Comentário: Segundo Rubens Ewald Filho, "é fácil explicar o relativo fracasso norte-americano deste filme (custou mais de 60 milhões de dólares e rendeu cerca de 76), transformando-o na pior bilheteria da carreira de Spielberg em mais de 30 anos. Nunca a pieguice e a infantilidade de Spielberg estiveram tão patentes e a serviço de um projeto tão malconduzido e inadequado a ele. O filme nasceu velho a partir dos fatos de 11 de setembro de 2001, quando os aeroportos norte-americanos se fecharam aos estrangeiros e o pavor de novos atentados endureceu o tratamento reservado aos visitantes. Tudo o que se vê no filme soa mentiroso, fantasioso, inverossímil. Nada aconteceria como é mostrado, ninguém seria tratado com tanta cortesia e condescendência, nem haveria tanta boa vontade e cumplicidade por parte dos empregados (aliás, os nova-iorquinos são famosos por sua grossura e desinteresse). (...) Com direção de atores irregular, roteiro preguiçoso e até a habitual trilha sonora de John Williams mal aproveitada, o filme tem pouquíssimas marcas registradas da presença de Spielberg na condução dos trabalhos, e nada da sua magia e inventividade. A única forma de aceitá-lo é como uma tentativa fracassada de fazer uma fábula no estilo Frank Capra, um conto de fadas onde Spielberg tenta dourar a pílula da loucura do mundo atual e manter a lenda da hospitalidade americana, dos Estados Unidos como a terra das oportunidades e da liberdade. Mas infelizmente isso só ficou mesmo na intenção." No máximo, bom.
Este blog é uma lista dos filmes que assisti de 2004 em diante. Atualmente publico quem dirige, do que se trata o filme, duas ou três críticas de especialistas - todas devidamente creditadas - e a minha opinião pessoal sobre a obra. Na versão para web é possível visualizar o campo para busca de filmes e as tags que incluem nomes dos diretores, animações, documentários, seriados e classificações. Sejam bem-vindos!
24.8.10
"O Terminal" - Steven Spielberg (EUA, 2004)
Comentário: Segundo Rubens Ewald Filho, "é fácil explicar o relativo fracasso norte-americano deste filme (custou mais de 60 milhões de dólares e rendeu cerca de 76), transformando-o na pior bilheteria da carreira de Spielberg em mais de 30 anos. Nunca a pieguice e a infantilidade de Spielberg estiveram tão patentes e a serviço de um projeto tão malconduzido e inadequado a ele. O filme nasceu velho a partir dos fatos de 11 de setembro de 2001, quando os aeroportos norte-americanos se fecharam aos estrangeiros e o pavor de novos atentados endureceu o tratamento reservado aos visitantes. Tudo o que se vê no filme soa mentiroso, fantasioso, inverossímil. Nada aconteceria como é mostrado, ninguém seria tratado com tanta cortesia e condescendência, nem haveria tanta boa vontade e cumplicidade por parte dos empregados (aliás, os nova-iorquinos são famosos por sua grossura e desinteresse). (...) Com direção de atores irregular, roteiro preguiçoso e até a habitual trilha sonora de John Williams mal aproveitada, o filme tem pouquíssimas marcas registradas da presença de Spielberg na condução dos trabalhos, e nada da sua magia e inventividade. A única forma de aceitá-lo é como uma tentativa fracassada de fazer uma fábula no estilo Frank Capra, um conto de fadas onde Spielberg tenta dourar a pílula da loucura do mundo atual e manter a lenda da hospitalidade americana, dos Estados Unidos como a terra das oportunidades e da liberdade. Mas infelizmente isso só ficou mesmo na intenção." No máximo, bom.
