Sinopse: “Eu já vivi minha morte, agora só falta fazer um filme sobre ela”, disse o cineasta Hector Babenco a Bárbara Paz, ao perceber que não lhe restava muito tempo de vida. Ela aceitou a missão e realizou o último desejo do companheiro: ser protagonista de sua própria morte. Nesta imersão amorosa na vida do cineasta, ele se desnuda, consciente, em situações íntimas e dolorosas. Revela medos e ansiedades, mas também memórias, reflexões e fabulações, num confronto entre vigor intelectual e fragilidade física.
Comentário: Rodrigo Pereira, do site Plano Crítico, escreveu: "Sabe quando nos sentamos no sofá e alguma pessoa, geralmente um familiar mais velho, traz álbuns fotográficos de diversos tamanhos e lotados de fotos para contar a história de variadas pessoas? Amigos, conhecidos, colegas, gente que participou das mais distintas maneiras na vida de alguma pessoa? É como se fôssemos convidados para uma viagem ao passado, pulando de uma época para outra sem muita cerimônia e pouco importados com a cronologia dos acontecimentos. De certa forma, foi o que senti ao assistir 'Babenco: Alguém Tem que Ouvir o Coração e Dizer Parou'". Do primeiro câncer, aos 38, até́ a morte, aos 70 anos, Babenco fez do cinema remédio e alimento para continuar vivendo. “Babenco: Alguém Precisa Ouvir o Coração e Dizer Parou” é o primeiro filme de Bárbara Paz mas, também, de certa forma, a última obra de Hector - um filme sobre filmar para não morrer jamais. Eu assisti sem esperar nada mas, ao final, me deparei com um material muito bem editado, todo em P&B, com excelente fotografia e trilha sonora e muito sensível. São enxutos 75m que valem ser vistos.
