Sinopse: 15 de janeiro de 2009. Logo após decolar do aeroporto de LaGuardia, em Nova York, uma revoada de pássaros atinge as turbinas do avião pilotado por Chesley "Sully" Sullenberger (Tom Hanks). Com o avião seriamente danificado, Sully não vê outra alternativa senão fazer um pouso forçado em pleno rio Hudson. A iniciativa é bem sucedida, com todos os 150 passageiros a bordo sendo salvos. Tal situação logo transforma Sully em um grande herói nacional, o que não o isenta de enfrentar um rigoroso julgamento interno coordenado pela agência de regulação aérea nos Estados Unidos.
Comentário: Clint Eastwood (1930) é um cineasta e ator americano. Assisti dele os ótimos "As Pontes de Madison" (1995), "Menina de Ouro" (2004), "A Conquista da Honra" (2006) e "Cartas de Iwo Jima" (2006); os bons "A Troca" (2008), "Gran Torino" (2008), "Invictus" (2009) e "J. Edgar" (2011) e os não tão bons "Além da Vida" (2010), "Jersey Boys: Em Busca da Música" (2014) e "Sniper Americano" (2015). Desta vez vou conferir "Sully - O Herói do Rio Hudson" (2016).
Trata-se de um filme baseado em fatos reais que dramatiza um dos episódios mais conhecidos da aviação civil recente nos Estados Unidos. O filme reconstrói os acontecimentos de 15 de janeiro de 2009, quando o voo 1549 da US Airways, logo após decolar do aeroporto LaGuardia, em Nova York, colidiu com um bando de gansos, perdendo os dois motores. Diante da impossibilidade de retornar a um aeroporto, o comandante Chesley “Sully” Sullenberger tomou a decisão de realizar um pouso de emergência no rio Hudson, salvando os 155 passageiros e tripulantes a bordo.
Trata-se de um filme baseado em fatos reais que dramatiza um dos episódios mais conhecidos da aviação civil recente nos Estados Unidos. O filme reconstrói os acontecimentos de 15 de janeiro de 2009, quando o voo 1549 da US Airways, logo após decolar do aeroporto LaGuardia, em Nova York, colidiu com um bando de gansos, perdendo os dois motores. Diante da impossibilidade de retornar a um aeroporto, o comandante Chesley “Sully” Sullenberger tomou a decisão de realizar um pouso de emergência no rio Hudson, salvando os 155 passageiros e tripulantes a bordo.
Além do episódio do pouso, o filme dedica boa parte de sua narrativa às investigações posteriores, conduzidas por órgãos de segurança aérea, que questionaram se a decisão de Sully teria sido realmente a melhor opção. A história alterna a reconstituição do acidente com depoimentos, simulações e lembranças do comandante, mostrando a pressão psicológica enfrentada após o evento.
Esse comandante Chesley Burnett Sullenberger III realmente existiu. Ele foi piloto da Força Aérea dos Estados Unidos, tinha décadas de experiência como aviador comercial e instrutor de segurança aérea quando o incidente ocorreu. Após o episódio, tornou-se uma figura pública internacionalmente conhecida, associada ao chamado “Milagre do Hudson”.
No filme, Sully é interpretado por Tom Hanks, enquanto o copiloto Jeff Skiles é vivido por Aaron Eckhart.
Esse comandante Chesley Burnett Sullenberger III realmente existiu. Ele foi piloto da Força Aérea dos Estados Unidos, tinha décadas de experiência como aviador comercial e instrutor de segurança aérea quando o incidente ocorreu. Após o episódio, tornou-se uma figura pública internacionalmente conhecida, associada ao chamado “Milagre do Hudson”.
No filme, Sully é interpretado por Tom Hanks, enquanto o copiloto Jeff Skiles é vivido por Aaron Eckhart.
O roteiro é baseado no livro "Highest Duty: My Search for What Really Matters" (Dever Supremo: Minha Busca pelo Que Realmente Importa) de 2009, escrito pelo próprio Chesley Sullenberger em parceria com Jeffrey Zaslow. A obra mistura relato autobiográfico com reflexões sobre responsabilidade, tomada de decisão e ética profissional, elementos que também estruturam o filme.
O filme enfatiza os processos técnicos, a importância do treinamento, o trabalho em equipe e a fragilidade humana diante de situações extremas. Mais do que um filme-catástrofe, trata-se de um drama centrado na responsabilidade profissional e nas consequências psicológicas de decisões tomadas em segundos.
O que eu achei: Em "Sully - O Herói do Rio Hudson" (2016), Clint Eastwood retoma um de seus temas mais recorrentes: o macho americano, figura estoica e competente, elevado à condição de herói a partir do domínio técnico e da responsabilidade individual. Baseado em fatos reais, o filme dramatiza o pouso forçado de um avião no rio Hudson como prova máxima da habilidade humana diante da máquina, reforçando a ideia de que experiência, intuição e sangue-frio são virtudes quase naturais desse arquétipo eastwoodiano. O interesse está menos no espetáculo do acidente e mais na reafirmação desse tipo de heroísmo silencioso. Do ponto de vista cinematográfico, o filme não chega a ser ruim - algo raro na filmografia do diretor -, mas tampouco empolga. Com pouco a acrescentar à história já conhecida, Sully recorre à repetição do mesmo evento sob diferentes ângulos e simulações, reencenando o pouso forçado três vezes ao longo de seus 96 minutos, o que denuncia certa escassez de material dramático. A estratégia parece menos uma escolha estética do que uma solução para preencher a narrativa do filme mais curto da carreira de Eastwood. O resultado é um filme correto, mas mediano, que funciona melhor como ilustração de um episódio exemplar do que como obra realmente envolvente. Falta-lhe tensão sustentada e complexidade dramática para ir além do retrato respeitoso de um herói profissional.
O filme enfatiza os processos técnicos, a importância do treinamento, o trabalho em equipe e a fragilidade humana diante de situações extremas. Mais do que um filme-catástrofe, trata-se de um drama centrado na responsabilidade profissional e nas consequências psicológicas de decisões tomadas em segundos.
O que eu achei: Em "Sully - O Herói do Rio Hudson" (2016), Clint Eastwood retoma um de seus temas mais recorrentes: o macho americano, figura estoica e competente, elevado à condição de herói a partir do domínio técnico e da responsabilidade individual. Baseado em fatos reais, o filme dramatiza o pouso forçado de um avião no rio Hudson como prova máxima da habilidade humana diante da máquina, reforçando a ideia de que experiência, intuição e sangue-frio são virtudes quase naturais desse arquétipo eastwoodiano. O interesse está menos no espetáculo do acidente e mais na reafirmação desse tipo de heroísmo silencioso. Do ponto de vista cinematográfico, o filme não chega a ser ruim - algo raro na filmografia do diretor -, mas tampouco empolga. Com pouco a acrescentar à história já conhecida, Sully recorre à repetição do mesmo evento sob diferentes ângulos e simulações, reencenando o pouso forçado três vezes ao longo de seus 96 minutos, o que denuncia certa escassez de material dramático. A estratégia parece menos uma escolha estética do que uma solução para preencher a narrativa do filme mais curto da carreira de Eastwood. O resultado é um filme correto, mas mediano, que funciona melhor como ilustração de um episódio exemplar do que como obra realmente envolvente. Falta-lhe tensão sustentada e complexidade dramática para ir além do retrato respeitoso de um herói profissional.
