Sinopse: O filme acompanha a trajetória do artista plástico Kurt (vivido na infância por Cai Cohrs e na idade adulta por Tom Schilling). Quando criança, na Alemanha nazista do final dos anos 1930, ele adora sua tia Elisabeth (Saskia Rosendahl), mas ela acaba sofrendo um triste destino. Já adulto, ele consegue escapar da Alemanha Oriental e passa a viver seus dias no lado Ocidental do país, mas ainda assim é atormentado pelos traumas da sua infância.
Comentário: É o segundo filme que eu vejo do diretor alemão Florian Henckel Von Donnersmarck. O primeiro foi o excelente "A Vida dos Outros" (2006). Depois, dizem que ele lançou um filme bem fraco chamado "O Turista" (2010) e agora ele nos surpreende com esse ótimo "Nunca Deixe de Lembrar". A tradução do título, para variar, está muito distante do que deveria ser. O nome original "Werk Ohne Autor" significa "Obra Sem Autor" fazendo alusão direta aos primeiros trabalhos do pintor alemão Gerhard Richter que utilizava fotografias de amadores ou fotojornalísticas como ponto de referência para suas pinturas e depois as borrava. Sem citar em nenhum momento o nome do pintor, o filme está inspirado em sua vida. Sem pressa em nos contar sua longa trajetória o filme se estende por 3h9m, então aperte o play preparado. Atenção para o professor de arte de Kurt inspirado no artista Joseph Beuys, que foi chefe do departamento de escultura na Kunstakadamie em Dusseldorf no início dos anos 1960.
