Sinopse: Em uma pequena e distante cidade do interior do Canadá, um homem (Philippe Charrette) morre em um acidente de carro sob circunstâncias misteriosas. Enquanto os poucos habitantes do local permanecem relutantes em debater as possíveis causas da tragédia, a família do falecido e a prefeita Smallwood (Diane Lavallée) começam a perceber estranhos e atípicos eventos que mudam suas concepções de realidade.
Comentário: É a primeira vez que vejo um filme do canadense Denis Cotê. Lembra um pouco "A Vila" de Shyamalan, "Bacurau" de Kleber Mendonça ou mesmo "Nós" do Jordan Peele, onde o aspecto social do pequeno vilarejo é mais protagonista do que algum dos moradores. É um filme um pouco perturbador, traz mais perguntas do que respostas, e talvez por isso mesmo seja interessante. Baseado em um livro de Laurence Olivier, o filme foi todo rodado em 16mm. Segundo o diretor o filme trata da "Quebec dos dias atuais. Sinto que, hoje, as pessoas sentem muito medo de perder a sensação de conforto que a terra natal oferece. Este medo se apresenta de várias maneiras e nossa resistência à mudança é feroz. A ascensão do populismo na mídia, a crise migratória, a relutância em se abrir para outras pessoas e o fechamento identitário são temas que me interessam".
