Sinopse: Em Israel, somente os rabinos tem o poder de firmar ou dissolver um casamento. Mas esta última opção só se concretizará se houver total consentimento do marido. Viviane Amsalem (Ronit Elkabetz) está pedindo um divórcio há três anos, mas seu marido, Elisha (Simon Abkarian), o nega. A intransigência do marido e a determinação de Viviane em lutar por sua liberdade dão o contorno deste processo.
Comentário: No mundo ocidental é inconcebível que uma mulher não tenha direito de se separar de seu companheiro. Porém em Israel a coisa não funciona assim. Não há união, casamento ou divórcio através do civil. Essas cerimônias e acordos são realizados por rabinos. O estado não é laico e mantém o judaísmo enraizado em questões que não são de ordem religiosa. E como a religião é dominada pela presença masculina, essa visão é basicamente machista. O divórcio tem todo seu processo baseado na decisão do marido. As mulheres são vistas como propriedade desses homens. O filme questiona este princípio ortodoxo através da história de uma esposa que luta, durante cinco anos, para obter o divórcio de um marido controlador. Como ele se recusa a conceder a separação, os rabinos e juízes nada podem fazer para resolver o caso. Tudo isso só confirma que não é por nada que a luta feminista é atual e se intensifica a cada dia. No papel principal está Ronit Elkabetz, que também dirige o filme junto com seu irmão, mas veio a falecer de câncer em 2016, dois anos depois do lançamento do filme.
