7.7.22

“The Beatles: Get Back” - Peter Jackson (Reino Unido/Nova Zelândia/EUA, 2021)

Sinopse:
 
Documentário em três episódios sobre o grupo musical The Beatles utilizando imagens gravadas por Michael Lindsay-Hogg, no início de 1969, para o filme “Let It Be” (1970). O filme mostra a banda em trabalho de estúdio criando as composições, o relacionamento desgastado entre os integrantes e finaliza com o icônico show no telhado do prédio da Apple Corps.
Comentário: Sensacional este documentário sobre os Beatles. Para quem não se lembra, o diretor Peter Jackson é aquele cineasta neozelandês que fez a trilogia “O Senhor dos Anéis” (2001-2003), o remake de “King Kong” (2005) e a trilogia “O Hobbit” (2012-2014), dentre outros. Ele utilizou imagens não utilizadas e material de áudio originalmente capturados para o documentário de 1970 de Michael Lindsay-Hogg, com o mesmo título, que mostra a produção do álbum “Let It Be” (que tinha o título provisório de “Get Back”), editando-os em três episódios, cada um basicamente cobrindo em torno de uma semana ou mais de estúdio. O primeiro episódio começa dando um flashback nos acontecimentos. Mostra a cidade de Liverpool em 1956 com John Lennon, aos 16 anos de idade, se apresentando com sua banda The Quarrymen. É ele quem convida o Paul, com 14 anos, para se juntar à banda. Logo depois quem ingressa é o George com 13 anos. Alguns anos depois eles mudam o nome da banda para The Beatles. Em 1960 eles conseguem um contrato para se apresentar, oito horas por noite, em Hamburgo, na Alemanha e só no ano seguinte, ao voltar para Liverpool, eles começam a se apresentar no Cavern Club, e o Ringo entra para a banda. É nesse contexto que Brian Epstein, dono de uma loja de discos, se oferece para agenciá-los e o documentário deixa muito claro a importância desse comando na vida deles pois foi, junto com o produtor George Martin, que eles se tornaram os artistas número um do Reino Unido, explodindo para o mundo logo em seguida. No final de 1966, por conta de alguns incidentes, a banda resolve parar de fazer shows ao vivo e passam a dedicar todo seu tempo ao estúdio, lançando composições mais complexas e elaboradas. Entretanto, no ano seguinte, o Brian Epstein, com apenas 32 anos, falece e a banda fica órfã passando a se autogerenciar. A falta desse comando na vida deles leva o grupo a vários desentendimentos, pois é o Paul quem acaba, por personalidade, assumindo o controle de tudo. O John até consegue dar uns pitacos, mas, enquanto o Ringo parece aceitar tudo passivamente, o George bate de frente e começam as discórdias. Em 1968, após 2 anos sem se apresentar ao vivo, a banda resolve fazer uma apresentação pública e, por gostarem demais da experiência, eles decidem que o próximo álbum será gravado ao vivo. São justamente esses ensaios, iniciados em 02 de janeiro de 1969, mais o icônico show no telhado do prédio da Apple Corps, que o diretor Michael Lindsay-Hogg filmou e o Peter Jackson reeditou com a cooperação do Paul McCartney, do Ringo Starr e das viúvas de John Lennon (Yoko Ono) e George Harrison (Olivia Harrison), além do supervisor musical Giles Martin (filho do George Martin e produtor regular de projetos do The Beatles desde 2006). Apesar das diversas desavenças entre eles, a banda ainda sobreviveu até o dia 10 de abril de 1970, quando eles anunciaram oficialmente seu fim. 
O que eu achei: O resultado do documentário é incrível apesar das quase 8hs de duração. Então o ideal é reservar três dias para ver aos poucos e imergir, junto com a banda, no processo de feitura das canções e no relacionamento entre eles, a equipe e a família. Imperdível.