Sinopse: Cinebiografia de Dick Cheney (Christian Bale), desde seu início humilde até se tornar o vice-presidente mais poderoso da história dos Estados Unidos durante a presidência de George W. Bush (Sam Rockwell).
Comentário: Adam McKay (1968) é um ator, cineasta, comediante, produtor e roteirista americano. Na televisão, foi ele quem dirigiu de 1995 a 2001 o programa "Saturday Night Live", além de séries como "Succession" por exemplo. Assisti dele o bom "A Grande Aposta" (2015). Desta vez vou conferir "Vice" (2018), um filme centrado na figura de Dick Cheney, o vice do então governo George W. Bush.
O site Wikipédia nos conta que: Dick Cheney (1941) "é um político e empresário americano que serviu como o 46.º vice-presidente dos Estados Unidos de 2001 a 2009.
O site Wikipédia nos conta que: Dick Cheney (1941) "é um político e empresário americano que serviu como o 46.º vice-presidente dos Estados Unidos de 2001 a 2009.
É frequentemente recordado como um dos vice-presidentes mais poderosos da história do país, em termos de influência, e ainda como um dos mais impopulares, com seu índice de aprovação sendo de apenas 13% (em 2011).
Nascido em Lincoln, Nebraska, Cheney cresceu no Wyoming. Estudou em Yale e depois na Universidade de Wyoming, conquistando um BA e um MA em ciências políticas.
Nascido em Lincoln, Nebraska, Cheney cresceu no Wyoming. Estudou em Yale e depois na Universidade de Wyoming, conquistando um BA e um MA em ciências políticas.
Começou sua carreira política como estagiário para o congressista William A. Steiger, eventualmente chegando a Casa Branca durante as presidências de Richard Nixon e Gerald Ford, alcançando a posição de Chefe de Gabinete da Casa Branca, de 1975 a 1977.
Em 1978, Cheney foi eleito para a Câmara dos Representantes por Wyoming de 1979 a 1989, sendo reeleito cinco vezes; em 1989 chegou a servir como líder da minoria na Câmara.
Cheney foi escolhido por George H. W. Bush para servir como seu Secretário de Defesa, mantendo-se no cargo de 1989 a 1993. Durante seu tempo a frente do Departamento de Defesa, Cheney supervisionou a Operação Tempestade no Deserto, entre outras ações.
Durante a presidência de Bill Clinton, Cheney se afastou da política e se dedicou aos negócios, se tornando presidente e CEO da empresa de petróleo Halliburton, de 1995 a 2000.
Em julho de 2000, Dick Cheney foi escolhido pelo Partido Republicano como candidato a vice na chapa de George W. Bush na eleição presidencial daquele ano. Eles derrotaram os candidatos democratas, Al Gore e Joe Lieberman.
Em julho de 2000, Dick Cheney foi escolhido pelo Partido Republicano como candidato a vice na chapa de George W. Bush na eleição presidencial daquele ano. Eles derrotaram os candidatos democratas, Al Gore e Joe Lieberman.
Em 2004, Cheney foi reeleito como vice do presidente Bush, derrotando John Kerry e John Edwards. Durante seu período como vice-presidente, Cheney teve um papel importante na Casa Branca, exercendo forte influência política, por trás das cortinas, durante toda a Presidência de George W. Bush, especialmente na área de política externa e de segurança nacional após os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001; ele foi um dos arquitetos da Guerra Global ao Terrorismo e um dos proponentes da Operação "Liberdade do Iraque".
Durante e após seu serviço no Executivo, ele sempre defendeu o legado da administração Bush e suas ações antiterrorismo, que envolviam políticas de espionagem sobre a população americana por parte da NSA e a aprovação de técnicas de tortura sancionadas pelo governo (chamadas de 'técnicas avançadas de interrogatório').
Durante e após seu serviço no Executivo, ele sempre defendeu o legado da administração Bush e suas ações antiterrorismo, que envolviam políticas de espionagem sobre a população americana por parte da NSA e a aprovação de técnicas de tortura sancionadas pelo governo (chamadas de 'técnicas avançadas de interrogatório').
Em 2009, ao deixar a Casa Branca, o índice de rejeição de Dick Cheney como vice-presidente era de 63%.
Após 2009, Cheney deixou a vida pública, se retirando para sua casa em McLean, Virgínia, mantendo casas também em Wyoming e Maryland. Ainda assim, manteve-se comentando a respeito da política no país. Foi crítico do governo Barack Obama e o chamou de um presidente 'fraco', mas elogiou a decisão de Obama de autorizar uma operação militar no Paquistão que acabou matando Osama bin Laden. Ele chamou a interferência russa na eleição presidencial nos Estados Unidos em 2016 como um 'ato de guerra'.
Escreveu suas memórias, em 2011, intitulada 'In My Time: A Personal and Political Memoir', com coautoria de sua filha Liz Cheney.
Apesar de ter visões majoritariamente conservadoras, Cheney é defensor do casamento entre pessoas do mesmo sexo".
Após 2009, Cheney deixou a vida pública, se retirando para sua casa em McLean, Virgínia, mantendo casas também em Wyoming e Maryland. Ainda assim, manteve-se comentando a respeito da política no país. Foi crítico do governo Barack Obama e o chamou de um presidente 'fraco', mas elogiou a decisão de Obama de autorizar uma operação militar no Paquistão que acabou matando Osama bin Laden. Ele chamou a interferência russa na eleição presidencial nos Estados Unidos em 2016 como um 'ato de guerra'.
Escreveu suas memórias, em 2011, intitulada 'In My Time: A Personal and Political Memoir', com coautoria de sua filha Liz Cheney.
Apesar de ter visões majoritariamente conservadoras, Cheney é defensor do casamento entre pessoas do mesmo sexo".
O que eu achei: “Vice” (2018) tenta repetir a fórmula de sucesso de “A Grande Aposta” (2015), misturando humor ácido, montagem dinâmica e crítica política mordaz. Desta vez, o foco é Dick Cheney, vice-presidente dos Estados Unidos durante o governo George W. Bush, uma figura real e poderosa cuja influência nos bastidores da política norte-americana moldou decisões desastrosas da década de 2000. O problema é que, apesar da ambição do projeto, o resultado é irregular: um filme que se perde entre a sátira e o drama biográfico. Christian Bale entrega uma performance impressionante, desaparecendo no papel de Cheney, mas nem isso salva o filme de sua principal falha: o roteiro indeciso. McKay parece não saber se quer informar, divertir ou chocar. O excesso de truques de linguagem com narrações irônicas, quebras de ritmo e cenas que beiram o absurdo, acaba cansando e diluindo a força da denúncia política. A crítica ao poder e à manipulação é evidente, mas vem empacotada em um tom tão autoindulgente que o filme parece mais interessado em se exibir do que em provocar reflexão. Ainda que o paralelo com o cenário político brasileiro seja inevitável nessa mistura de cinismo, oportunismo e falta de escrúpulos no poder, “Vice” não consegue transformar esse material explosivo em cinema envolvente.
