13.3.16

"Ex_Machina: Instinto Artificial" - Alex Garland (Reino Unido, 2015)

Sinopse: Caleb (Domhnall Gleeson), um jovem programador de computadores, ganha um concurso na empresa onde trabalha para passar uma semana na casa de Nathan Bateman (Oscar Isaac), o brilhante e recluso presidente da companhia. Após sua chegada, Caleb percebe que foi o escolhido para participar de um teste com a última criação de Nathan: Ava (Alicia Vikander), uma robô com inteligência artificial. Mas essa criatura se apresenta sofisticada e sedutora de uma forma que ninguém poderia prever, complicando a situação ao ponto que Caleb não saber mais em quem confiar.
Comentário: Alex Garland (1970) é um escritor, roteirista, produtor e diretor de cinema britânico, conhecido por escrever o roteiro do filme “Extermínio” (2002) e por escrever e dirigir o longa “Ex_Machina: Instinto Artificial” (2015) que é o primeiro filme que vejo dele.
Trata-se de um filme de ficção científica, escrito e dirigido por Alex Garland, marcando sua estreia na direção.
O filme foi produzido no Reino Unido com orçamento relativamente modesto, apostando mais em ideias e atmosfera do que em efeitos visuais grandiosos.
O roteiro é original, foi concebido por Garland a partir de seu interesse em temas como inteligência artificial, consciência, ética tecnológica e a relação de poder entre criadores e criaturas.
O título faz referência à expressão latina 'deus ex machina', sugerindo desde o início uma reflexão sobre a criação artificial da vida e seus desdobramentos filosóficos.
A narrativa acompanha Caleb Smith, um jovem programador que trabalha em uma grande empresa de tecnologia e vence um concurso interno que lhe dá o direito de passar uma semana na casa isolada de seu excêntrico e recluso chefe, Nathan Bateman, fundador da companhia. Ao chegar ao local, Caleb descobre que foi escolhido para participar de um experimento: aplicar uma versão avançada do Teste de Turing em Ava, uma inteligência artificial com corpo humanoide e aparência feminina, criada por Nathan. Ao longo de encontros programados entre Caleb e Ava, o filme explora diálogos sobre linguagem, emoção, consciência e livre-arbítrio, enquanto tensões psicológicas e segredos sobre o experimento vão sendo revelados.
O elenco principal é enxuto e central para o desenvolvimento da história. Domhnall Gleeson interpreta Caleb, o programador convidado para o teste; Alicia Vikander vive Ava, a androide dotada de inteligência artificial; e Oscar Isaac interpreta Nathan, o criador genial e controlador da tecnologia. Completando o elenco, Sonoya Mizuno interpreta Kyoko, uma figura silenciosa que também integra a dinâmica da casa e do experimento.
As filmagens ocorreram majoritariamente em locações reais, incluindo um hotel modernista na Noruega, que contribui para a ambientação minimalista e isolada do filme. 
Os efeitos visuais foram desenvolvidos de forma integrada à fotografia, especialmente na construção visual de Ava, combinando atuação, computação gráfica e design de produção. Essa abordagem rendeu ao filme o Oscar de Melhores Efeitos Visuais em 2016.
O que eu achei: Ficção científica é um gênero que eu, em geral, tendo a gostar, principalmente quando o filme não cai naquele clichê de patriotismo americano que acaba com qualquer história, até a mais bem contada. Este é incrível. Ele é bem intimista, um tipo de ficção científica interessada menos em futuros distantes e mais em questões contemporâneas sobre tecnologia, vigilância, dados, inteligência artificial e comportamento humano, levantando questões sobre a relação homem x máquina e sua confiabilidade. Ao situar sua história em um ambiente fechado e com poucos personagens, o filme propõe uma reflexão concentrada com roteiro, cenário, cores, luzes... tudo muito bem dosado. Veja pois é imperdível. Estreia de Alex Garland na direção.