Sinopse: Stella Martin (Barbara Stanwyck) se casa com o ambicioso Stephen Dallas (John Boles). Mais tarde nasce a filha do casal, Laurel (Anne Shirley). Mas Stella tem um comportamento vulgar, o que leva o marido a pedir o divórcio. Stephen logo se casa novamente ao conhecer a respeitável viúva Helen Morrison (Barbara O'Neil). Isso deixa Stella completamente abalada. Por outro lado, a filha se torna o foco de todas as suas atenções, e é por Laurel que ela fará tudo.
Comentário: Segundo, Letícia Magalhães do Cine Suffragette, "alguns filmes, mesmo com mais de 70 ou 80 anos, permanecem imunes ao tempo e às mudanças. Outros, entretanto, nos fazem chorar de raiva. Confesso que fiquei com o estômago embrulhado durante a maior parte da exibição de 'Stella Dallas, Mãe Redentora', e não apenas porque o filme é emocionante. É também uma película desconfortável e machista em vários aspectos. (...) Talvez Stella fosse mais feliz se fosse childfree. Ou se tivesse escolhido permanecer solteira. Ela é um exemplo típico de mulher que não nasceu para ser mãe, mas o é por pressão social ou pelas circunstâncias. Sempre que a maternidade é compulsória, todos sofrem: a própria mulher, a criança que em geral não é criada com amor e atenção, e a sociedade como um todo, que agora tem mais dois membros com saúde mental abalada. Não é mais possível perpetuar a ideia de que todas as mães devem abdicar de suas próprias vidas para serem coadjuvantes na vida das filhas. Obviamente, o filme não existiria sem o sacrifício de Stella. Todos admiram Stella Dallas. Mas quem quer ser como ela na vida real?". Resumindo, um dramalhão.
