4.9.21

“Stardust” – Gabriel Range (Reino Unido, 2020)

Sinopse:
 
Em 1971, David Bowie (Johnny Flynn) ainda não é o rockstar icônico e mundialmente famoso. Aos 24 anos, ele viaja em turnê pelos Estados Unidos e começa a criação de seu legendário alter-ego: Ziggy Stardust. Essa é a história do nascimento de uma estrela.
Comentário: Pensa num filme onde tudo deu errado. Pensou? É este. O filme já começa avisando: "o que aparece a seguir é (na maior parte) ficção". Ou seja, não espere ver uma cinebiografia do David Bowie pois o que você vai ver não é um retrato do real, mas também fica difícil engolir como sendo uma interpretação dos fatos pois eu acho muito improvável que o astro tenha alguma mínima relação com o que foi mostrado ali: uma pessoa mal humorada, frustrada, que mal sabia dar uma entrevista, isso após 1969 com "Space Oddity" já lançado. Pouco provável. Outra questão é que a família do Bowie - Angie e seu filho primogênito, o cineasta Duncan Jones - não autorizou a cinebiografia, então nem direito à utilização das músicas o diretor Gabriel Range tinha. Imagine um filme do Bowie sem nenhuma música dele! Nem a famosa pintura de um raio no rosto, marca registrada de Ziggy Stardust que o filme se propõe a retratar, aparece. O ator principal, o britânico Johnny Flynn, até se parece um pouquinho com ele, mas seria no máximo um primo distante. Ele até se esforça, mas o roteiro claramente não ajuda. Como sua ex-mulher Angie, afirmou ao jornal britânico The Mirror, "Stardust" é uma "completa perda de tempo, Bowie jamais assistiria a esse filme". De fato, assistir é uma completa perda de tempo e dinheiro. O astro merecia coisa melhor.