30.5.20

"O Pão Nosso de Cada Dia" ou "City Girl" - Friedrich W. Murnau (EUA, 1930)

Sinopse: Lem (Charles Farrell) é filho de um casal de fazendeiros que passou sua vida às voltas com as colheitas de trigo. Certo dia, ele viaja para Chicago a fim de vender a produção da família. Encanta-se pela garçonete (Mary Duncan) de um grande restaurante e resolve levar ela pro campo.
Comentário: Friedrich W. Murnau (1888 -1931) foi um dos mais importantes realizadores do cinema mudo, do cinema expressionista alemão e do estilo Kammerspiel. "Nosferatu" (1922), uma adaptação pessoal da novela "Dracula", de Bram Stoker, é o filme mais conhecido da sua obra (em boa parte perdida), juntamente com "A Última Gargalhada" (1924) e "Fausto" (1926). Em 1926, emigrou para Hollywood, onde, antes de morrer prematuramente aos 43 anos, realizaria o aclamado "Aurora" (1927). Vários de seus filmes estão perdidos. O seu último trabalho, "Tabu" (correalização com Robert Flaherty), foi filmado nos mares do sul, longe dos grandes estúdios e estreado postumamente. Atualmente é um filme cultuado, e marca uma quebra com a estética dos seus filmes anteriores. Assisti dele as obras-primas "Nosferatu" (1922) e "Aurora" (1927), os excelentes "A Última Gargalhada" (1924), "Tartufo" (1925) e "Fausto" (1926) e o curioso “Caminhada Noite Adentro” (1920).
O que eu achei: Filmes mudos em P&B, assim como os dias nublados, me trazem uma grande paz de espírito. Este, do excelente diretor alemão Friedrich W. Murnau foi lançado em 1930, já no período sonoro do cinema, porém o filme ainda é mudo. Murnau conservou nele o silêncio apesar de boa tarde da história se passar em ambiente urbano, com muita movimentação. As cenas da cidade, todas rodadas em estúdio, dão conta da loucura da metrópole. Ingênuo e muito bem executado, o filme encanta.