24.8.23

“Thelma & Louise” - Ridley Scott (EUA, 1991)

Sinopse:
Louise Sawyer (Susan Sarandon) é uma garçonete quarentona e Thelma (Geena Davis) é uma jovem dona-de-casa. Cansadas da vida monótona que levam, as amigas resolvem deixar tudo para trás e pegar a estrada. Durante a viagem, elas se envolvem em um crime e decidem fugir para o México, mas acabam sendo perseguidas pela polícia americana.
Comentário: Trata-se de um clássico do diretor Ridley Scott de quem já assisti pelo menos sete filmes dentre eles a obra-prima “Blade Runner, o Caçador de Androides” (1982) e o ótimo "Alien, o Oitavo Passageiro" (1979). O filme conta a história de uma garçonete (Susan Sarandon) e uma jovem dona de casa do Arkansas (Geena Davis), EUA, que resolvem viajar para escapar do tédio e da rotina. Contudo, o passeio tranquilo de um final de semana se transforma em uma perseguição policial com destino ao México e à liberdade. Vitória Campos da revista Rolling Stone nos conta que “Na época [1991], não era tão comum ver mulheres estrelando filmes desse gênero, mas, felizmente, a inovação se tornou um sucesso. ‘Thelma & Louise’ foi indicado ao Oscar em cinco categorias, e venceu o prêmio de Melhor Roteiro Original”. Nina Lemos, colunista do site Universa, assinala que “Há 30 anos, o feminismo não estava na moda ou na boca de todas as garotas. Também não existiam termos como ‘empoderamento’, ‘sororidade’ e ‘masculinidade tóxica’. Também não falávamos abertamente sobre cultura de estupro e como isso tinha que ser combatido. Deve ser em parte por isso ‘Thelma e Louise’, dirigido por Ridley Scott em cima do roteiro de Callie Khouri, é um clássico, um daqueles filmes que vão ficar para sempre. (...) Trinta anos se passaram. E mulheres ainda precisam brigar para ter o mesmo espaço e respeito que os homens nos cinemas? E, sim, ‘Thelma e Louise’ ainda são atuais e ainda têm muito o que ensinar para as garotas que ainda não eram nascidas na época em que as personagens arrasaram nos cinemas”.
O que disse a crítica: Conrado Heoli do site Papo de Cinema não gostou. Escreveu: “Com fotografia, figurinos e direção de arte evidentemente datados e carregados com o que deve permanecer enterrado nos anos 1990, ‘Thelma & Louise’ é incoerente no que defende e repleto de códigos comuns a tantos filmes. A amarga desventura das amigas reserva alguns momentos cômicos e até tocantes, porém o que se salva numa revisão são mesmo as performances de Davis e Sarandon, assertivamente indicadas ao Oscar como protagonistas de um filme quase esquecível, não fosse suas magnéticas presenças”.
Já Leonardo Campos do site Plano Crítico classificou como obra-prima. Disse: “Ao longo dos seus 129 minutos, ‘Thelma e Louise’ mostra-se uma narrativa sobre emancipação que encanta e nos faz refletir, nos dias atuais, sobre os papeis que foram determinados para as mulheres encenarem na sociedade: o lado coadjuvante da cena, sempre à sombra das vontades de uma existência que gravita em torno do patriarcalismo. Elas mostraram que seriam diferentes, mesmo tendo que pagar o preço que pagaram. (...) [O tempo passou] e o filme ainda continua forte: é bastante citado no bojo dos estudos acadêmicos, bem como nas reportagens sobre liberdade feminina”.
O que eu achei: Imagine duas mulheres - Thelma (Geena Davis) e Louise (Susan Sarandon) – que, para espairecer um pouco da vida cotidiana, resolvem pegar um carro e ir pescar nas montanhas por um fim de semana. Thelma já enfrenta, em casa, a opressão machista com o marido. Louise é garçonete, tem um namorado, e também se encontra cansada. A ideia então é tirar uma folga de tudo e se divertir. Mas elas não imaginam o que virá pela frente. Em cada esquina vão encontrar um macho de plantão. Até em um assassinato elas se envolvem. É um filme de estrada (road movie) mostrando um mero passeio se transformando numa fuga da polícia. No elenco, além das duas atrizes, há ainda o jovem Brad Pitt e o ótimo Harvey Keitel. O final é surpreendente. Com certeza, uma boa pedida. Atenção à empolgante trilha sonora de Hans Zimmer.