Sinopse: Um camaleão que viveu a vida toda como um animal de estimação se perde dos seus donos e vai parar numa cidade de fronteira entre os EUA e o México chamada Poeira. Sem nenhuma experiência de vida mas fingindo ser uma pessoa autoritária, perigosa e determinada ele acaba se tornando xerife da cidade. Uma série de desafios obrigam Rango a se tornar um verdadeiro herói.
Comentário: "Rango" é uma animação dirigida por Gore Verbinski, conhecido principalmente por dirigir parte da franquia "Piratas do Caribe". Produzido pela Paramount Pictures em parceria com a Industrial Light & Magic, o filme utiliza animação digital 3D e apresenta uma história original fortemente inspirada pelos faroestes clássicos de Hollywood.
A trama acompanha Rango, um camaleão doméstico que, após um acidente, vai parar em uma cidade perdida no deserto chamada Dirt. Sem saber exatamente quem é, ele acaba assumindo a identidade de um corajoso pistoleiro e, quase por acaso, torna-se xerife da cidade. A partir daí, precisa enfrentar uma crise de abastecimento de água e descobrir uma conspiração que ameaça os moradores.
Embora seja uma animação protagonizada por animais falantes, “Rango” dialoga diretamente com o universo dos westerns. O filme faz referências a clássicos do gênero, especialmente às obras de diretores como Sergio Leone, além de homenagear personagens e situações típicas dos faroestes. O resultado é uma produção que funciona tanto como aventura para crianças quanto como uma brincadeira sofisticada para espectadores adultos familiarizados com essas referências.
Visualmente, o filme chamou atenção por seu estilo menos idealizado do que o habitual nas animações da época. Os personagens possuem aparência propositalmente estranha, cheia de rugas, sujeira e imperfeições, reforçando a atmosfera árida do deserto. Outra curiosidade bastante comentada durante a produção foi o método utilizado pelos atores: em vez de apenas gravarem as vozes em estúdio, eles também interpretaram muitas cenas fisicamente, atuando juntos para ajudar os animadores a capturar movimentos e interações mais naturais.
O protagonista recebeu a voz original de Johnny Depp, cuja interpretação contribuiu significativamente para o carisma do personagem. O elenco também contou com nomes como Isla Fisher, Bill Nighy e Alfred Molina.
“Rango” foi muito bem recebido pela crítica e venceu o Oscar de Melhor Animação, tornando-se o primeiro filme fora dos estúdios Pixar ou Disney a conquistar a categoria após vários anos de domínio dessas empresas. Também recebeu diversos outros prêmios internacionais.
Embora seja acessível para crianças, a animação costuma agradar especialmente adolescentes e adultos por seu humor mais sofisticado, pelas referências cinematográficas e pela forma como discute temas como identidade, poder, corrupção e construção de mitos. É um daqueles raros casos em que uma animação consegue funcionar simultaneamente como entretenimento familiar e homenagem a um gênero clássico do cinema.
O que eu achei: Muito bem feita e bem humorada essa animação. Como disse Roberto Cunha do site Adoro Cinema: "uma das primeiras coisas que despertaram interesse nesse projeto foi a coincidência de Johnny Depp interpretar um camaleão, uma vez que ele se adaptou perfeitamente aos diversos papéis [no decorrer de sua carreira] por mais estranhos que fossem". Assim, assistir à essa animação que ganhou o Oscar em 2012 com o som original é, como sempre, uma boa pedida pois, além de Depp, há os roceiros locais com seus sotaques americanos diversos. É um filme cheio de metáforas que vai agradar mais aos adultos do que às crianças. Atenção para um dos poucos personagens "humanos" - o Espírito do Oeste - com a aparência claramente inspirada no ator Clint Eastwood, o icônico Homem sem Nome dos filmes do Sergio Leone. O nome Rango que o camaleão adota e que dá título ao filme sai da bebida de cacto cuja marca é Durango – um dos 31 Estados do México – de onde o lagarto tira as quatro últimas letras e cria seu personagem.
A trama acompanha Rango, um camaleão doméstico que, após um acidente, vai parar em uma cidade perdida no deserto chamada Dirt. Sem saber exatamente quem é, ele acaba assumindo a identidade de um corajoso pistoleiro e, quase por acaso, torna-se xerife da cidade. A partir daí, precisa enfrentar uma crise de abastecimento de água e descobrir uma conspiração que ameaça os moradores.
Embora seja uma animação protagonizada por animais falantes, “Rango” dialoga diretamente com o universo dos westerns. O filme faz referências a clássicos do gênero, especialmente às obras de diretores como Sergio Leone, além de homenagear personagens e situações típicas dos faroestes. O resultado é uma produção que funciona tanto como aventura para crianças quanto como uma brincadeira sofisticada para espectadores adultos familiarizados com essas referências.
Visualmente, o filme chamou atenção por seu estilo menos idealizado do que o habitual nas animações da época. Os personagens possuem aparência propositalmente estranha, cheia de rugas, sujeira e imperfeições, reforçando a atmosfera árida do deserto. Outra curiosidade bastante comentada durante a produção foi o método utilizado pelos atores: em vez de apenas gravarem as vozes em estúdio, eles também interpretaram muitas cenas fisicamente, atuando juntos para ajudar os animadores a capturar movimentos e interações mais naturais.
O protagonista recebeu a voz original de Johnny Depp, cuja interpretação contribuiu significativamente para o carisma do personagem. O elenco também contou com nomes como Isla Fisher, Bill Nighy e Alfred Molina.
“Rango” foi muito bem recebido pela crítica e venceu o Oscar de Melhor Animação, tornando-se o primeiro filme fora dos estúdios Pixar ou Disney a conquistar a categoria após vários anos de domínio dessas empresas. Também recebeu diversos outros prêmios internacionais.
Embora seja acessível para crianças, a animação costuma agradar especialmente adolescentes e adultos por seu humor mais sofisticado, pelas referências cinematográficas e pela forma como discute temas como identidade, poder, corrupção e construção de mitos. É um daqueles raros casos em que uma animação consegue funcionar simultaneamente como entretenimento familiar e homenagem a um gênero clássico do cinema.
O que eu achei: Muito bem feita e bem humorada essa animação. Como disse Roberto Cunha do site Adoro Cinema: "uma das primeiras coisas que despertaram interesse nesse projeto foi a coincidência de Johnny Depp interpretar um camaleão, uma vez que ele se adaptou perfeitamente aos diversos papéis [no decorrer de sua carreira] por mais estranhos que fossem". Assim, assistir à essa animação que ganhou o Oscar em 2012 com o som original é, como sempre, uma boa pedida pois, além de Depp, há os roceiros locais com seus sotaques americanos diversos. É um filme cheio de metáforas que vai agradar mais aos adultos do que às crianças. Atenção para um dos poucos personagens "humanos" - o Espírito do Oeste - com a aparência claramente inspirada no ator Clint Eastwood, o icônico Homem sem Nome dos filmes do Sergio Leone. O nome Rango que o camaleão adota e que dá título ao filme sai da bebida de cacto cuja marca é Durango – um dos 31 Estados do México – de onde o lagarto tira as quatro últimas letras e cria seu personagem.
