
Comentário: Trata-se do filme número 86 da lista dos 100 essenciais elaborada pela Revista Bravo! em 2007. A matéria diz: “O projeto de Walt Disney era ambicioso: unir animação e música erudita e ainda tentar recuperar a popularidade de seu personagem mais importante, Mickey Mouse, que havia perdido prestígio na década de 1930. A ideia inicial era um curta estrelado pelo rato, ‘O Aprendiz de Feiticeiro’. Acabou sendo expandida e se transformou em ‘Fantasia’, longa composto de oito segmentos independentes em que as animações são acompanhadas de obras-primas de Beethoven (‘Sexta Sinfonia’, também conhecida como ‘Pastoral’), Schubert (‘Ave Maria’) e Stravinsky (‘A Sagração da Primavera’), entre outros. A regência ficou a cargo do maestro inglês Leopold Stokowsky. As oito histórias são variadas. Vão desde a reinvenção das quatro estações do ano até a Teoria da Evolução, passando por mitos gregos, balé, demônios em noite de Halloween, uma procissão religiosa e as desventuras do aprendiz vivido por Mickey. Tanta ambição não foi suficiente para transformar o longa em sucesso, tendo sido considerado por crítica e público pretensioso e enfadonho, na época. O fracasso e o alto custo de produção sepultaram os planos dos Estúdios Disney de realizar um relançamento de ‘Fantasia’ a cada ano, trazendo sempre uma nova sequência. O filme foi o primeiro da história a utilizar tecnologia estereofônica - em que o som é dividido por canais. Foi lançada uma nova versão em 1999, intitulada ‘Fantasia/2000’”.
O que eu achei: Prosseguindo na minha saga de assistir os 100 filmes Essenciais listados pela Revista Bravo! em 2007, desta vez conferi “Fantasia” (1940) no qual Walt Disney une animação com música erudita. São 8 segmentos distintos, todos conduzidos pelo maestro Leopold Stokowsky, que também apresenta e explica cada um deles. O primeiro é a “Tocata e Fuga em Ré Menor” (Bach). É o mais fraco de todos pois a animação é composta apenas por formas, linhas e cores abstratas que acompanham o ritmo e a melodia da orquestra. O segundo é a “Suíte Quebra-Nozes” (Tchaikovsky) que possui uma animação delicada composta por fadas, cogumelos dançantes, flores e peixes que celebram as estações do ano. O terceiro é “O Aprendiz de Feiticeiro” (Paul Dukas), o único que conta com um personagem da Disney - o Mickey Mouse - interpretando o jovem aprendiz que tenta usar a magia de seu mestre para não precisar carregar baldes d'água, perdendo o controle da situação. O quarto é “A Sagração da Primavera” (Stravinsky) cuja animação mostra uma visão científica sobre a criação da Terra, a evolução da vida primitiva e a ascensão e extinção dos dinossauros. O quinto é um pouco diferente: é uma espécie de interlúdio onde os músicos apresentam um rápido improviso de jazz seguido do narrador interagindo diretamente com a própria representação visual do som: a 'trilha sonora'. O sexto - “Sinfonia Pastoral” (Beethoven) – mostra um cenário mitológico grego com centauros, pégasos, faunos e o deus Baco, interrompido por uma tempestade causada por Júpiter. O sétimo apresenta “Dança das Horas” (Amilcare Ponchielli) da ópera “Gioconda”. É o melhor de todos. A animação é uma sátira bem-humorada do balé clássico executada por avestruzes, hipopótamos, elefantes e jacarés. E, por fim, o oitavo segmento, apresenta “A Noite no Monte Calvo” (Modest Mussorgsky) seguido de “Ave Maria” (Franz Schubert). A animação começa mostrando o demônio Chernabog convocando os maus espíritos nas trevas. O som dos sinos da alvorada dissipa a escuridão, dando lugar a uma procissão de fiéis com tochas, simbolizando a vitória da luz sobre as trevas. O longa dura pouco mais de 2hs e, como disse a Revista Bravo!, é enfadonho e foi um fracasso de bilheteria. Está na lista de ‘essenciais’ apenas porquê foi o primeiro da história a utilizar tecnologia estereofônica. Terminei de ver me perguntando a que público ele se destina, já que o conteúdo de alguns segmentos não é indicado para crianças (o demônio é assustador, as almas penadas também, as abstrações não devem despertar interesse). Aparentemente a ideia era atingir um público mais maduro e intelectualizado, apreciador de música erudita, mas algumas animações são extremamente infantis (como a do Mickey sendo aprendiz de feiticeiro ou outras com fadas fofas e casais de cavalinhos). Concluí que ele acaba não agradando público nenhum. Nem sei como em 1999 lançaram uma nova versão chamada “Fantasia 2000”. Com certeza não pretendo ver.
