31.5.22

“Viridiana” - Luis Buñuel (Espanha/México, 1961)

Sinopse:
 
Don Jaime (Fernando Rey), um velho nobre espanhol, vive solitário em sua fazenda desde a morte de sua esposa, ocorrida no dia de seu casamento. Um dia ele recebe a visita de sua sobrinha Viridiana (Silvia Pinal), uma noviça, que tem grande semelhança com sua mulher.
Comentário: Este é mais um filme da lista de essenciais elaborada pela Revista Bravo! em 2007. A revista conta que, "em 1936, com as condições de trabalho dificultadas pela Guerra Civil, Luis Buñuel deixou a Espanha e foi para o México, onde realizou pérolas como 'Os Esquecidos' (1950), 'O Alucinado' (1952) e 'Escravos do Rancor' (1954). Apenas em 1961, 25 anos depois do exílio, Buñuel pôde voltar a sua terra natal, ironicamente convidado pelo Ministro da Cultura do general e ditador Francisco Franco. O resultado do retorno, 'Viridiana', chocou tanto o governo e a igreja que Buñuel novamente precisou ir embora - outra vez para o México e, mais tarde, para a França -, e o filme acabou proibido na Espanha por vários anos. Dá para entender: 'Viridiana' é uma pedrada do diretor (que dizia ser ateu, 'graças a Deus') no cristianismo e suas contradições. É uma alfinetada na acomodada adesão católica a Franco durante a guerra. (...) A pressão do Vaticano (...) e da ditadura franquista não foi suficiente para prejudicar o desempenho do filme e 'Viridiana' ganhou a Palma de Ouro em Cannes". O título "Viridiana" se refere à uma santa pouco conhecida do século XIII. Atenção à cena da ceia dos mendigos na qual ele reproduz o quadro "A Última Ceia" de Leonardo Da Vinci.