Sinopse: Após a crise financeira de 2008, Ricky (Kris Hitchen) e sua família se encontram em situação financeira precária. Ele decide adquirir uma pequena van na intenção de trabalhar com entregas, enquanto sua esposa (Debbie Honeywood) luta para manter a profissão de cuidadora. No entanto, o trabalho informal não traz a recompensa prometida e, aos poucos, os membros da família passam a ser jogados uns contra os outros.
Comentário: Recentemente tivemos no Brasil um protesto de motoboys pedindo taxas mais justas dos aplicativos e ajuda com itens básicos de proteção frente à pandemia. Eles trabalham para empresas como iFood, UberEats e Rappi cuja própria pandemia e a necessidade da população ficar em casa escancarou a rotina desses trabalhadores que passam até 14 horas por dia fazendo trajetos para entregar itens como alimentos e afins. O filme, de 2019, vai exatamente nessa direção. Estamos nos tempos da “uberização” das relações de trabalho e da “neo-escravidão” com o desmanche dos direitos adquiridos pela CLT. No filme, o personagem Ricky Turner, casado, pai de dois filhos, desempregado, resolve ser seu próprio patrão. Neste clima de “milagre do empreendedorismo”, a empresa que o contrata para que ele compre um carro e passe a fazer entregas, acena com liberdade de horários e com o retorno financeiro que terá com seus esforços, mas a realidade mostrará a ele a verdadeira face de ser um colaborador. É um filme urgente, imperdível e obrigatório.
