26.1.16

"Certas Dúvidas de William Kentridge" - Alex Gabassi (Brasil, 2000)

Sinopse: Filmes, desenho, instalações, teatro, ópera: William Kentridge, um dos mais importantes nomes da arte contemporânea sul-africana, transita com a mesma fluidez por diferentes meios, numa combinação de referências e técnicas que torna único o seu trabalho. Neste documentário, que o acompanha por Johannesburgo e pelo Brasil, ele fala do impacto da paisagem e das contradições sociais sobre sua obra, e comenta a vida de personagens como Felix Teitlebaum, seu alter ego. Realizado em vídeo digital e super-8 ultragranulado, numa referência aos desenhos a carvão do autor, o filme mostra ainda a montagem de uma instalação inédita de peixes virtuais e um carro real, comissionada no ano 2000 pela Associação Cultural Videobrasil para a Mostra Africana de Arte Contemporânea, em São Paulo.
Comentário: Segundo a Fundação Iberê Camargo, "William Kentridge nasceu em 1955, na cidade de Johannesburgo, África do Sul. Antes de ingressar na Johannesburg Art Foundation, onde iniciaria seus estudos no campo das Artes Visuais, o artista graduou-se em Ciências Políticas e Estudos Africanos, na Universidade de Witwatersrand, em 1976. Kentridge também demonstrou grande interesse pelo teatro, estudando, entre 1981 e 1982, na L’École Internationale de Théâtre Jacques Lecoq, em Paris. Seu pai, Sydney Kentridge, é um renomado advogado que trabalhou em defesa das vítimas do apartheid, o que o manteve sempre próximo às questões políticas de seu país. Seu trabalho, no entanto, apresenta outros elementos, misturando ironia e consciência social, experimentação técnica e poética, o íntimo e o coletivo. As obras do artista não apresentam respostas prontas: 'Me interessa uma arte política, o que quer dizer uma arte de ambiguidade, contradição, gestos incompletos e finais incertos', explica. Durante os anos 80, Kentridge trabalhou como diretor de arte para algumas séries de televisão. Nessa época, foram criadas suas primeiras animações. O processo de produção desses curtas-metragens consiste na filmagem de seus desenhos: o artista risca, apaga, muda e redesenha os traços para filmá-los novamente. Além disso, seu trabalho dentro do teatro, com cenografia, óperas e performances, também é bastante conhecido. Kentridge ganhou reconhecimento internacional em meados dos anos 90. Desde então, seu trabalho pode ser visto em museus, galerias e teatros em todo o mundo. Entre suas principais exposições, estão as mostras coletivas Documenta de Kassel, na Alemanha (1997, 2003, 2012), e a Bienal de Veneza (1993, 1999, 2005) e exposições individuais no MoMA, de Nova York (1998, 2010), no Museu Albertina, em Viena (2010), no Jeu de Paume (2011) e no Louvre, em Paris (2010), e no Metropolitan Museum of Art, em Nova York (2005)".