30.3.21

"Yorimatã" - Rafael Saar (Brasil, 2016)

Sinopse:
 
Duas mulheres em meio ao movimento hippie dos anos 70 se unem pelo sonho de liberdade. Luhli e Lucina vivem a experimentação musical e se tornam pioneiras no cenário independente brasileiro. Com cerca de 800 composições, do violão aos tambores artesanais que constroem e tocam, dizem não às gravadoras e mergulham na umbanda e na criação artística. O companheiro da dupla, o fotógrafo Luiz Fernando Borges da Fonseca, registra tudo em filmes super 8mm.
Comentário: Mesclando vida privada com apresentações musicais, o documentário conta a história real das compositoras e intérpretes Luhli e Lucina. A dupla surgiu em 1972, no VII Festival Internacional da Canção, na Rede Globo, com a música "Flor lilás", com arranjos de Zé Rodrix. Com a classificação, gravou um compacto duplo que teve a participação de O Bando. Logo são lançadas na boate Pujol, ao lado dos Dzi Croquetes. Nos anos 70, Luhli e Lucina foram morar em um sítio em Mangaratiba - litoral do Rio. Lá, ao lado do fotógrafo Luiz Fernando Borges da Fonseca, vivenciaram um relacionamento a três até a morte do rapaz. Com mais de 800 músicas compostas em parceria, quem mais gravou a dupla foi Ney Matogrosso - praticamente todos os discos do Ney possuem ao menos uma música de Lhuli e Lucina. É delas "Bandoleiro", "Coração Aprisionado", "Êta Nóis", "Bugre", "Me Rói" e "Pedra de Rio", entre outras. Além dessas composições, Luhli é parceira de João Ricardo em "Fala" e "O Vira", gravadas pelos Secos & Molhados em 1973. Elas também foram gravadas por As Frenéticas, Nana Caymmi, Tetê e Alzira Espíndolla, Joyce, Rolando Boldrin e Wanderléa. Dois anos após o lançamento deste documentário Luhli também falece em decorrência de asma e pneumonia, o que põe fim à dupla. Lucina segue atuante aos 71 anos de idade.