15.8.10

"A Múmia" - Karl Freund (EUA, 1932)

Sinopse: A trama começa em 1921, quando uma expedição inglesa descobre no Egito a múmia de Im-Ho-Tep (Boris Karloff), um sacerdote egípcio enterrado vivo há cerca de 3.700 anos. Na mesma tumba, um pergaminho traz o morto de volta à vida e a múmia, então, desaparece. Dez anos depois, uma outra expedição está prestes a retornar à Inglaterra de mãos vazias quando é procurada por um misterioso comerciante local, chamado Ardath Bey (Boris Karloff). O homem indica aos arqueólogos a verdadeira localização do túmulo da princesa Anckesen-Amon (Zita Johann). Logo os ingleses descobrirão que a múmia está viva e que está tentando usá-los para reviver sua amante do passado.
Comentário: Na época em que este filme foi feito, o gênero vivia um momento favorável, arrastando multidões aos cinemas para ver filmes de custo relativamente baixo. Karloff havia acabado de criar um magnético Frankenstein para o mítico cineasta James Whale, e os estúdios Universal queriam aproveitar a maré e capitalizar em cima das feições quadradas e marcantes do novo ídolo. Para economizar, a Universal promoveu o fotógrafo alemão Karl Freund ao posto de diretor e contratou astros desconhecidos para contracenar com Karloff. O estúdio não sabia, mas estava preparando terreno para um dos filmes de horror mais influentes da história. Não seria justo apontar um único responsável pelo feito, mas muito do mérito pertence a Freund, um dos pais da estética do impressionismo alemão, com seus cenários opressivos, associados ao uso de contrastes fortes entre claros e escuros. Freund havia fotografado obras-primas como “Metrópolis” (1927), de Fritz Lang e “O Golem” (1920). Também tinha experiência com o horror, já que fizera a câmera de “Drácula” (1931), de Tod Browning, para a mesma Universal.