendo o Oscar de Melhor Documentário pelo filme “Design for Death” (1947). Seu primeiro longa de ficção foi “Filhos do Divórcio” (1946). “Viagem Fantástica” (1966) é o primeiro filme que vejo dele.
Tim Dikes do Filmsite publicou: “Em ‘Viagem Fantástica’ (1966), clássico filme de aventura e ficção científica de Richard Fleischer e da 20th Century Fox (o mais caro de sua época) e thriller da Guerra Fria, foi um dos filmes de ficção científica mais influentes da década de 1960, até o lançamento de ‘2001: Uma Odisseia no Espaço’ (1968) do Stanley Kubrick. Seu slogan descrevia sua premissa: ‘Uma viagem fantástica e espetacular... através do corpo humano... até o cérebro’.
Grande parte do orçamento de US$ 5,1 milhões do filme da CinemaScopic foi gasto em efeitos especiais de pós-produção, animação e cenários. O filme de ficção científica anterior do diretor Fleischer, também do gênero ‘viagem’, era outro filme do tipo: ‘20.000 Léguas Submarinas’ (1954), e ele dirigiria posteriormente ‘No Mundo de 2020’ (1973). O roteiro original de Harry Kleiner continha elementos de histórias originais dos escritores de ficção científica Otto Klement e Jerome Bixby, e foi adaptado por David Duncan.
A premissa básica ‘fantástica’ do filme de grande orçamento e escapismo era miniaturizar uma equipe de humanos para fazer uma viagem em um submarino nuclear encolhido (o USS Proteus, Modelo U-91035) para dentro do corpo de um paciente em coma. O Proteus em tamanho real tinha 12,6 metros de comprimento, 7 metros de largura, 4,6 metros de altura e pesava 4 toneladas. Existiram quatro versões menores do submarino, variando de 3,8 centímetros a 1,5 metro de comprimento.
A missão dos micro-pioneiros, vista como um diário de viagem aventureiro, era viajar através do corpo por uma artéria até o cérebro do homem e remover um coágulo sanguíneo (...) com um feixe de laser experimental - tudo isso em 60 minutos. Eles enfrentariam problemas no fornecimento de oxigênio, ambientes turbulentos nas correntes sanguíneas semelhantes a lâmpadas de lava e ataques de glóbulos brancos, além de suspeitas de sabotagem e uma contagem regressiva de uma hora antes que a miniaturização se revertesse.
Além dos efeitos especiais, diversos cenários e telas azuis, modelos e miniaturas de diferentes tamanhos foram usados para representar o submarino no filme, bem como o interior do corpo do cientista. As reproduções e visualizações realistas e imaginativas dos órgãos internos humanos, da anatomia e fisiologia humanas e de vários outros componentes foram baseadas em ilustrações médicas fornecidas pela UCLA ao departamento de arte do estúdio.
À medida que a ‘viagem’ prosseguia pelo corpo do paciente e seus mundos alienígenas, havia encontros altamente detalhados com cada um dos principais órgãos ou sistemas humanos: o coração (sistema circulatório), os pulmões (sistema respiratório), o sistema linfático (um sistema protetor de fluidos que protege contra bactérias, incluindo glóbulos brancos) e o cérebro, além de interações com o ouvido interno e diversas veias e artérias. Por meio de várias técnicas, os exploradores foram vistos ‘mergulhando’ (nadando) pelo corpo (os atores estavam suspensos por cabos).
O filme icônico foi seguido por uma série de TV também intitulada ‘Viagem Fantástica’, exibida por apenas uma temporada, de 1968 a 1969, e estrelada por Marvin Miller, Ted Knight e Jane Webb. O filme lembrava muito o sucesso anterior da Fox e de Irwin Allen, ‘Viagem ao Fundo do Mar’ (1961), que também foi adaptado para uma série de TV derivada, exibida de 1964 a 1968.
