Sinopse: Rio de Janeiro, década de 1940. Eurídice (Carol Duarte) é uma jovem talentosa, mas bastante introvertida. Guida (Julia Stockler) é sua irmã mais velha e extrovertida. Ambas vivem em um rígido regime patriarcal, o que faz com que trilhem caminhos distintos: Guida decide fugir de casa com o namorado, enquanto Eurídice se esforça para se tornar uma musicista, ao mesmo tempo em que precisa lidar com as responsabilidades da vida adulta e um casamento sem amor com Antenor (Gregório Duvivier).
Comentário: Baseado no livro "A Vida Invisível de Eurídice Gusmão" de Martha Batalha, a história conta a vida de Eurídice e Guida, duas irmãs afastadas na juventude. Uma não faz ideia do que a outra está vivendo e, invisíveis uma para a outra, fantasiam vidas lindas e deslumbrantes. Se hoje ainda é complicado ser mulher, o que dizer de ser mulher nos anos de 1940 e de 1950. Pois é exatamente disso que esse filme fala: dessa violência física, emocional, familiar, sexual, social. Eu, que nasci nos anos 60, tenho até uma certa dificuldade em escrever sobre esse filme pois ele toca nas mais diversas feridas que carrego em mim, nesses pequenos (ou seriam grandes?) feminicídios que sofremos todos os dias.
