Sinopse: Garfield é um gato que mora com seu dono Jon (Breckin Meyer), um rapaz solteiro apaixonado pele médica veterinária (Jennifer Love Hewitt) do bicho. No intuito de fazer um favor a ela, Jon adota um cão chamado Odie, que imediatamente coloca a confortável vida de Garfield de pernas para o ar. Quando um maligno treinador de cães sequestra Odie, Garfield se levanta do sofá e comanda uma heroica operação de resgate.
Comentário: Trata-se daquele mix de animação dentro de filme, no qual atores humanos interagem com as animações: Garfield e Odie.
Grafield, é aquele famoso gato, personagem de uma das tirinhas mais lidas da história, publicada em 2570 jornais de todo o mundo. No filme ele aparece como um animal que fala, interagindo com personagens humanos. Para dar voz à ele contrataram o ator Bill Murray.
Odie, o cãozinho, também pertence às tirinhas.
Ambos os personagens foram criados na década de 70 por Jim Davis, que tirou o nome do gato de seu avô James Garfield Davis.
Este filme possui uma continuação chamada "Garfield 2" (2006).
O que eu achei: Baseado nos quadrinhos criados por Jim Davis, "Garfield - O Filme" (2004) tenta transportar para o cinema o humor preguiçoso e sarcástico do gato mais famoso das tirinhas. O longa aposta na mistura de atores reais com animação em CGI, solução que funciona razoavelmente. A história é simples: Garfield, acomodado e egocêntrico, vê sua rotina ameaçada com a chegada do cão Odie. A rivalidade rende algumas boas piadas e preserva traços clássicos do personagem como a preguiça crônica, o amor por lasanha, o desprezo pelas segundas-feiras. O problema é que o roteiro dilui o humor ácido das tirinhas em uma trama familiar bastante convencional, com vilão caricato e lições de amizade previsíveis. Visualmente, o CGI cumpre seu papel, mas hoje revela limitações. A interação entre o gato digital e os atores nem sempre convence, embora a dublagem original de Bill Murray acrescente um charme irônico que sustenta várias cenas. Sem esse tom blasé, o filme provavelmente seria ainda mais esquecível. No fim das contas, trata-se de um entretenimento leve, voltado claramente ao público infantil, mas que pode divertir adultos nostálgicos por uma sessão despretensiosa. Falta ousadia para capturar plenamente o espírito espirituoso e levemente cruel das HQs. Mediano, simpático em alguns momentos, porém distante do potencial do personagem que lhe deu origem.