Uma novelização do roteiro do filme foi escrita por Isaac Asimov e lançada alguns meses antes da estreia do filme. Inicialmente, foi publicada em formato de folhetim na revista ‘The Saturday Evening Post’ e, posteriormente, publicada como um popular livro de capa dura.
Uma das variantes do filme foi a comédia ‘Viagem Insólita’ (1987), dirigida por Joe Dante e estrelada por Dennis Quaid e Meg Ryan. Alguns anos depois, em 1989, a atração Body Wars, do Walt Disney World (ou Epcot), um simulador de movimento de 7 minutos, levava os visitantes a uma jornada pelo corpo humano, apresentando as mesmas ideias de encolhimento e exploração. Uma cópia descarada do filme de 1966 foi o filme de ação e terror ‘Anticorpo’ (2002), dirigido por Christian McIntire e lançado diretamente em vídeo, estrelado por Lance Henriksen e Robin Givens.
Das suas cinco indicações ao Oscar (incluindo Melhor Montagem, Melhores Efeitos Sonoros e Melhor Fotografia (para Ernest Laszlo), o filme ganhou duas estatuetas: Melhores Efeitos Visuais (pelos seus designs e efeitos especiais inovadores) e Melhor Direção de Arte - Decoração de Cenários.
As cenas que exigiram o maior número de efeitos especiais incluíram quatro sequências principais: a miniaturização e injeção na corrente sanguínea, a rota de emergência através do coração, o ataque dos anticorpos e a batalha final contra os glóbulos brancos.
O que disse a crítica 1: David Hogan do site Hogan Reviews avaliou com 3 estrelas, ou seja, bom. Disse: “Ignorando o primeiro terço dolorosamente lento, o resto do filme é uma aventura de ficção científica básica e agradável. Não vai te impressionar, mas vai te entreter, então basta suspender a descrença e relaxar... Dito isso, não me vejo assistindo novamente. Foi uma diversão inofensiva, mas não exatamente o tipo de coisa emocionante ou divertida que eu gostaria de ver de novo”.
O que disse a crítica 2: Mike Massie do site Gone With the Twins avaliou com 4 estrelas, ou seja, ótimo. Escreveu: “Os atores são convincentes, mesmo que não demonstrem a euforia necessária durante os estágios iniciais da viagem. Donald Pleasence [que interpreta o Dr. Michaels], no entanto, é o destaque, demonstrando imediatamente o pânico que surgiria com a rápida redução da pressão, as condições claustrofóbicas e uma experiência tão radicalmente alucinante. Leva quase 40m até que a nave entre na corrente sanguínea, mas a espera vale a pena; os espectadores são brindados com uma profusão de imagens impressionantes, como as encontradas no cosmos de ‘Star Trek’. O enredo é inteligente e original, enquanto as imagens (particularmente os cenários) são excepcionais (...). ‘Viagem Fantástica" é uma aventura ininterrupta de proporções épicas”.
O que eu achei: Como atualmente todos esses efeitos são gerados por computador de forma quase instantânea, fica muito impressionante ver isso tudo feito nos anos 1960 através de maquetes e efeitos práticos. Na ocasião, o filme foi considerado um feito monumental de engenharia visual, tornando-se uma das produções de ficção científica mais caras daquele período. Todo o cenário do interior do corpo humano teve que ser construído de forma prática em estúdios gigantescos. Foram utilizados acrílicos, plásticos, corantes e feixes de luz para imitar os tecidos, anticorpos e correntes sanguíneas. Para as cenas em que os tripulantes precisavam ‘nadar’ fora do submarino pelo corpo do paciente, os atores eram suspensos por cabos e fios de aço em estúdios completamente secos. Os fios eram lavados em ácido para remover o brilho do metal e evitar reflexos na câmera. O diretor Richard Fleischer havia estudado medicina na juventude, o que ajudou na condução realista da biologia. A produção também consultou médicos e examinou imagens médicas