Sinopse: Chris Kelvin (George Clooney) é um psicólogo ainda perturbado com a morte da mulher Rheya (Natascha McElhone). Ele é chamado a investigar estranhas ocorrências a bordo de uma estação espacial, que se encontra perto do planeta Solaris. Lá, se depara com tripulantes alterados e com uma mulher morta.
Comentário: O livro "Solaris" de Stanislaw Len, que em 1972 já havia gerado um filme homônimo do diretor russo Andrei Tarkovsky, foi a base para a história do filme. No antigo filme russo a carência de recursos para a construção da realidade ficcional é notória, apesar do filme ser genial. Neste, há a evidente vantagem que esse nosso século XXI traz quando se trata de disponibilizar tecnologias para criação de efeitos visuais. O resultado é um "Solaris" muito bonito, realista e convincente. A estação espacial é infinitamente mais palpável e o planeta que dá o nome ao filme mais envolvente. O grande mistério de "Solaris", que provoca a ida do Dr. Chris Kelvin à estação espacial, é a origem da aventura. A busca por respostas implica no levantamento de várias questões básicas referentes ao que vem a ser a vida e o ser humano e esses eram os pontos centrais no filme de Tarkovsky. Nessa nova versão essas questões também são levantadas, porém ela é mais focada na história de amor entre seu herói e sua mulher morta. É duro competir com Tarkovsky, mas o filme é bom, muito bom.
