
Comentário: “Banhos” (1999) é o terceiro filme do diretor chinês Zhang Yang, de quem já assisti ao bom “Flores do Amanhã” (2005). O longa, que encantou o público por onde passou, ganhou o mundo contando a história de um senhor viúvo que dirige uma casa de banhos tradicional, numa cidade do interior, enquanto cuida de seu filho com deficiência mental. Na trama, Da Ming - seu filho mais velho, que foi para Shenzhen tentar a sorte - aparece para uma visita rápida. As tensões entre eles vão aparecendo e Da Ming vai ficando por mais e mais dias. Ele não fazia ideia do quanto sua família precisava dele.
O que disse a crítica: Ruy Gardnier do site Contracampo escreveu: “’Banhos’ é filmado ao mesmo tempo com carinho e humor, vindo constantemente das gracinhas do irmão deficiente, de um banhista que só consegue cantar ‘Ó Sole Mio’ quando está debaixo do chuveiro e de um cliente que apanha da esposa. Enquanto o espectador se diverte com as piadas, o irmão mais velho vai aprendendo a ter respeito pela profissão do pai. No plano do enredo, o filme bate mais uma vez na tecla das relações mundo antigo / mundo novo, tradição contra modernidade, qualidade de vida versus quantidade de dinheiro. O percurso do filho será o dilema moral (e esse moralismo choramingas do filme é seu aspecto mais fraco) de voltar à sua vida antiga e deixar sua família desprotegida dos avanços da nova sociedade. ‘Banhos’ reside nesse impasse, e se o desenrolar é um tanto óbvio, ao menos o percurso tem seu charme".
O que eu achei: Eu gostei. Atenção ao excelente ator Wu Jiang que interpreta o filho com deficiência.