reais para projetar de maneira fiel - embora estilizada e psicodélica - o coração, os pulmões e o cérebro. A trama se passa no contexto da Guerra Fria. O procedimento para miniaturizar qualquer coisa já havia sido inventado, mas só durava 60 minutos. O cientista Dr. Jan Benes havia descoberto uma forma de tornar a miniaturização de objetos permanente, mas essa descoberta ainda estava em segredo. Por conta disso, ele acabou sofrendo um atentado, entrando em coma devido a um coágulo cerebral inacessível por cirurgias tradicionais. Para salvá-lo, uma equipe médica e um agente da CIA entram a bordo do submarino Proteus, cuja estrutura é reduzida a tamanho microscópico e injetada na corrente sanguínea de Benes. Eles têm exatamente 60 minutos para destruir o coágulo com um laser antes que o efeito da miniaturização acabe. Muita gente acredita que o filme foi adaptado de um romance do consagrado autor de ficção científica Isaac Asimov, mas, na verdade, o filme veio antes do livro. O roteiro original foi escrito por Harry Kleiner, baseando-se em um argumento criado por Otto Klement e Jerome Bixby. A editora Bantam Books comprou os direitos para lançar uma romantização oficial do roteiro e contratou Asimov para a tarefa. Como o escritor trabalhou rápido e a produção do filme enfrentou atrasos nos efeitos especiais, o livro acabou sendo publicado seis meses antes da estreia do filme nos cinemas. Isso gerou a confusão histórica de que a produção cinematográfica era uma adaptação da obra literária. O filme é hipnotizante. Há certos furos como ver os tripulantes da nave – interpretados pelos atores Stephen Boyd, Raquel Welch, Donald Pleasence, William Redfield e Arthur Kennedy – ‘mergulhando’ no corpo humano do cientista e voltando pro submarino completamente secos. O cabelo da Raquel Welch que conta com um penteado elaborado, volta dos diversos mergulhos como se nada tivesse acontecido. Mesmo assim, esses detalhes são parte do charme irresistível do cinema dos anos 1960. O que realmente importa aqui é a audácia da premissa e a execução impecável dos efeitos práticos. O longa entrega uma tensão constante, uma trilha sonora cirúrgica e um design de produção que transformou a medicina em um verdadeiro épico de aventura espacial. Não passe por essa vida sem ver.
Tim Dikes do Filmsite publicou: “Em ‘Viagem Fantástica’ (1966), clássico filme de aventura e ficção científica de Richard Fleischer e da 20th Century Fox (o mais caro de sua época) e thriller da Guerra Fria, foi um dos filmes de ficção científica mais influentes da década de 1960, até o lançamento de ‘2001: Uma Odisseia no Espaço’ (1968) do Stanley Kubrick. Seu slogan descrevia sua premissa: ‘Uma viagem fantástica e espetacular... através do corpo humano... até o cérebro’.
Grande parte do orçamento de US$ 5,1 milhões do filme da CinemaScopic foi gasto em efeitos especiais de pós-produção, animação e cenários. O filme de ficção científica anterior do diretor Fleischer, também do gênero ‘viagem’, era outro filme do tipo: ‘20.000 Léguas Submarinas’ (1954), e ele dirigiria posteriormente ‘No Mundo de 2020’ (1973). O roteiro original de Harry Kleiner continha elementos de histórias originais dos escritores de ficção científica Otto Klement e Jerome Bixby, e foi adaptado por David Duncan.
A premissa básica ‘fantástica’ do filme de grande orçamento e escapismo era miniaturizar uma equipe de humanos para fazer uma viagem em um submarino nuclear encolhido (o USS Proteus, Modelo U-91035) para dentro do corpo de um paciente em coma. O Proteus em tamanho real tinha 12,6 metros de comprimento, 7 metros de largura, 4,6 metros de altura e pesava 4 toneladas. Existiram quatro versões menores do submarino, variando de 3,8 centímetros a 1,5 metro de comprimento.
