
Comentário: Trata-se de uma adaptação do livro “Ruído Branco” do escritor Don DeLillo. O diretor é o norte-americano Noah Baumbach, realizador reconhecido pelos retratos de famílias com disfuncionalidade, de quem já assisti o bom – mas não ótimo - “Histórias de um Casamento” (2019). A história gira em torno do professor e especialista em Adolf Hitler, Jack Gladney (Adam Driver), sua esposa Babette (Greta Gerwig) e os quatro filhos do casal. A típica família suburbana americana tem sua vida virada do avesso quando um acidente químico coloca em risco a vida de todo o país.
O que disse a crítica: Segundo Marcelo Müller do site Papo de Cinema, que achou o filme razoável, “o cineasta emprega as tintas habituais do seu cinema para mostrar personagens trocando os pés pelas mãos, impotentes diante de problemas, mas que existem para ser amados. Os eventos acontecem, têm certo impacto, mas não são bem costurados para criar um painel. (...) É tudo pitoresco, calculadamente estranho, mas falta a sujeira ganhando o seu lugar de direito à mesa”.
Matheus Fiore do site Omelete escreveu: “Para contar essas histórias sobre a América, Baumbach toma uma decisão bastante audaciosa de fazer um filme cujo ritmo e o tom estão em constante transformação. Entretanto, é nesses momentos que ‘Ruído Branco’ derrapa, tendo uma quebra de cadência que por pouco não deixa a obra se dividir entre altos e baixos muito distantes. Mas, para além dessa questão, as mudanças propostas prejudicam por não conseguirem balancear as discussões sociopolíticas que Baumbach pretende alimentar”.
Durval Ramos do Canaltech gostou, mas ele acredita que devido à cacofonia (junção de vários sons discordantes e desafinados) talvez “o filme possa não ser para todo mundo. Como um caleidoscópio em que você enxerga coisas diferentes a depender do modo como olha, ele transita entre um drama pesado e uma comédia bastante particular que pode surpreender (ou decepcionar) quem esperava um roteiro mais convencional deste ou daquele gênero”.
O que eu achei: Eu particularmente achei bem mediano. O filme discute capitalismo, paranoia e desesperança, mas não consegue equilibrar todas as suas ideias, resultando num caos cansativo.