14.11.21

“Alice Guy-Blaché: A História Não Contada da Primeira Cineasta do Mundo” - Pamela Green (EUA, 2018)

Sinopse:
 
Este documentário narrado por Judie Foster destaca a trajetória da cineasta Alice Guy (1873-1968), pioneira da indústria. Unindo imagens de acervo a entrevistas com ícones do cinema, a diretora Pamela B. Green tenta contar ao mundo o papel crucial de Alice para o desenvolvimento da sétima arte.
Comentário: Segundo Luísa Pécora do site Mulher no Cinema, "Alice Guy-Blaché trabalhava como secretária na companhia francesa Gaumont quando, em 1895, foi a uma das históricas exibições dos irmãos Lumière que depois seriam consideradas o marco inicial do cinema. Os filmes daquele primeiro momento eram breves registros de cenas da vida – pessoas saindo de uma fábrica, um trem chegando à estação. Mas Guy-Blaché, que era filha de um livreiro e gostava de teatro, achou que era possível fazer mais: que aquela nova invenção poderia ser usada para contar histórias. Após a exibição, ela perguntou ao chefe, Léon Gaumont, se poderia usar equipamentos da companhia para filmar algumas cenas. Ele concordou, com a condição de que não atrapalhasse o trabalho como secretária. Foi assim que em 1896, apenas um ano depois da criação do cinema, Guy-Blaché filmou 'A Fada do Repolho', o primeiro filme dirigido por uma mulher e um dos primeiros filmes de ficção dirigidos por qualquer pessoa. Foi o início de uma carreira brilhante na França e nos Estados Unidos, durante a qual ela fundou seu próprio estúdio e dirigiu mais de mil curtas e longas dos mais variados gêneros cinematográficos. Diante de tudo isso, como é possível que o nome de Alice Guy-Blaché seja tão pouco conhecido? Se esta pioneira artista francesa nascida em 1873 foi uma das primeiras pessoas a filmar e a perceber o potencial narrativo do cinema, se ajudou a criar e a desenvolver a linguagem cinematográfica, por que os livros e cursos especializados não falam sobre ela como falam dos Lumière, de George Méliès e até do próprio Gaumont? A americana Pamela B. Green se perguntou o mesmo”. Em tempos de abandono de uma Cinemateca no Brasil, é nessa hora que a gente vê a importância do arquivo e do trabalho dos arquivistas. Foram instituições como essa que ajudaram Pamela Green a contar essa história.