Sinopse: Após a morte do rei T'Chaka (John Kani), o príncipe T'Challa (Chadwick Boseman) retorna a Wakanda para a cerimônia de coroação. Nela são reunidas as cinco tribos que compõem o reino, sendo que uma delas, os Jabari, não apoia o atual governo. T'Challa logo recebe o apoio de Okoye (Danai Gurira), a chefe da guarda de Wakanda, da irmã Shuri (Letitia Wright), que coordena a área tecnológica do reino, e também de Nakia (Lupita Nyong'o), a grande paixão do atual Pantera Negra, que não quer se tornar rainha. Juntos, eles estão à procura de Ulysses Klaue (Andy Serkis), que roubou de Wakanda um punhado de vibranium, alguns anos atrás.
Comentário: Apesar de eu não ter grande interesse por filmes de super-heróis, estava curiosa por assistir "Pantera Negra". Ele é o primeiro filme da produtora Marvel protagonizado por um herói negro, apresenta atrizes e atores negros como protagonistas, valorizando as particularidades culturais e históricas dos povos africanos para além dos estereótipos. Isso sem falar no empoderamento das personagens femininas, que têm papel fundamental para o desenrolar da trama. A história não é nova. "Pantera Negra" teve sua estréia em forma de quadrinhos em 1966, captando a situação social ao traduzir o Movimento pelos Direitos Civis nos EUA. "Pantera Negra" é um manifesto cultural, fala sem medo sobre as questões raciais nos EUA, passadas e atuais. O resultado foi tão bom que ele teve sete indicações ao Oscar, recebendo três prêmios: Melhor Figurino (com Ruth E. Carter sendo a primeira mulher negra a ganhar nesse quesito), Melhor Design de Produção (com Hannah Beachler sendo a primeira negra indicada e vencedora) e Melhor Trilha Sonora Original (para o compositor sueco Ludwig Göransson). A cereja do bolo fica por conta da breve aparição de Stan Lee, ex-editor-chefe e presidente da Marvel Comics falecido no final de 2018.
