
Comentário: Trata-se da adaptação de um romance autobiográfico do escritor J.R. Moehringer, ganhador do Prêmio Pulitzer, que também é produtor executivo do longa. O drama retrata sua vida, mas faz mudanças substanciais em sua história.
O que disse a crítica: Segundo Bruno Botelho do site Adoro Cinema, “Assim como muitas cinebiografias inspiradas em memórias, o roteiro adaptado por William Monahan foca na jornada de descobrimento e, progressivamente, amadurecimento. Neste quesito, o filme de George Clooney não apresenta nenhuma novidade em comparação com outros dramas mais inventivos como foram os casos de ‘Quase Famosos’ (2000) e ‘Boyhood - Da Infância À Juventude’ (2014), atuando de forma bem contida na direção das cenas. Mas, ainda assim, ele consegue ser eficiente contando essa história inspiradora e, em diversos momentos, emocionante".
O que eu achei: A narrativa é um pouco previsível, não espere grandes reviravoltas, nem ousadias. Ela foca mais na simplicidade da trama familiar embalada por uma ótima trilha sonora, que ajuda a dar um fôlego para o filme. Atenção para o ator mirim Daniel Ranieri, “o menino faz sua estreia na atuação depois de ser descoberto pela diretora de elenco Rachel Tenner quando ele apareceu no programa Jimmy Kimmel Live!, depois de viralizar no YouTube com um vídeo onde aparece falando [sobre] a pandemia. Então, foi uma sorte para o filme ter Ranieri como seu protagonista, pois o carisma e a inocência do ator mirim combinam perfeitamente com as características do personagem e fornecem uma conexão ainda maior com o público durante seu amadurecimento - coisa que o Tye Sheridan também consegue passar na versão jovem de J. R. Moehringer".