11.10.22

"O Rei Leão" - Jon Favreau (EUA, 2019)

Sinopse:
Estamos na savana africana, onde nasce o futuro rei das Terras do Reino, Simba. O pequeno leão que idolatra seu pai, o Rei Mufasa, é fiel ao seu destino de assumir o reinado. Mas nem todos do reino pensam dessa maneira. Scar, irmão de Mufasa e ex-herdeiro do trono, tem seus próprios planos. A batalha pela Pedra do Reino é repleta de traição, eventos trágicos e drama, o que acaba resultando no exílio de Simba. Com a ajuda dos seus novos dois amigos, Timão e Pumba, Simba terá que crescer e voltar para recuperar o que é seu por direito.
Comentário: "O Rei Leão" (2019) é um remake do longa-metragem animado homônimo de 1994, inspirado na obra Hamlet, de William Shakespeare. Produzido pela Walt Disney Pictures e Fairview Entertainment, ele conta com as vozes de Donald Glover, Beyoncé, James Earl Jones, Chiwetel Ejiofor, Billy Eichner, Seth Rogen, John Oliver, John Kani e Alfre Woodard. O trabalho de animação é todo feito em computação gráfica, procurando ser o mais próximo possível da realidade. Há cenas que nos deixam em dúvida se o que estamos vendo são filmagens feitas na floresta ou se é animação. Em 2016, Favreau já havia sido elogiado por sua inovação técnica na versão live-action de "Mogli: O Menino Lobo", mas nesta produção há uma diferença crucial em relação à anterior. Enquanto "Mogli" contava com o ator Neel Sethi no papel título, "O Rei Leão" não tem absolutamente nenhum elemento que não seja animado. O malabarismo entre fidelidade ao original e inovação também ditou o desenvolvimento do roteiro e da trilha sonora do remake. O filme de Favreau inclui todas as canções ouvidas no original de 1994 que ganharam novos arranjos nas mãos de Hans Zimmer, Elton John, Tim Rice e Lebo M.
O que disse a crítica: Márcio Sallem do Cinema com Crítica, por exemplo, ressaltou que a qualidade técnica da animação fotorrealista é também seu maior defeito pois, ao criar animais que "parecem reais", eles acabam não provocando tantas emoções ou sentimentos, algo que ocorre com facilidade na animação clássica. Ao final, concluiu que a refilmagem é "somente uma cópia realizada pelo aluno mais rico da turma: ele tem todos os melhores recursos que o dinheiro pode comprar à disposição e certamente encantará nossos olhares com pirotecnia. Só lhe falta o coração, e sem este não existe vida na arte".
O que eu achei: A trilha sonora, cheia de nomes famosos, por incrível que pareça, foi a parte que mais me incomodou: o resultado ficou tão grandioso e exagerado que mais atrapalha a história do que acrescenta algo. Quanto à comparação com a versão de 1994, não posso dizer nada pois nunca assisti, mas a crítica especializada em peso acha aquela mais emocionante do que esta.