
Comentário: Trata-se da adaptação de dois romances: “Anna Karenina” de Liev Tolstói e “Notas de Um Médico Sobre a Guerra Russo-Japonesa” de Vikenty Veresaev. O diretor Karen Shakhnazarov - sim, o diretor, ele é homem - optou por uma abordagem diferente para contar a famosa tragédia de Anna. A história começa com seu filho Sergey Karenin já adulto. Estamos em 1904 e ele é um respeitável chefe de um hospital que trabalha na Manchúria, durante a guerra russo-japonesa, e descobre, dentre os oficiais feridos, o conde Vronsky, ex-amante de sua mãe e responsável pelo seu suicídio. É nesse encontro que Sergey terá a oportunidade de saber o que foi que aconteceu entre eles.
O que disse a crítica: Segundo Marcelo Müller do Papo de Cinema, “A suntuosidade da produção sobressai desde os primeiros momentos, por meio da meticulosidade da direção de arte e da beleza dos figurinos que ajudam a remontar à época. Tal conjunto gera a consistência da atmosfera, com o apuro se encarregando de certificar a genuinidade da hipocrisia burguesa e do desalento das paragens militares. A elegância do plano-sequência que apresenta as duras circunstâncias no local hostil onde o encontro improvável acontece dá o tom da esmerada construção narrativa de ‘Anna Karenina: A História de Vrosnky’. A câmera desliza pelos espaços a fim de capturar tanto as representações físicas quanto a forte influência dos meios nos indivíduos”.
O que eu achei: Eu, que li o livro “Anna Karenina” e vi a excelente adaptação inglesa feita pelo Joe Wright - "Anna Karenina" (2012) - gostei bastante do resultado, apesar do filme ter uma direção mais convencional. Li que, além desta versão para o cinema com 132m de duração, foi produzida também uma minissérie em oito episódios de 42m cada, exibida pelo canal de TV Russia-1. Com um elenco de primeira linha, é uma oportunidade de ver a história de Anna a partir da perspectiva de seu amante. Se jogue.