12.9.21

“Quo vadis, Aida?” - Jasmila Zbanic (Bósnia e Herzegovina/Austria/Romênia/Holanda/ Alemanha/Polônia/França/Turquia/Noruega, 2020)

Sinopse:
 Aida Selmanagic (Jasna Djuricic) é uma tradutora que trabalha em uma missão da ONU na pequena cidade de Srebrenica, no leste da Bósnia e Herzegovina. Quando a região é dominada pelo exército sérvio, milhares de cidadãos buscarão abrigo no acampamento da ONU onde ela trabalha, incluindo sua própria família. Enquanto lida com as negociações que envolvem o conflito diplomático, Aida fará de tudo para tirar seus filhos do meio do fogo cruzado.
Comentário: Segundo Arthur Eloi do site Omelete, "o filme mergulha a fundo num dos capítulos mais sangrentos e injustos da guerra civil iugoslava, conflito entre nações do Leste Europeu, que ocorreu de 1991 até 2001. Na ocasião, a Bósnia e Herzegovina sofria de impiedosos ataques da Sérvia, cujas tropas e milícias tocavam um genocídio étnico após a Bósnia proclamar independência da antiga Iugoslávia em 1992, ato que foi reconhecido pelas Nações Unidas. O longa é ambientado em 1995, na pequena cidade de Srebrenica, que está prestes a ser invadida pelas tropas sérvias. Mesmo tratando de um período complexo, o filme não pede conhecimento prévio dos eventos, já que se apega ao drama humano da desesperança e da luta mesmo quando tudo está perdido. Aida atua como tradutora em um campo de refugiados da ONU, sempre correndo de um lado para o outro na tentativa de ajudar soldados e médicos a lidar com os feridos e desolados pela guerra. A situação fica mais delicada quando a cidade é tomada e os cidadãos são forçados a deixar seus lares, e o lugar rapidamente se vê cercado por famílias, crianças e idosos buscando abrigo. Para Aida, tudo fica ainda pior quando descobre que seu marido e seus filhos estão entre a multidão". O filme foi lançado no 25º aniversário do massacre. O filme não mostra mas, anos depois, os militares sérvios foram julgados e punidos pelo Tribunal de Haia e o general Ratjo Mladic sofreu prisão perpétua. Foi feita a justiça mas nada trará de volta os milhares de bósnios mortos. É um filme tenso, é um protesto, um tributo para as vítimas do massacre, devastador e emocionante.