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Comentário: A história é baseada no romance "Under the Volcano" de Malcom Lowry. Conta-se que por mais de 30 anos John Huston planejou fazer esse filme e ao longo desse tempo leu mais de 20 adaptações de roteiro do romance. Luiz Carlos Merten do Estadão acredita tratar-se de “um dos melhores romances do século 20”. Segundo ele “muita gente quis adaptar ‘O Vulcão’. O próprio Buñuel teria tentado, mas não conseguiu, o que criou a lenda do romance infilmável. Isso até aumentou o fascínio do livro, com seu personagem, Firmin, o cônsul inglês em Cuernavaca, que vive sua danação interior no Dia dos Mortos de 1938. O cônsul alcoólatra talvez seja o menos heroico dos anti-heróis. Danação, redenção e perdição andam juntos na sua história, que Huston, de uma hora para outra, adaptou com base no roteiro que Guy Gallo retirou do livro. (...) Acho o livro do Lowry genial. Quando vi o filme pela primeira vez, achei que Gallo e Huston haviam edulcorado [adocicado] o grande escritor. Com o tempo descobri que não e a obsessão de Firmin pela morte, filmada por Huston, me parece uma tragédia moderna. Huston foi uma figura única. Adorava Sartre e Buñuel, gostando de contar histórias em que a vontade de lutar de seus personagens chocava-se sempre com a certeza do fracasso”.
O que eu achei: Bom. O filme - que já havia sido adaptado para o rádio em 1947 - ganhou duas indicações ao Oscar: Melhor Ator (Albert Finney) e Melhor Música Original. Uma oportunidade de ver mais uma vez o ator, falecido aos 82 anos, responsável por encarnar o famoso detetive Hercule Poirot em ‘Assassinato no Expresso Oriente’ (1974). Suas outras indicações ao Oscar vieram com ‘O Fiel Camareiro’ (1983) e ‘Erin Brockovich - Uma Mulher de Talento’ (2000).