28.10.18

"Tangerine" - Sean Baker (EUA, 2015)

Sinopse: Após descobrir que foi traída por seu namorado e cafetão enquanto estava na prisão, uma transexual prostituta (Kitana Kiki Rodriguez) e sua melhor amiga (Mya Taylor) saem em busca do traidor e sua nova amante para se vingar.
Comentário: “Tangerine” (2015) com direção de Sean Baker, me interessou única e exclusivamente por ter sido filmado com 3 iPhones, opção essa que se deu por conta da baixa verba que o diretor tinha para fazer o filme. Eu achava que tinha sido a primeira experiência nessa linha, porém a revista Época divulgou uma matéria dizendo que Baker não é o pioneiro em fazer cinema com celular pois em 2011 o diretor americano Hooman Khalili gravou o longa “Olive” com um Nokia N8 e o coreano Chan-wook Park gravou o curta de horror “Paranmanjang” com um iPhone 4. Além desses, em 2013, o diretor do documentário “Searching for sugar man”, Malik Bendjelloul, apelou para o dispositivo móvel quando a verba acabou, rodando parte do filme com o celular. A qualidade das imagens, de fato, deixa a desejar. Há muito ruído nas cenas, assim como no filme “Distúrbio” do Soderbergh (2018) que vi na semana passada e que também foi feito com um iPhone. Qualidade de imagem à parte, “Tangerine” é bem interessante. Conta a história de Sin-Dee (Kitana Kiki Rodriguez), uma transexual prostituta recém-saída da prisão, em sua busca pelo namorado – e cafetão – que a está traindo com uma mulher “de verdade”. Não é um filme para todos os públicos, pois vai te transportar pra esse universo underground, porém se o tema te interessar, ele dá conta do recado.