Sinopse: II Guerra Mundial. Quatro irmãos ingleses - Peter (William Moseley), Susan (Anna Popplewell), Edmund (Skandar Keynes) e Lucy Pevensie (Georgie Henley) - são enviados para a casa de um professor (Jim Broadbent) que reside no campo para passar uma temporada. Durante uma brincadeira de esconde-esconde, eles entram num guarda-roupa e acabam saindo numa floresta mágica chamada Nárnia onde vivem faunos, animais falantes e centauros enfeitiçados por uma bruxa (Tilda Swinton), que deseja ser a rainha do local. Porém este cargo já pertence ao leão Aslan, que precisará de quatro humanos para acabar com os poderes da rainha.
Comentário: Andrew Adamson (1966) é um cineasta e animador neozelandês. São dele as animações "Shrek" (2001), "Shrek 2" (2004). Desta vez vou conferir "As Crônicas de Nárnia: o Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa" (2005).
Celso Sabadin do site Cineclick publicou: "pouca gente deu atenção à morte do escritor Clive Staples Lewis. Os jornalistas do mundo inteiro estavam ocupados com outra tragédia mais 'importante' acontecida exatamente no mesmo dia: o assassinato do presidente John Kennedy.
Coisas da mídia. C.S. Lewis morreu em 23 de novembro de 1963, deixando uma vasta obra literária especializada no público infantil. E nela se encontram os sete livros da coleção 'As Crônicas de Nárnia', uma série de aventuras épicas recheada de fantasia que o cinema não ousou filmar até agora (há uma versão mais modesta feita pela TV inglesa em 1988, mas produzida em vídeo).
Nem poderia ser diferente: só agora existe tecnologia suficiente em efeitos especiais para dar alguma veracidade a esta história tão fantástica. (...)
O filme proporciona a todos os públicos uma empolgante viagem fantástica com conteúdo à moda antiga e técnica das mais modernas (embora ainda alguns efeitos sejam gritantemente digitais). Com direito a reis e bruxas, elfos e centauros, e uma mega batalha final envolvendo leopardos, rinocerontes e ursos".
O que eu achei: Gostei. O longa adapta o clássico de C. S. Lewis com foco na aventura e no encantamento visual. A história dos irmãos Pevensie que atravessam o guarda-roupa rumo ao mundo mágico de Nárnia mantém a essência do livro, equilibrando fantasia, amadurecimento e a luta entre bem e mal. Os efeitos visuais, especialmente na criação de Aslan, funcionam bem e ajudam a dar escala épica ao conflito contra a Feiticeira Branca. O elenco jovem sustenta a jornada com naturalidade, enquanto a direção conduz a narrativa de forma acessível para diferentes idades. Sem reinventar o gênero, o filme entrega uma fantasia sólida, emocionalmente sincera e visualmente envolvente, resultando em uma adaptação competente e cativante.
