
Comentário: Ingmar Bergman (1919-2007) é um diretor de cinema sueco famoso pela abordagem psicológica que ele dá a seus filmes. Sua produção engloba em torno de uns 60 filmes. Assisti dele 13 filmes, dentre eles as obras-primas "O Sétimo Selo" (1957), "Morangos Silvestres" (1957), "Persona" (1966), "O Ovo da Serpente" (1977) e "Sonata de Outono" (1978). Desta vez vou conferir “Monika e o Desejo” (1953).
Segundo Natasha Moura do site Cineset, “Monika e o Desejo”, de 1953, tem o roteiro baseado no romance do sueco Per Anders Fogelström. A história gira em torno de “Monika Eriksson (Harriet Andersson), uma garota de dezessete anos empregada de uma quitanda, que como bem diz o título, é marcada por seus desejos. Sejam eles de uma vida livre, afortunada e cheia de paixão. Depois de uma briga com o pai, que ameaça bater na jovem, ela foge com o namorado Harry Lund (Lars Ekborg) no barco do pai do garoto em uma aventura pelo arquipélago de Estocolmo”, o que vai trazer sérias consequências para ambos.
O que disse a crítica 1: Alain Bergala, em texto publicado na Revista Eco Pós da UFRJ, entende que “Bergman não filma a história de amor entre os jovens Harry e Monika, mas constrói uma relação complexa e erótica entre personagens, atores, espectadores e o próprio diretor, um jogo de cumplicidades e rivalidades que só é possível graças à especificidade da arte cinematográfica, que exige a presença material de corpos em locais concretos para que possa se realizar. Filmado em um momento extraordinariamente fértil na história do cinema, ‘Monika e o Desejo’ se deixa invadir e permear pela realidade, furando o invólucro hermético da narrativa clássica para contaminar-se com o acaso e com o amor do diretor pela atriz Harriet Andersson, em cuja figura se amalgamam e se exibem na tela simultaneamente a mulher de carne e osso e a personagem sonhada”.
O que disse a crítica 2: Luiz Santiago do site Plano Crítico achou o filme bom, mas disse que poderia ter sido melhor. Ele se declara um confesso admirador do trabalho de Oscar Rosander, o primeiro editor de Bergman, que por algum motivo, não conseguiu trabalhar em “Monika e o Desejo”. Ele diz: “fico imaginando como seria este filme se Rosander tivesse realizado a montagem. Com base em seus outros trabalhos com Bergman, é possível afirmar que o incômodo uso de fades e a criação de elipses na linha cronológica de Monika e Harry seria completamente diferente, por certo menos imediatos nos momentos de interação entre as personagens (corrigindo em partes esse caráter bem estranho do roteiro) e mais ágeis e dinâmicos na exposição das paisagens. Para que se tenha noção, o trabalho dos editores aqui deixou tanto a desejar que eles não foram creditados e o próprio Bergman (assumido desorientado editor) teve que levar parte dos negativos à moviola e tentar minimizar o estrago”.
O que disse a crítica 3: Conrado Heoli do site Papo de Cinema classificou como excelente. Escreveu: “O olhar certeiro de Bergman e a fotografia atmosférica de Gunnar Fischer investiram em locações com significância poética. As luzes e os amplos espaços que preenchem os dias oníricos dos jovens nas ilhas são contrastados com a escuridão claustrofóbica da cidade, para onde eles são obrigados a seguir, onde a eletricidade do casal é vagarosamente extinguida pela falta de ar que pontua sua relação. Filmado num preto e branco extasiante, o filme apresenta um diretor em controle absoluto de sua expressividade singular”.
O que eu achei: A atriz Harriet Andersson é uma figura interessante que desafiava os estigmas entre a beleza clássica e o estilo blonde bombshell dos anos 1950. Mostra uma nudez incomum nos filmes do diretor e incomum para a época, retratando uma adolescente livre que não aceita levar uma vida regrada. É um filme sobre a transição da juventude para a vida adulta e sua eterna busca pela liberdade. è bom e vale ser visto.
O que disse a crítica 2: Luiz Santiago do site Plano Crítico achou o filme bom, mas disse que poderia ter sido melhor. Ele se declara um confesso admirador do trabalho de Oscar Rosander, o primeiro editor de Bergman, que por algum motivo, não conseguiu trabalhar em “Monika e o Desejo”. Ele diz: “fico imaginando como seria este filme se Rosander tivesse realizado a montagem. Com base em seus outros trabalhos com Bergman, é possível afirmar que o incômodo uso de fades e a criação de elipses na linha cronológica de Monika e Harry seria completamente diferente, por certo menos imediatos nos momentos de interação entre as personagens (corrigindo em partes esse caráter bem estranho do roteiro) e mais ágeis e dinâmicos na exposição das paisagens. Para que se tenha noção, o trabalho dos editores aqui deixou tanto a desejar que eles não foram creditados e o próprio Bergman (assumido desorientado editor) teve que levar parte dos negativos à moviola e tentar minimizar o estrago”.
O que disse a crítica 3: Conrado Heoli do site Papo de Cinema classificou como excelente. Escreveu: “O olhar certeiro de Bergman e a fotografia atmosférica de Gunnar Fischer investiram em locações com significância poética. As luzes e os amplos espaços que preenchem os dias oníricos dos jovens nas ilhas são contrastados com a escuridão claustrofóbica da cidade, para onde eles são obrigados a seguir, onde a eletricidade do casal é vagarosamente extinguida pela falta de ar que pontua sua relação. Filmado num preto e branco extasiante, o filme apresenta um diretor em controle absoluto de sua expressividade singular”.
O que eu achei: A atriz Harriet Andersson é uma figura interessante que desafiava os estigmas entre a beleza clássica e o estilo blonde bombshell dos anos 1950. Mostra uma nudez incomum nos filmes do diretor e incomum para a época, retratando uma adolescente livre que não aceita levar uma vida regrada. É um filme sobre a transição da juventude para a vida adulta e sua eterna busca pela liberdade. è bom e vale ser visto.