A missão dos micro-pioneiros, vista como um diário de viagem aventureiro, era viajar através do corpo por uma artéria até o cérebro do homem e remover um coágulo sanguíneo (...) com um feixe de laser experimental - tudo isso em 60 minutos. Eles enfrentariam problemas no fornecimento de oxigênio, ambientes turbulentos nas correntes sanguíneas semelhantes a lâmpadas de lava e ataques de glóbulos brancos, além de suspeitas de sabotagem e uma contagem regressiva de uma hora antes que a miniaturização se revertesse.
Além dos efeitos especiais, diversos cenários e telas azuis, modelos e miniaturas de diferentes tamanhos foram usados para representar o submarino no filme, bem como o interior do corpo do cientista. As reproduções e visualizações realistas e imaginativas dos órgãos internos humanos, da anatomia e fisiologia humanas e de vários outros componentes foram baseadas em ilustrações médicas fornecidas pela UCLA ao departamento de arte do estúdio.
À medida que a ‘viagem’ prosseguia pelo corpo do paciente e seus mundos alienígenas, havia encontros altamente detalhados com cada um dos principais órgãos ou sistemas humanos: o coração (sistema circulatório), os pulmões (sistema respiratório), o sistema linfático (um sistema protetor de fluidos que protege contra bactérias, incluindo glóbulos brancos) e o cérebro, além de interações com o ouvido interno e diversas veias e artérias. Por meio de várias técnicas, os exploradores foram vistos ‘mergulhando’ (nadando) pelo corpo (os atores estavam suspensos por cabos).
O filme icônico foi seguido por uma série de TV também intitulada ‘Viagem Fantástica’, exibida por apenas uma temporada, de 1968 a 1969, e estrelada por Marvin Miller, Ted Knight e Jane Webb. O filme lembrava muito o sucesso anterior da Fox e de Irwin Allen, ‘Viagem ao Fundo do Mar’ (1961), que também foi adaptado para uma série de TV derivada, exibida de 1964 a 1968.
Uma novelização do roteiro do filme foi escrita por Isaac Asimov e lançada alguns meses antes da estreia do filme. Inicialmente, foi publicada em formato de folhetim na revista ‘The Saturday Evening Post’ e, posteriormente, publicada como um popular livro de capa dura.
Uma das variantes do filme foi a comédia ‘Viagem Insólita’ (1987), dirigida por Joe Dante e estrelada por Dennis Quaid e Meg Ryan. Alguns anos depois, em 1989, a atração Body Wars, do Walt Disney World (ou Epcot), um simulador de movimento de 7 minutos, levava os visitantes a uma jornada pelo corpo humano, apresentando as mesmas ideias de encolhimento e exploração. Uma cópia descarada do filme de 1966 foi o filme de ação e terror ‘Anticorpo’ (2002), dirigido por Christian McIntire e lançado diretamente em vídeo, estrelado por Lance Henriksen e Robin Givens.
Das suas cinco indicações ao Oscar (incluindo Melhor Montagem, Melhores Efeitos Sonoros e Melhor Fotografia (para Ernest Laszlo), o filme ganhou duas estatuetas: Melhores Efeitos Visuais (pelos seus designs e efeitos especiais inovadores) e Melhor Direção de Arte - Decoração de Cenários.
As cenas que exigiram o maior número de efeitos especiais incluíram quatro sequências principais: a miniaturização e injeção na corrente sanguínea, a rota de emergência através do coração, o ataque dos anticorpos e a batalha final contra os glóbulos brancos.
O que disse a crítica 1: David Hogan do site Hogan Reviews avaliou com 3 estrelas, ou seja, bom. Disse: “Ignorando o primeiro terço dolorosamente lento, o resto do filme é uma aventura de ficção científica básica e agradável. Não vai te impressionar, mas vai te entreter, então basta suspender a descrença e relaxar... Dito isso, não me vejo assistindo novamente. Foi uma diversão inofensiva, mas não exatamente o tipo de coisa emocionante ou divertida que eu gostaria de ver de novo”.
