Sinopse: Dez sequências na vida emocional de seis mulheres e os desafios com que elas se deparam num momento particular de suas vidas. Dez episódios que se passam em dias diferentes, mas sempre no carro da jovem Mania (Mania Akbari). Divorciada e recém-casada com outro homem, ela tem um filho (Amin Maher) do primeiro casamento que, no entanto, não cansa de culpá-la por não agir dentro do código moral do Irã. Além de seu filho ela dá carona a várias mulheres: uma prostituta, uma jovem apaixonada e uma senhora, criando um retrato da feminilidade no Irã.
Comentário: Abbas Kiarostami (1940-2016) foi um cineasta, roteirista, produtor, poeta e fotógrafo franco-iraniano. Obteve diversos prêmios internacionais, dentre os quais se destacam a Palma de Ouro de 1997 e o Leão de Ouro do Festival de Veneza de 1999. Assisti dele "Através das Oliveiras" (1994), "Cópia Fiel" (2010) e "Um Alguém Apaixonado" (2012). Desta vez vou conferir "Dez" (2002).
Trata-se de um filme dividido em dez partes que conta a história de Mania Akbari, uma mulher sofrida que se divorcia do marido, com quem tem um filho, chamado Amin Maher. Amin Maher mora com o pai, mas passa o dia com sua avó materna. Sua mãe sempre dá carona a pessoas no seu carro, enquanto essas mulheres que sentam ao seu lado contam suas histórias.Dentre as caronas há uma senhora que sempre vai rezar no Mausóleu de Ali Akbar pois ela perdeu um filho que tinha 12 anos de idade e perdeu também o marido muito jovem.
Outra personagem que viaja nesse carro é uma prostituta. Ela conta ter sido traída pelo seu marido e confessa que para mostrar seu sofrimento ela corta seus cabelos.
E assim por diante, todos os passageiros que entram nesse carro contam sobre a dificuldade de ser traída, fazem críticas à religião ou discorrem sobre a dificuldade de ser mãe.
O filho, apesar de demonstrar um comportamento agressivo com a mãe, é muito amado por ela e, por isso, ela não deixa que ele a esqueça ao longo do filme.
O longa foi proibido no Irã por ser considerado um filme ativista e feminista, a favor dos direitos das mulheres, algo proibido pelo Alcorão, livro sagrado dos muçulmanos. Porém, várias cópias foram vendidas ilegalmente. A ONU aprovou o filme e a revista Time o declarou um dos 100 melhores filmes da história.
O longa foi proibido no Irã por ser considerado um filme ativista e feminista, a favor dos direitos das mulheres, algo proibido pelo Alcorão, livro sagrado dos muçulmanos. Porém, várias cópias foram vendidas ilegalmente. A ONU aprovou o filme e a revista Time o declarou um dos 100 melhores filmes da história.
O que eu achei: Meio drama biográfico, meio documentário, o filme me lembrou muito “Táxi Teerã” (2015) do Jafar Panahi, pois se passa inteiramente dentro de um carro, porém achei “Dez” mais cansativo. Entretanto esse filme é de uma importância enorme por ser considerado um filme ativista e feminista, a favor dos direitos das mulheres, algo proibido pelo Alcorão (livro sagrado dos muçulmanos), o que lhe confere uma qualidade ímpar.
