2.1.23

“Respect: A História de Aretha Franklin” - Liesl Tommy (EUA/Canadá, 2021)

Sinopse:
 
Desde pequena, Aretha Franklin (Jennifer Hudson) se dedicou à música dentro das igrejas e nos grandes concertos pelo mundo. Apesar do talento evidente, lutou contra graves traumas de infância, maridos abusivos e empresários que tentaram controlar a sua carreira. Na busca por novos sucessos, quase se perdeu no vício pelo álcool, até reencontrar seu caminho graças à música gospel.
Comentário: Trata-se da cinebiografia da cantora americana Aretha Franklin (1942-2018), que começou sua carreira cantando dentro das igrejas para depois ganhar os palcos. O título do filme “Respect” refere-se à canção de Otis Redding na qual um homem exige o respeito de sua esposa, um respeito que considera que ela lhe deve já que ele é quem sustenta a família. Franklin inverteu a letra colocando as palavras na boca de uma mulher. O sucesso foi imenso e a canção se transformou num hino feminista e, posteriormente, num hino antirracista. 
O que disse a crítica: Tom Leão do Jornal do Brasil achou o filme apenas ok. Ele conta que a própria Aretha “acompanhou parte do projeto [do filme] e escolheu a dedo quem iria interpretá-la na tela: Jennifer Hudson, cantora e atriz de gabarito que, em 2006, ganhou Oscar de coadjuvante pelo musical ‘Dreamgirls’ (sobre fictício grupo de cantoras soul), baseado em peça da Broadway. Foi uma boa escolha. Contudo, embora sua história de vida seja riquíssima, o filme é apenas uma coleção de cenas bem encadeadas, sem maiores arroubos do roteiro. Mesmo com quase duas horas e meia, faltou contar muita coisa. É frustrante. Não há nada que faça o filme sair do lugar comum. A diretora Liesl Tommy (vinda da TV) é muito ‘sem alma’. Talvez por isso, o filme não foi sucesso nos cinemas americanos, apesar de Aretha ser um tesouro nacional. Mas se você quer apenas ver uma cinebiografia musical, com uma figura histórica (e boas músicas), é só o que terá. Mais do que isso, só nas cenas de arquivo, nos letreiros finais”. 
Eduardo Kaneco do site Leitura Fílmica também achou o resultado mediano. Ele disse: “O filme desaponta, mas não é culpa de Jennifer Hudson. Na verdade, faltou coragem à diretora Liesl Tommy e à roteirista Tracey Scott Wilson, ambas estreantes, em mostrar as experiências dolorosas que acarretaram nos ‘demônios’ (como é dito no filme) de Aretha”. 
Bruno Carmelo do site Papo de Cinema achou que “Faltou sutileza para a construção de causas e consequências”. 
O que eu achei: É bem por aí. A atriz principal é ótima, canta lindamente sem dublar. A montagem é bem tradicional, sem grandes elucubrações. Mas o filme dá saltos, pula sem cerimônia de um humor para o outro. Termina contando a vida de Aretha, mas deixa a sensação de que poderia ter sido bem melhor. Mediano define.