Sinopse: Mati (Rokhaya Niang), também conhecida como Madame Brouette, ganha a vida empurrando seu carrinho de mão nos corredores da feira livre de Sandaga, no Senegal. Divorciada, ela sonha um dia abrir sua própria lanchonete para ganhar a vida com dignidade, junto com sua filha Ndèye (Ndeye Seneba Seck) e sua amiga Ndaxté (Kadiatou Sy), que também fugiu de um casamento violento. Um dia, ao amanhecer, os moradores do distrito de Niayes Thiokeert são acordados pelo som de tiros. Madame Brouette confessa ter matado o marido e todos seus vizinhos se unem para defendê-la.
Comentário: Trata-se de mais um filme da Mostra de Cinemas Africanos que está sendo exibida na plataforma do SESC Digital. Desta vez o filme é do Senegal. Segundo Flávio Braga do site Vivente Andante, "é como dizem por aí, o mais interessante da viagem é o caminho, não o destino. E é isso que torna o filme bastante interessante. Além disso, o principal ponto a ser observado durante o filme todo é a cumplicidade das mulheres em proteger Mati. O que une as personagens do filme é o que Vilma Piedade chama de 'dororidade', que, em poucas palavras, é a cumplicidade entre mulheres negras diante da dor que só as mulheres negras reconhecem, ou seja, é um pacto social e ético em torno das dores que essas mulheres têm em comum".
