
Comentário: Trata-se de mais um filme do lituano Sharunas Bartas (1964) de quem já assisti o experimental “A Casa” (1997). Segundo o site The Seventh Art, trata-se do “mais inusitado de todos os filmes de Bartas, o pré-apocalíptico ‘Sete Homens Invisíveis’ (2005) começa como um filme de gênero - um bando de ladrões tentando fugir da polícia após roubar e vender um carro. Só depois de cerca de meia hora, quando um deles chega a uma fazenda quase totalmente separada do resto do mundo, é que o filme entra no mundo de Bartas. ‘Sete Homens Invisíveis’ é o mais falante, mais rapidamente editado e o mais politicamente concreto de todos os filmes do realizador e pode ser precisamente essa a ideia - servir de contraponto a todos os filmes anteriores. Embora haja muita conversa no filme, raramente elas resultam em conversas significativas, trazendo os personagens de volta à desesperança dos trabalhos anteriores do diretor. Tal como ‘Liberdade’, todos os personagens aqui são pessoas que vivem à margem da sociedade – vigaristas e minorias étnicas e religiosas – que parecem ter-se isolado com este seu assentamento. Todos esses personagens parecem estar tentando escapar de seu passado agonizante e da política do mundo que parece não lhes dar margem de manobra para começar de novo (o assalto pode ter sido a última tentativa de fuga), em vão. Nos minutos finais que lembram ‘O Sacrifício’ (1986), de Tarkovski, vemos a casa onde os personagens estavam virar pó. Mas, ao contrário de Tarkovski, é o cinismo de Bartas que oprime e ele vê os seus personagens como seres autodestrutivos que perderam todo o controle das suas vidas e a esperança de um futuro melhor”.
O que disse a crítica: GT do site IFFR gostou. Escreveu: “Bartas é o mestre da sensualidade silenciosa. Um homem de poucas palavras; um dos grandes cineastas pictóricos do cinema moderno, mais aliado de Rembrandt do que de Alexander Sokurov. Através de iluminação pungente e enquadramentos incomuns, Bartas consegue dar a rostos e paisagens emoção e beleza de tirar o fôlego”.
Lisa Nesselson do site Variety também gostou. Disse: “O doloroso oitavo longa-metragem de Sharunas Bartas, ‘Sete Homens Invisíveis’, parece sugerir que só porque as pessoas estão entediadas, deprimidas e têm poucas perspectivas além da próxima bebida forte ou cigarro forte, não significa que não devemos passar duas horas presos em sua companhia. Uma pílula para dormir de celulóide (...), mas um golpe hermético de realização estética para os frequentadores de festivais, uma ode à miséria humana, centrada em um pequeno grupo de homens e mulheres na Crimeia, capturadas em cada graduação de sombrio”.
Olivier Pélisson do site Zurban achou mediano. Disse: “Apesar da beleza de certas tomadas, ficamos entediados diante de uma obra que é apenas uma demonstração estética”.
O que eu achei: O filme até tem alguma beleza estética - há uma cena belíssima que envolve centenas de pássaros numa estrada -, mas o diálogo e a história em si são vazios o suficiente para você ir se desinteressando ao longo das quase 2hs de duração. Começa mostrando um grupo de pessoas roubando um carro e, posteriormente, seguindo em direção à uma fazenda onde vão se reunir com os mais variados tipos – todos bêbados, dançando, fumando, cantando e conversando – formando um retrato desses seres invisíveis à sociedade. Tem uma premissa interessante porém termina com você fazendo um grande esforço para chegar até o final. Entediante resume.
O que disse a crítica: GT do site IFFR gostou. Escreveu: “Bartas é o mestre da sensualidade silenciosa. Um homem de poucas palavras; um dos grandes cineastas pictóricos do cinema moderno, mais aliado de Rembrandt do que de Alexander Sokurov. Através de iluminação pungente e enquadramentos incomuns, Bartas consegue dar a rostos e paisagens emoção e beleza de tirar o fôlego”.
Lisa Nesselson do site Variety também gostou. Disse: “O doloroso oitavo longa-metragem de Sharunas Bartas, ‘Sete Homens Invisíveis’, parece sugerir que só porque as pessoas estão entediadas, deprimidas e têm poucas perspectivas além da próxima bebida forte ou cigarro forte, não significa que não devemos passar duas horas presos em sua companhia. Uma pílula para dormir de celulóide (...), mas um golpe hermético de realização estética para os frequentadores de festivais, uma ode à miséria humana, centrada em um pequeno grupo de homens e mulheres na Crimeia, capturadas em cada graduação de sombrio”.
Olivier Pélisson do site Zurban achou mediano. Disse: “Apesar da beleza de certas tomadas, ficamos entediados diante de uma obra que é apenas uma demonstração estética”.
O que eu achei: O filme até tem alguma beleza estética - há uma cena belíssima que envolve centenas de pássaros numa estrada -, mas o diálogo e a história em si são vazios o suficiente para você ir se desinteressando ao longo das quase 2hs de duração. Começa mostrando um grupo de pessoas roubando um carro e, posteriormente, seguindo em direção à uma fazenda onde vão se reunir com os mais variados tipos – todos bêbados, dançando, fumando, cantando e conversando – formando um retrato desses seres invisíveis à sociedade. Tem uma premissa interessante porém termina com você fazendo um grande esforço para chegar até o final. Entediante resume.