O que eu achei: Prosseguindo na minha saga de assistir os 100 filmes Essenciais listados pela Revista Bravo! em 2007, desta vez conferi “Fantasia” (1940) no qual Walt Disney une animação com música erudita. São 8 segmentos distintos, todos conduzidos pelo maestro Leopold Stokowsky, que também apresenta e explica cada um deles. O primeiro é a “Tocata e Fuga em Ré Menor” (Bach). É o mais fraco de todos pois a animação é composta apenas por formas, linhas e cores abstratas que acompanham o ritmo e a melodia da orquestra. O segundo é a “Suíte Quebra-Nozes” (Tchaikovsky) que possui uma animação delicada composta por fadas, cogumelos dançantes, flores e peixes que celebram as estações do ano. O terceiro é “O Aprendiz de Feiticeiro” (Paul Dukas), o único que conta com um personagem da Disney - o Mickey Mouse - interpretando o jovem aprendiz que tenta usar a magia de seu mestre para não precisar carregar baldes d'água, perdendo o controle da situação. O quarto é “A Sagração da Primavera” (Stravinsky) cuja animação mostra uma visão científica sobre a criação da Terra, a evolução da vida primitiva e a ascensão e extinção dos dinossauros. O quinto é um pouco diferente: é uma espécie de interlúdio onde os músicos apresentam um rápido improviso de jazz seguido do narrador interagindo diretamente com a própria representação visual do som: a 'trilha sonora'. O sexto - “Sinfonia Pastoral” (Beethoven) – mostra um cenário mitológico grego com centauros, pégasos, faunos e o deus Baco, interrompido por uma tempestade causada por Júpiter. O sétimo apresenta “Dança das Horas” (Amilcare Ponchielli) da ópera “Gioconda”. É o melhor de todos. A animação é uma sátira bem-humorada do balé clássico executada por avestruzes, hipopótamos, elefantes e jacarés. E, por fim, o oitavo segmento, apresenta “A Noite no Monte Calvo” (Modest Mussorgsky) seguido de “Ave Maria” (Franz Schubert). A animação começa mostrando o demônio Chernabog convocando os maus espíritos nas trevas. O som dos sinos da alvorada dissipa a escuridão, dando lugar a uma procissão de fiéis com tochas, simbolizando a vitória da luz sobre as trevas. O longa dura pouco mais de 2hs e, como disse a Revista Bravo!, é enfadonho e foi um fracasso de bilheteria. Está na lista de ‘essenciais’ apenas porquê foi o primeiro da história a utilizar tecnologia estereofônica. Terminei de ver me perguntando a que público ele se destina, já que o conteúdo de alguns segmentos não é indicado para crianças (o demônio é assustador, as almas penadas também, as abstrações não devem despertar interesse). Aparentemente a ideia era atingir um público mais maduro e intelectualizado, apreciador de música erudita, mas algumas animações são extremamente infantis (como a do Mickey sendo aprendiz de feiticeiro ou outras com fadas fofas e casais de cavalinhos). Concluí que ele acaba não agradando público nenhum. Nem sei como em 1999 lançaram uma nova versão chamada “Fantasia 2000”. Com certeza não pretendo ver.