
Comentário: Em agosto de 2021, após um ano e meio sem ver nenhuma exposição física por conta da pandemia de covid, tive a oportunidade de visitar a exposição “Lamento das imagens” no SESC Pompéia, em São Paulo. Os trabalhos eram do emblemático artista chileno Alfredo Jaar com curadoria de Moacir dos Anjos. Na excelente mostra havia instalações, pôsteres e projeções de vídeos provenientes das quatro décadas de atividade do artista. Agora me deparei no NOW com este documentário originalmente chamado “Jaar - El Lamento de Las Imágenes” (traduzido para o português como: “Jaar: Retratos da Humanidade”), dirigido por Paula Rodriguez Sickert, e aproveitei para conhecer melhor o processo criativo e a pessoa de Jaar cujos trabalhos tanto me encantaram. Dentre os inúmeros trabalhos mostrados no documentário, Renan Santos do site Cine Eterno, destaca dois: "‘This Is Not America" e as fotografias da Serra Pelada. Ele diz: "Um dos seus trabalhos mais conhecidos, ‘This Is Not America’, um logotipo ‘Isso não é América’ (1987), consistiu em uma sequência de projeções com vista para uma estação de recrutamento do exército dos EUA, na Times Square. Nela, incluiu o mapa esboçado dos EUA com as palavras ‘This Is Not America’ escrita e a palavra ‘America’ sobreposta a todas as Américas – Norte, Central e Sul. O artista também foi um dos primeiros a fotografar Serra Pelada, localizada no sudoeste do Pará, registrando garimpeiros e impactando os moradores de Nova Iorque ao exibir essas imagens nas estações de metrô próximas ao Wall Street. Segundo Jaar, esse projeto foi um dos mais importantes de sua carreira pois o inseriu no mapa mundial da arte”. Outro trabalho interessante que o documentário nos mostra é a obra “Cultura = Capital”, uma instalação artística que aborda a temática da cultura como sendo o nosso capital mais precioso. Esse trabalho já foi executado em várias versões, sendo que a versão que estava na exposição de 2021 foi doada ao SESC e pode ser vista em exibição definitiva dentro do prédio do SESC Pompéia. A trilha sonora do filme é composta por músicas do DJ Nicolas Jaar, filho de Alfredo e fundador de sua gravadora Clown & Sunset.
O que eu achei: Quem gosta de arte não deve perder pois Jaar é um desses artistas para se prestar muita atenção sempre.