21.9.21

“Crepúsculo dos Deuses” - Billy Wilder (EUA, 1950)

Sinopse:
 
Para fugir dos representantes de uma financeira, Joe Gillis (William Holden) se refugia na decadente mansão de Norma Desmond (Gloria Swanson), antiga estrela do cinema mudo. Quando Norma descobre que Joe é roteirista, contrata-o para revisar o roteiro de “Salomé”, o que marcará seu retorno às telas. O filme é insuportável, mas como o pagamento é bom e Joe precisa fugir dos credores, ele aceita o trabalho. Mas o destino lhe reserva surpresas.
Comentário: Segundo a Revista Bravo! que colocou o filme na lista dos 100 filmes essenciais do cinema, "Com uma biografia cheia de eventos trágicos - a mãe e o padrasto foram executados no campo de extermínio em Auschwitz, ele mesmo teve de fugir da Alemanha para não ser preso pelos nazistas -, o austríaco Billy Wilder poderia ter criado uma obra pesada, triste, amarga. Em vez disso, escolheu o riso como arma. Seus filmes são carregados de ironia cortante, e ninguém, nenhuma ideologia ou instituição escapam de seus diálogos que fazem rir e pensar. Não surpreende, portanto, que ele tenha resolvido satirizar seu próprio ganha-pão - a indústria cinematográfica - em 'Crepúsculo dos Deuses', um retrato pouco piedoso de Hollywood e sua máquina recicladora de ídolos e tendências. O crepúsculo do título é o dos deuses do cinema mudo, renegados ao esquecimento com o advento da tecnologia sonora. Para o papel principal - uma antiga musa do cinema que contrata Joe Gillis (William Holden), um roteirista fracassado, para escrever seu grande retorno - foi convocada Gloria Swanson, ela própria uma estrela dos filmes mudos que viu sua carreira afundar. Participam também do filme ícones 'mudos' como os diretores Cecil B. DeMille, Buster Keaton e Erich von Stroheim, este no papel de mordomo de Norma Desmond, a personagem de Swanson. O cinismo, a amoralidade e a ânsia de Gillis por dinheiro sintetizam o comportamento de Holywood, sempre mais dependente das cifras que de ambições artísticas". O filme é incrível e o final coroa a história. Ganhou três Oscar em 1951: Direção de Arte, Música e Roteiro.