O que disse a crítica 2: Mike Massie do site Gone With the Twins avaliou com 4 estrelas, ou seja, ótimo. Escreveu: “Os atores são convincentes, mesmo que não demonstrem a euforia necessária durante os estágios iniciais da viagem. Donald Pleasence [que interpreta o Dr. Michaels], no entanto, é o destaque, demonstrando imediatamente o pânico que surgiria com a rápida redução da pressão, as condições claustrofóbicas e uma experiência tão radicalmente alucinante. Leva quase 40m até que a nave entre na corrente sanguínea, mas a espera vale a pena; os espectadores são brindados com uma profusão de imagens impressionantes, como as encontradas no cosmos de ‘Star Trek’. O enredo é inteligente e original, enquanto as imagens (particularmente os cenários) são excepcionais (...). ‘Viagem Fantástica" é uma aventura ininterrupta de proporções épicas”.
O que eu achei: Como atualmente todos esses efeitos são gerados por computador de forma quase instantânea, fica muito impressionante ver isso tudo feito nos anos 1960 através de maquetes e efeitos práticos. Na ocasião, o filme foi considerado um feito monumental de engenharia visual, tornando-se uma das produções de ficção científica mais caras daquele período. Todo o cenário do interior do corpo humano teve que ser construído de forma prática em estúdios gigantescos. Foram utilizados acrílicos, plásticos, corantes e feixes de luz para imitar os tecidos, anticorpos e correntes sanguíneas. Para as cenas em que os tripulantes precisavam ‘nadar’ fora do submarino pelo corpo do paciente, os atores eram suspensos por cabos e fios de aço em estúdios completamente secos. Os fios eram lavados em ácido para remover o brilho do metal e evitar reflexos na câmera. O diretor Richard Fleischer havia estudado medicina na juventude, o que ajudou na condução realista da biologia. A produção também consultou médicos e examinou imagens médicas reais para projetar de maneira fiel - embora estilizada e psicodélica - o coração, os pulmões e o cérebro. A trama se passa no contexto da Guerra Fria. O procedimento para miniaturizar qualquer coisa já havia sido inventado, mas só durava 60 minutos. O cientista Dr. Jan Benes havia descoberto uma forma de tornar a miniaturização de objetos permanente, mas essa descoberta ainda estava em segredo. Por conta disso, ele acabou sofrendo um atentado, entrando em coma devido a um coágulo cerebral inacessível por cirurgias tradicionais. Para salvá-lo, uma equipe médica e um agente da CIA entram a bordo do submarino Proteus, cuja estrutura é reduzida a tamanho microscópico e injetada na corrente sanguínea de Benes. Eles têm exatamente 60 minutos para destruir o coágulo com um laser antes que o efeito da miniaturização acabe. Muita gente acredita que o filme foi adaptado de um romance do consagrado autor de ficção científica Isaac Asimov, mas, na verdade, o filme veio antes do livro. O roteiro original foi escrito por Harry Kleiner, baseando-se em um argumento criado por Otto Klement e Jerome Bixby. A editora Bantam Books comprou os direitos para lançar uma romantização oficial do roteiro e contratou Asimov para a tarefa. Como o escritor trabalhou rápido e a produção do filme enfrentou atrasos nos efeitos especiais, o livro acabou sendo publicado seis meses antes da estreia do filme nos cinemas. Isso gerou a confusão histórica de que a produção cinematográfica era uma adaptação da obra literária. O filme é hipnotizante. Há certos furos como ver os tripulantes da nave – interpretados pelos atores Stephen Boyd, Raquel Welch, Donald Pleasence, William Redfield e Arthur Kennedy – ‘mergulhando’ no corpo humano do cientista e voltando pro submarino completamente secos. O cabelo da Raquel Welch que conta com um penteado elaborado, volta dos diversos mergulhos como se nada tivesse acontecido. Mesmo assim, esses detalhes são parte do charme irresistível do cinema dos anos 1960. O que realmente importa aqui é a audácia da premissa e a execução impecável dos efeitos práticos. O longa entrega uma tensão constante, uma trilha sonora cirúrgica e um design de produção que transformou a medicina em um verdadeiro épico de aventura espacial. Não passe por essa vida sem ver.