Sinopse: 1888. Após sofrer com o ostracismo e a rejeição de suas pinturas em galerias de arte, Vincent Van Gogh (Willem Dafoe) decide ouvir o conselho de seu mentor, Paul Gauguin (Oscar Isaac), e se mudar para Arles, no sul da França. Lá, lutando contra os avanços da loucura, da depressão e das pressões sociais, o pintor holandês adentra uma das fases mais conturbadas e prolíficas de sua curta, porém meteórica trajetória.
Comentário: Julian Schnabel, diretor e artista plástico, já nos contou a história de diversas pessoas reais. Das que eu vi, vale citar em 1996 a história de Jean-Michel Basquiat, um jovem artista das ruas que é descoberto por Andy Warhol ("Basquiat - Traços de Uma Vida"). E em 2007 ele nos trouxe a história de Jean-Dominique Bauby, redator chefe da famosa revista de moda francesa "Elle" que, de uma hora para outra, se vê encarcerado em seu próprio corpo ao sofrer um AVC ("O Escafandro e a Borboleta"). Neste ele nos conta um pouco sobre a vida tempestuosa de Vincent Van Gogh, focando nos seus distúrbios psicológicos que são estudados por especialistas até hoje. Então não espere nada linear pois essa realidade paralela que o pintor enxergava serviu de inspiração para nortear a estética do filme. Dafoe no papel principal segura a onda completamente encarnando o personagem. E o filme segue na linha da animação "Com Amor, Van Gogh" defendendo a possibilidade dele ter sido morto por um disparo acidental de dois jovens que brigavam na rua ao contrário da hipótese original de suicídio. Vale ver.
