Sinopse: No século XV, um líder e guerreiro dos Cárpatos (Gary Oldman) renega a Igreja quando esta se recusa a enterrar em solo sagrado a mulher que amava (Winona Ryder), pois ela cometeu a heresia de se matar acreditando que ele estava morto. Assim, ele perambula através dos séculos como um morto-vivo e, ao conhecer um corretor de imóveis (Keanu Reeves), descobre que a noiva deste é a reencarnação da sua amada. Ele o prende em seu castelo e vai para a Londres da Inglaterra vitoriana no intuito de encontrar a mulher que amou através dos séculos.
Comentário: "Drácula" é um dos romances literários que mais gostei de ler. Escrito em forma de cartas o livro te prende do começo ao fim, uma ótima leitura, aliás, pra esses tempos de confinamento. No cinema as versões "Nosferatu" de Murnau (1922) e "Nosferatu, O Vampiro da Noite" de Werner Herzog (1979) são minhas versões preferidas. Mas "Drácula de Bram Stocker", apesar de hoje eu achar que ficou datado, também tem seus encantos. Coppola, um diretor que merece todo nosso respeito e admiração, embarcou nesse projeto após um convite da atriz Wynona Ryder, segundo palavras dele: “fui um diretor contratado, para fazer um roteiro já pronto, a partir da iniciativa de uma atriz”. Contando com o filho Roman Coppola ao seu lado como diretor de segunda unidade, o diretor fez de seu filme uma ode às origens do cinema utilizando, em certas cenas, equipamentos de época e técnicas como jogo de espelhos e miniaturas. Vale a pena dar crédito também à figurinista Eiko Ishioka - que ganhou um Oscar pelo trabalho -, aos competentes efeitos sonoros e à presença do maravilhoso Tom Waits no papel de Renfield.
