21.7.26

“Clark” – Jonas Åkerlund (Suécia, 2022)

Sinopse:
Esta é a história de Clark Olofsson (Bill Skarsgård), o criminoso controverso que inspirou o termo "Síndrome de Estocolmo". Baseada nas verdades e mentiras contadas por ele.
Comentário: A minissérie possui 6 episódios. O site Aventuras na História publicou: “Com a ilustre atuação de Bill Skarsgård, o público conhece a história (...) de Clark Olofsson, homem responsável por um sequestro que originou o que identificamos hoje como ‘Síndrome de Estocolmo’, ou seja, quando a vítima desenvolve um vínculo com o sequestrador. Vale destacar, no entanto, que a série é baseada na autobiografia do criminoso, sendo assim marcada por verdades e mentiras, como repercute o Express. Fato é que na década de 1960, Olofsson iniciou uma saga que o tornaria um dos mais insólitos criminosos da Suécia.
Contudo, o que ganha destaque na série da Netflix é o assalto que ele participou em 1970, em Estocolmo, e que não acabou tendo um resultado positivo. Na Praça Norrmalmstorg, foi iniciado o episódio que fez com que Clark fosse tirado da cadeia e levado para o banco, como uma das condições impostas por Jan Olsson, um dos nomes envolvidos no crime, conforme repercutido pela BBC em 2016. Diante dos desdobramentos, os reféns, em um episódio inusitado, acabaram desenvolvendo simpatia pelos sequestradores, o que resultou no que conhecemos hoje como ‘Síndrome de Estocolmo’.
Após a série da Netflix, muitos devem se perguntar onde se encontra Clark Olofsson, 49 anos após o crime que entrou para a História. Bom, o Express repercute que ele tem atualmente 75 anos e mora na Bélgica, seu destino após ser tirado de trás das grades. Antes de voltar a vida normal, o INews relata que Clark foi absolvido por envolvimento no episódio, pois, conseguiu argumentar que fora capaz de atuar na tentativa de manter os reféns com vida. Em seguida, ele foi levado de volta à prisão, pois, teria que cumprir o que sobrou de sua sentença original.
Todavia, se engana quem imagina que o criminoso se arrependeu do passado: ele escapou da prisão de Norrköping, realizou assalto a um banco de Copenhague e fugiu. Conseguiu passar um ano longe da captura das autoridades, contudo, fora detido e precisou encarar oito anos de prisão.
O Express também explica que, até o ano de 2012, Clark se encontrava na prisão de Saltvki, Härnösand, antes de ser transferido para a prisão de Kumla. Uma das tentativas para reverter a condenação se deu em 2013, através da solicitação de um novo julgamento, contudo, não teve sucesso.
Outro desdobramento do caso se deu em 2016, quando foi levado para a prisão de Vorst, na Bélgica. Já em 2018, segundo o Express, tentou negociar a possibilidade da liberdade condicional. No mesmo ano, ele foi libertado e passou a viver na Bélgica”. Ele faleceu em 2025 com a idade de 78 anos.
O que eu achei: A minissérie conta a história do criminoso sueco Clark Olofsson (1947-2025), considerado o primeiro 'gângster celebridade' da Suécia. Intercalando presente e passado, conhecemos sua infância marcada por um pai alcoólatra, uma mãe com graves problemas psiquiátricos e um ambiente de extrema pobreza e violência doméstica, que levou Clark e suas irmãs a serem enviados para lares adotivos. Determinado a fugir dessa realidade, Clark ingressou numa escola de marinheiros e, aos 15 anos, falsificou a assinatura da mãe para embarcar num navio que o levou a conhecer o mundo. Mais tarde, a família voltou a viver reunida em Gotemburgo, mas isso não foi suficiente para afastá-lo da criminalidade. Aos 16 anos já estava num reformatório. Depois vieram roubos, assaltos, condenações e sucessivas fugas, inclusive de presídios de segurança máxima. A fama mundial veio em 1973, durante o assalto ao banco Kreditbanken, em Estocolmo. Cercado pela polícia, o assaltante Jan Erik Olsson fez quatro funcionários reféns e exigiu, além de dinheiro, um carro e a presença de seu amigo Clark, que estava preso. Clark foi solto e levado para o local. Durante seis dias de impasse aconteceu algo inesperado: os reféns passaram a simpatizar com os sequestradores. Foi desse episódio que surgiu o termo Síndrome de Estocolmo. Ao contrário dos criminosos comuns, Clark cultivava a imagem de um anti-herói carismático. Jovem, bem-vestido e consciente do poder da imprensa, dava entrevistas sorrindo e transformou a própria trajetória criminosa em espetáculo. A mídia sueca, por sua vez, alimentou esse mito porque Clark vendia jornais como ninguém. Com classificação indicativa para maiores de 16 anos, com muitas cenas de violência e sexo, a série é bem-feita, anárquica e irreverente. Como foi baseada na autobiografia de Clark, toma algumas liberdades em relação aos fatos misturando realidade e ficção. Se há algum problema aqui ele não está na produção, mas no próprio personagem. É preciso ter um certo estômago para acompanhar um sujeito desprezível, sem escrúpulos, arrogante e abusado sendo tratado como um badboy irresistível, com a mídia e as mulheres aos seus pés. Eu até gostei da série, mas confesso que já não via a hora dela terminar. Ainda bem que só tem seis episódios.