
Comentário: Trata-se de um filme do diretor americano Woody Allen de quem já assisti mais de 20 filmes, dentre eles as pérolas “Noivo Neurótico, Noiva Nervosa” (1977), "Zelig" (1983), "Simplesmente Alice" (1990), "Ponto Final - Match Point" (2005), "Scoop - O Grande Furo" (2006), "Meia-Noite em Paris" (2011), "Para Roma com Amor" (2012) e "Café Society" (2016). O filme conta a história do genial cineasta Val Waxman – interpretado pelo próprio Woody Allen - cujas excentricidades não são bem vistas pelos executivos. Com isso ele tem estado bem parado, fazendo apenas pequenos comerciais de tv. Ocorre que a produtora Ellie, ex-mulher de Waxman e atual noiva de um chefe de estúdio, tem um plano: convencer o atual affair a contratar o ex-marido para dirigir um filme sobre Nova York, tema que o diretor domina. Depois de certa discussão, justamente no primeiro dia de filmagens, ele é acometido de cegueira psicossomática, mas como ele não pode correr o risco de outro revés em sua carreira, ele decide comandar cego a tal produção.
O que disse a crítica: Marcelo Hessell do site Omelete avaliou o filme como regular. Escreveu: “Algumas piadas arrancam riso pelo tipo físico do ator, seus trejeitos, como na cena em que Waxman assiste abismado aos copiões finais da filmagem cega. Mas não espere algo parecido com um ‘Crepúsculo dos Deuses’ (Sunset Blvd., de Billy Wilder, 1950) do novo milênio, um manifesto rebelde contra a indústria do cinema vindo da própria máquina hollywoodiana. Não foi desta vez que Allen conseguiu aliar equilibradamente o artístico e o popular, o sonho que divide com Waxman”.
Renato Cabral do site Papo de Cinema avaliou como mediano. Disse: “Apesar de trazer um elenco grandioso e bom, dado os nomes de George Hamilton, Treat Williams e Mark Rydell - além das duas atrizes citadas anteriormente - o filme amargurou um duro fracasso nos Estados Unidos e acabou tendo sua estreia cancelada nos cinemas do Reino Unido. Já constatado por boa parte da crítica, ‘Dirigindo no Escuro’ sofre de um problema de edição. São quase duas horas que o tornam maçante. Podendo ser mais conciso e direto em sua trama, o cineasta acaba se arrastando em alguns momentos na tela. Mesmo assim, boas risadas aqui e ali são garantidas”.
Leonardo Campos do site Plano Crítico avaliou como bom. Escreveu: “Na seara dos elementos da linguagem cinematográfica, digamos que Woody Allen não decepciona nunca. Apesar de não ser adepto de posturas categóricas, posso inferir que o diretor é bastante cuidadoso ao gerenciar a sua equipe. A trilha sonora é sempre boa, o design de produção é apurado, o que por sua vez, interfere na boa direção de fotografia, na iluminação, na cenografia e no figurino. A montagem consegue unir estes elementos e dar o máximo de eficiência visual, o que não podemos dizer do roteiro, elemento fundamental para a condução dos conflitos da narrativa”.
O que eu achei: O filme tem aquela pegada comum na filmografia de Allen que são as questões autorreferentes. Ele aparece como ator, mas interpreta basicamente a si mesmo, assim como em diversos outros filmes de sua carreira. Neste, ele brinca com o sistema de produção norte-americano, brinca com os atores sem talento, as celebridades, com aqueles que seus egos são maiores que eles mesmos, com a sede de dinheiro dos estúdios. Cheio de momentos hilários, o filme arranca boas gargalhadas de quem o assiste que não vai se arrepender ao final. Não é uma obra-prima, mas ver um filme do Woody Allen é sempre certeza de muita diversão e este não decepciona.
O que disse a crítica: Marcelo Hessell do site Omelete avaliou o filme como regular. Escreveu: “Algumas piadas arrancam riso pelo tipo físico do ator, seus trejeitos, como na cena em que Waxman assiste abismado aos copiões finais da filmagem cega. Mas não espere algo parecido com um ‘Crepúsculo dos Deuses’ (Sunset Blvd., de Billy Wilder, 1950) do novo milênio, um manifesto rebelde contra a indústria do cinema vindo da própria máquina hollywoodiana. Não foi desta vez que Allen conseguiu aliar equilibradamente o artístico e o popular, o sonho que divide com Waxman”.
Renato Cabral do site Papo de Cinema avaliou como mediano. Disse: “Apesar de trazer um elenco grandioso e bom, dado os nomes de George Hamilton, Treat Williams e Mark Rydell - além das duas atrizes citadas anteriormente - o filme amargurou um duro fracasso nos Estados Unidos e acabou tendo sua estreia cancelada nos cinemas do Reino Unido. Já constatado por boa parte da crítica, ‘Dirigindo no Escuro’ sofre de um problema de edição. São quase duas horas que o tornam maçante. Podendo ser mais conciso e direto em sua trama, o cineasta acaba se arrastando em alguns momentos na tela. Mesmo assim, boas risadas aqui e ali são garantidas”.
Leonardo Campos do site Plano Crítico avaliou como bom. Escreveu: “Na seara dos elementos da linguagem cinematográfica, digamos que Woody Allen não decepciona nunca. Apesar de não ser adepto de posturas categóricas, posso inferir que o diretor é bastante cuidadoso ao gerenciar a sua equipe. A trilha sonora é sempre boa, o design de produção é apurado, o que por sua vez, interfere na boa direção de fotografia, na iluminação, na cenografia e no figurino. A montagem consegue unir estes elementos e dar o máximo de eficiência visual, o que não podemos dizer do roteiro, elemento fundamental para a condução dos conflitos da narrativa”.
O que eu achei: O filme tem aquela pegada comum na filmografia de Allen que são as questões autorreferentes. Ele aparece como ator, mas interpreta basicamente a si mesmo, assim como em diversos outros filmes de sua carreira. Neste, ele brinca com o sistema de produção norte-americano, brinca com os atores sem talento, as celebridades, com aqueles que seus egos são maiores que eles mesmos, com a sede de dinheiro dos estúdios. Cheio de momentos hilários, o filme arranca boas gargalhadas de quem o assiste que não vai se arrepender ao final. Não é uma obra-prima, mas ver um filme do Woody Allen é sempre certeza de muita diversão e este não decepciona.