
Comentário: Trata-se de uma animação dirigida por Otto Guerra, inspirada nos quadrinhos "Piratas do Tietê", criados por Laerte Coutinho. Apesar de partir desses personagens, o filme não é uma adaptação direta de uma história específica. Em vez disso, utiliza o universo dos quadrinhos como ponto de partida para uma narrativa bastante livre, misturando ficção, metalinguagem e elementos da própria vida de Laerte.
A animação foi realizada principalmente em 2D, com um visual que procura preservar o traço dos quadrinhos originais. O estilo é assumidamente irreverente, anárquico e experimental, características que marcaram toda a carreira de Otto Guerra em filmes como "Wood & Stock: Sexo, Orégano e Rock'n'Roll".
A história acompanha os famosos piratas que navegam pelo poluído Rio Tietê, mas rapidamente se transforma em algo muito mais inusitado. O filme mistura aventuras absurdas, reflexões sobre criação artística e até uma versão ficcional da própria Laerte, embaralhando constantemente as fronteiras entre realidade e fantasia. É uma obra que faz questão de desafiar as expectativas do espectador.
Lançado em 2018, o filme foi exibido em festivais importantes e recebeu o prêmio de Melhor Longa-Metragem de Animação no Festival de Gramado. Também foi bastante comentado por abordar, ainda que de forma indireta e bem-humorada, questões ligadas à identidade e à transformação pessoal, temas que se relacionam com a trajetória pública de Laerte.
Definitivamente não é uma animação voltada para crianças. Seu humor é adulto, seu conteúdo inclui referências políticas, culturais e sexuais, e sua estrutura narrativa é propositalmente caótica. O público que costuma apreciá-la é formado principalmente por adultos interessados em quadrinhos, animação autoral e cinema experimental.
Uma curiosidade interessante é que o projeto passou por diversas mudanças ao longo de quase vinte anos de desenvolvimento. Nesse período, tanto o Brasil quanto a própria vida de Laerte mudaram significativamente, e parte dessas transformações acabou encontrando espaço dentro do filme. Por isso, “A Cidade dos Piratas” é frequentemente descrito não apenas como uma adaptação de quadrinhos, mas também como um retrato muito particular da imaginação de Otto Guerra e de Laerte.
O que eu achei: Não é um desenho para crianças e muito menos para o cidadão comum. Para acompanhar você precisa ao menos estar familiarizado com o trabalho de Laerte - pois estarão em cena os personagens Piratas do Tietê - mas também a transgeneridade da cartunista e os problemas de saúde do próprio diretor Otto Guerra, que durante o projeto é diagnosticado com câncer. Misture-se a isso um pouco de história do Brasil, inclusive a história atual. O resultado é um trabalho para poucos, mas para esses poucos, obrigatório.
A animação foi realizada principalmente em 2D, com um visual que procura preservar o traço dos quadrinhos originais. O estilo é assumidamente irreverente, anárquico e experimental, características que marcaram toda a carreira de Otto Guerra em filmes como "Wood & Stock: Sexo, Orégano e Rock'n'Roll".
A história acompanha os famosos piratas que navegam pelo poluído Rio Tietê, mas rapidamente se transforma em algo muito mais inusitado. O filme mistura aventuras absurdas, reflexões sobre criação artística e até uma versão ficcional da própria Laerte, embaralhando constantemente as fronteiras entre realidade e fantasia. É uma obra que faz questão de desafiar as expectativas do espectador.
Lançado em 2018, o filme foi exibido em festivais importantes e recebeu o prêmio de Melhor Longa-Metragem de Animação no Festival de Gramado. Também foi bastante comentado por abordar, ainda que de forma indireta e bem-humorada, questões ligadas à identidade e à transformação pessoal, temas que se relacionam com a trajetória pública de Laerte.
Definitivamente não é uma animação voltada para crianças. Seu humor é adulto, seu conteúdo inclui referências políticas, culturais e sexuais, e sua estrutura narrativa é propositalmente caótica. O público que costuma apreciá-la é formado principalmente por adultos interessados em quadrinhos, animação autoral e cinema experimental.
Uma curiosidade interessante é que o projeto passou por diversas mudanças ao longo de quase vinte anos de desenvolvimento. Nesse período, tanto o Brasil quanto a própria vida de Laerte mudaram significativamente, e parte dessas transformações acabou encontrando espaço dentro do filme. Por isso, “A Cidade dos Piratas” é frequentemente descrito não apenas como uma adaptação de quadrinhos, mas também como um retrato muito particular da imaginação de Otto Guerra e de Laerte.
O que eu achei: Não é um desenho para crianças e muito menos para o cidadão comum. Para acompanhar você precisa ao menos estar familiarizado com o trabalho de Laerte - pois estarão em cena os personagens Piratas do Tietê - mas também a transgeneridade da cartunista e os problemas de saúde do próprio diretor Otto Guerra, que durante o projeto é diagnosticado com câncer. Misture-se a isso um pouco de história do Brasil, inclusive a história atual. O resultado é um trabalho para poucos, mas para esses poucos, obrigatório.